quarta-feira, 19 de novembro de 2025
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Lição 5: A Alma — A natureza imaterial do ser humano
TEXTO ÁUREO
“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma;
temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.” (Mt
10.28).
VERDADE PRÁTICA
Cuidar da alma é uma atitude fundamental para uma vida
cristã estável e uma eternidade de alegria e paz.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 1.27,28; 2.15-17; Mateus 10.28.
INTRODUÇÃO
Na primeira lição apresentamos um conceito preliminar da
alma, demonstrando seu lugar na tríplice constituição do homem. Vimos que,
junto do espírito e inseparável dele, a alma compõe a parte imaterial ou
espiritual do ser humano, que o torna uma pessoa, criado à imagem de Deus.
Nesta lição buscaremos nos aprofundar no conceito e distinção da alma,
estudando seus atributos e sua importância no relacionamento com Deus e com o
próximo.
Palavra-Chave: ALMA
I. ATRIBUTOS DA ALMA
1. De volta ao Gênesis. A parte imaterial do ser humano é o
que mais o diferencia dos animais, como bem evidenciado na criação (Gn 2.7). O
homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e
autodeterminação. O Criador fez-lhe seu representante, dando-lhe poder de
governo sobre toda a obra criada (Sl 8.3-6): “[...] enchei a terra, e
sujeita-a; e dominai [...]” (Gn 1.28). Sua capacidade de administração,
compreensão e decisão moral é resultado do caráter consciente e autônomo da
alma humana. Isso é exemplificado originalmente na aptidão de lavrar e guardar
o jardim (Gn 2.15), discernir entre o certo e o errado e fazer escolhas (Gn
2.16,17) e dar nomes aos animais (Gn 2.19). A parte afetiva do homem é
demonstrada na afirmação divina da necessidade de uma companheira e na
expressão de satisfação de Adão ao receber Eva, que alguns eruditos consideram
ser a primeira composição poética da história humana (Gn 2.18,23).
2. Entre o espírito e o corpo. A alma do homem é sua
personalidade ou distintivo pessoal. Seus três principais atributos são: emoção
ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou vontade. É, portanto, a sede dos
afetos, raciocínio, impulsos, desejos e decisões. O ser humano emprega esses
atributos em sua comunicação com Deus e com o mundo físico, principalmente seus
semelhantes. Para ter comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para
comunicar-se com o próximo, o veículo são o corpo e seus órgãos sensoriais
(pele, olhos, ouvidos, nariz, boca). Pode-se dizer, então, que a alma funciona
entre o espírito, que se conecta com Deus, o Ser Divino, e o corpo, que se
conecta com o mundo dos homens. O cântico de Maria, na casa de sua prima,
Isabel, é uma típica cena dessa tríplice interação e comunicação (Lc 1.46,47).
3. A alma abatida. Os afetos da alma em relação a Deus são
vistos na poesia do Salmo 42, quando o salmista conversa consigo mesmo: “Por
que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus,
pois ainda o louvarei na salvação da sua presença” (Sl 42.5). O contexto indica
que o autor experimentava aflição espiritual e alguma crise em sua comunhão com
Deus (vv.4,9; 43.2), por isso sua alma estava entristecida e suspirava: “A
minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei
ante a face de Deus?” (Sl 42.2). O Salmo 84.2 também ilustra essa função da
alma, assim como o Salmo 51, no qual Davi fala de sua tristeza e do anseio por
um espírito reto, voluntário e renovado, o que devolveria alegria à
integralidade de seu ser (Sl 51.7-12).
SINOPSE I
A alma é a sede das emoções, da razão e da vontade,
expressando a personalidade humana criada à imagem de Deus.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A ALMA E A PRESENÇA DE DEUS
“Assim como a água é essencial para a vida física, Deus e a
sua presença são essenciais para a vida espiritual, e também para a máxima
satisfação e plenitude em todos os aspectos da vida. Aqueles que
verdadeiramente confiam em Deus sentirão fome e sede de ter um relacionamento
mais profundo com Ele, de desfrutar do favor e da atividade sobrenatural do
Senhor em sua vida.
(1) Parar de sentir sede de Deus é o mesmo que morrer
espiritualmente. Não devemos permitir que nada tire o nosso desejo intenso de
conhecer a Deus e os seus propósitos. Precisamos evitar a distração com
preocupações, necessidades, sucessos, atrações e prazeres da vida. Essas coisas
podem bloquear a nossa sede de Deus e roubar de nós o desejo e a disciplina
necessários para buscar um relacionamento mais profundo com Ele através da
Palavra e da oração (Mc 4.19).
(2) Devemos orar para que o nosso desejo da presença de Deus
se torne mais profundo e mais forte. Isso vai requerer uma abertura maior para
a completa demonstração dos dons, da direção e do poder do Espírito Santo (veja
o quadro A OBRA DO ESPÍRITO SANTO, p.2147). A nossa paixão por ver os
propósitos de Cristo serem cumpridos na terra também deve se intensificar até
que ela nos leve à oração fervorosa e nos dê uma sede espiritual, como um cervo
que “brama pelas correntes das águas” em tempos de seca (v.1; veja Mt 5.6;
6.33, notas)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro:
CPAD, 2022, p.945).
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
“ASPECTO DO SER HUMANO
A alma (heb. nephesh; gr. psychē), frequentemente traduzida
como ‘vida’, pode ser brevemente definida como a parte não material do ser
humano, que resulta da união de corpo e espírito. Ela inclui a mente, as
emoções e o livre-arbítrio. Juntamente com o espírito humano, a alma continuará
a viver quando a pessoa morrer fisicamente. [...] A alma está tão intimamente
conectada à personalidade interior que o termo é usado, às vezes, como sinônimo
de ‘pessoa’ (p.ex., Lv 4.2; 7.20; Js 20.3).” Amplie mais o seu conhecimento,
lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, editada pela CPAD.
II. A NATUREZA DA ALMA: IMATERIALIDADE E IMORTALIDADE
1. Distinção de substâncias. O texto de Mateus 10.28 é um
excelente fundamento para o estudo da alma como parte da natureza imaterial do
ser humano. Em um só versículo estão profundas verdades espirituais reveladas
por Jesus a respeito de nossa psiquê; algumas delas relacionadas a debates
alimentados ao longo de toda a História, inclusive no contexto da Igreja. Em
primeiro lugar, Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes
material e imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer por ação
humana), outra intangível (a alma, que não pode ser destruída pelo homem).
Nesse ponto é importante observar que em vários textos das Escrituras a parte
imaterial é representada ora pela alma, ora pelo espírito (Ec 12.7; Tg 2.26; Ap
6.9). Nesses casos as referências sempre abrangem ambas as substâncias devido à
sua inseparabilidade.
2. Imaterialidade e responsabilidade pessoal. Ao tratar do
perecimento da alma e do corpo no Inferno, Jesus refuta as concepções
antropológicas materialistas existentes desde a Antiguidade. Em tempos modernos
temos o marxismo, que prega que o homem se resume à matéria, ignorando a
existência de uma alma consciente após a morte (Lc 16.19-31). Essa ideologia
ateísta nega a pecaminosidade e a responsabilidade moral do indivíduo.
Considera que o mal é estrutural; que a culpa é da sociedade; que as pessoas individualmente
são vítimas de estruturas opressoras. Identificam pecados sociais, mas não
individuais. Esse engano desconsidera a necessidade de arrependimento,
conversão e salvação pessoal e mantém as almas de seus adeptos no caminho da
perdição eterna (At 3.19; Jo 17.3). Toda ideologia que promete soluções
absolutas para os problemas do homem por meio de doutrinas sociais, políticas
ou econômicas incorre no mesmo erro (Pv 4.12,27; At 4.12).
3. Materialismo e teologia. A visão materialista da natureza
humana vai além das questões político-ideológicas. Afeta também a teologia,
principalmente quanto à missão da Igreja, a ortopraxia, isto é, a prática
correta. No campo católico, inspira a Teologia da Libertação. No
protestantismo, a Teologia da Missão Integral. Ambas se alimentam de concepções
socioeconômicas e políticas comuns ao marxismo, que, por sua vez, tem como
fundamento o ideário materialista e crítico, que busca tirar Deus do cenário humano
e instigar as lutas de classes. Toda negação da condição pecaminosa do homem é,
no mínimo, um ateísmo prático, independentemente do viés que assuma (Lm 3.39;
Tt 1.16). Algumas correntes teológicas contemporâneas reinterpretam as
Escrituras com base em vertentes da teologia da libertação, e compartilham do
mesmo campo de distorção e confusão espiritual (Lc 11.17; 1Co 14.33). Conflitam
com a sã doutrina, que é essencial para a salvação da alma (1Tm 4.6,16; 2Tm
4.1-3).
SINOPSE II
A alma é imaterial e imortal, distinta do corpo, e
continuará existindo após a morte, sendo responsável diante de Deus.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
“A ALMA DO HOMEM NÃO ESTÁ NO SANGUE
Quando a Bíblia, em Levítico 17.11, afirma: ‘a alma da carne
está no sangue’, a palavra ‘alma’ está sendo usada como sinônimo de ‘vida’.
Veja em Gênesis 9.4: ‘A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não
comereis’. A ideia de que o sangue significa a alma do homem, abre a porta para
muitas contradições. Vejamos o texto de Apocalipse 6.9,10: ‘E, havendo aberto o
quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da
palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz,
dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o
nosso sangue dos que habitam sobre a terra?’. Se a alma fosse a mesma coisa que
o sangue, como então as almas poderiam estar no Paraíso, debaixo do altar, uma
vez que o seu sangue havia sido derramado sobre a terra?” (BERGSTÉN, Eurico.
Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, p.131).
III. ALMA RENOVADA E SUBMISSA A DEUS
1. Edificação e saúde. A estabilidade de nossa vida cristã e
nosso destino eterno dependem de como cuidamos de nossa alma (Lc 12.13-21). A
oração é um meio eficaz para nos livrar da ansiedade, um transtorno de dimensão
global (Fp 4.6; 1Pe 5.7). Deus nos dá sua paz e protege nossas emoções e
pensamentos (Fp 4.7); e nos guia no caminho de sua vontade (Cl 3.15). Nossa
parte é alimentar nossa mente apenas com o que edifica (Fp 4.6-8). O que
falamos? O que ouvimos? O que lemos? O que vemos? Nossos hábitos diários
determinam a saúde de nossa alma (Sl 1.1).
2. Purificação e renovação. Ainda quanto aos cuidados da
alma, a Bíblia nos adverte dos maus pensamentos (Mt 15.19), dos desejos impuros
e perversos (Tg 1.14,15; Pv 21.10) e das intenções e inclinações malignas (1Pe
2.1; Nm 21.5). Devemos purificar e renovar nossa alma (1Pe 1.22; Ef 4.23,24),
para que sejamos transformados e experimentemos a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus (Rm 12.2), vivendo em santidade e temor (Dt 4.15; Js 23.11-13).
SINOPSE III
A alma precisa ser purificada e renovada continuamente para
viver em santidade e comunhão com a vontade divina.
CONCLUSÃO
O cristão precisa viver em plena santificação, o que inclui
a contínua rejeição de pensamentos, sentimentos e desejos pecaminosos, mantendo
pura a sua alma (1Pe 1.22; 1Jo 1.7). Atribui-se a Lutero a frase que diz: “Não
podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos
impedir que eles façam ninhos sobre elas”.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
LIÇAO 1 - O Homem - Corpo, Alma e Espírito
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
LIÇÃO 1 - A necessidade de restauração da alma
04 de outubro de 2020
Texto Áureo:
"Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma
entristecida saciei.", Jeremias 31.25
Somente Deus conhece
o íntimo da sua criatura, podendo então lhe trazer a cura de suas mais
profundas dores e frustrações.
Objetivos da Lição:
Apontar as diferenças
de corpo, alma e espírito.
Apresentar o projeto
de Deus para o ser humano.
Destacar a
necessidade de restauração da alma.
TEXTOS DE REFERÊNCIA:
Salmos 31
2. Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve. 5. Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, Senhor Deus da verdade. 7. Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias. 9. Tem misericórdia de mim, ó Senhor, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre. 14. Mas eu confiei em ti, Senhor; e disse: Tu és o meu Deus.
Introdução:
Neste trimestre,
falaremos de assuntos concernentes à cura da alma. Sendo assim, nesta lição
abordaremos conceitos do corpo, alma e espírito. Também apontaremos o amor de
Deus expresso na manifestação da Sua graça trazendo-nos salvação [ Tt 2.11 ].
1️ - Conhecendo
a estrutura do ser humano.
Em Gênesis 1.26 a
primeira parte do versículo diz que Deus criou o homem à Sua imagem e
semelhança. Esta afirmação nos dá a ideia de como o ser humano foi formado. Sua
estrutura em si foi criada perfeitamente. No entanto o pecado tornou-o
imperfeito e sua estrutura foi totalmente comprometida. Daí a necessidade de
cura e restauração em seu espírito, alma e corpo.
1.1. O espírito humano.
É imperativo que o
cristão saiba que tem um espírito, visto que cada comunicação de Deus ocorre
ali. Se o crente não discerne o seu próprio espírito, ele desconhece como
comungar com Deus no espírito [ Lc 1.46-47 ]. Toda adoração a Ele, comunhão e
relacionamento começa no espírito; é ali a sede da morada do Seu Espírito em
nós. O apóstolo Paulo deixa isto bem claro quando escreve à igreja em Corinto,
destacando a importância de preservar o nosso espírito voltado totalmente ao
Senhor [ 1 Co 6.19-20 ].
1.2. A alma do ser
humano.
Um dos sentidos da
palavra " alma " é "pertencente a esta vida". Portanto,
equivale à personalidade ou à própria pessoa [ Jr 52.29; 2 Co 1.23 ]. A alma
está entre o espírito e o corpo. Pertence aos dois. Está ligada ao mundo
espiritual através do espírito e ao mundo material através do corpo. Através da
alma, tenho consciência de mim mesmo. As áreas da alma são:
Mente (sede da alma,
intelecto, pensamentos, raciocínios, memória);
Vontade (instrumento
para tomar decisões; poder para escolher);
Emoções (instrumento
para expressar nossos sentimentos, gostos, simpatias, alegrias, tristezas,
amor, ódio etc).
1.3. O corpo humano.
Os seguintes nomes se aplicam ao corpo:
a) Casa, ou
Tabernáculo [ 2 Co 5.1 ]. É a tenda na qual a alma do homem mora durante a sua
viagem do tempo para a eternidade. Na morte, desarma-se a barraca e a alma
parte [ Is 38. 12 ];
b) Invólucro [ Dn 7.15 ];
c) Templo. O templo é
o lugar consagrado pela presença de Deus. Ainda que não possa abrigar a
plenitude divina [ 1 Rs 8.27-28 ]. O corpo de Cristo foi um "templo"
[ Jo 2.21 ], porque Deus estava nele [ 2 Co 5.19 ]. Quando uma pessoa passa
pela experiência do novo nascimento e é reconciliada com Deus, o corpo dessa
pessoa torna-se um templo do Espírito Santo [ 1 Co 6.19 ].
2️ - Obra-prima
da criação.
O ser humano é
obra-prima da criação do Eterno, criado conforme sua imagem e semelhança [ Gn
1.26a ]. Assim, trata-se de uma criação distinta das demais. O Senhor Deus o
criou para relacionamento com Ele, com capacidade de escolher (inclusive usou
esta capacidade quando da tentação no Jardim) e de gerenciar a obra da Sua
criação. Portanto, é um ser racional, volitivo e sentimental.
2.1. Um lugar apropriado
à nossa cultura.
Por que Deus fez tudo
isso? Qual a razão para a existência do universo, da terra e do ser humano?
Percebemos que esta iniciativa de Deus em vários campos da ciência tem sido
debatida, no entanto a Palavra do Senhor nos dá a resposta de que Ele criou
todas as coisas visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam
principados, seja potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele [ Cl 1.16 ].
Este universo foi criado por Deus de forma perfeita e contendo tudo o que o homem
precisa para viver os seus dias que Ele determinou.
2.2. O propósito de
Deus levou em conta o erro humano.
Esta é a resposta
pela qual Deus nos deu o livre arbítrio: o Eterno concede o poder de escolha a
Adão, pois desejava que o ser humano escolhesse manter o relacionamento com o
Criador, diante da investida maligna [ Gn 2.16-17 ]. Entretanto, Adão escolheu
descumprir esta única ordenança. Deus já sabia que isto ocorreria. Ele nunca
fez nada por acaso, e Ele nunca comete erros. Ele tomou a iniciativa em cobrir
o homem quando este descobriu que estava nu ao comer do fruto da ciência do bem
e do mal [ Gn 3.21 ]. Mesmo em um ambiente sem arrependimento de Adão e Eva, o
amor do Pai foi demonstrado em ação.
2.3. A bondade
divina.
Toda a humanidade
passou a carregar o fardo da escolha errada feita no Éden. Adão e Eva perderam
o senso simples e claro de sua própria identidade. Aquele retrato de si mesmos
que eles viam em Deus nos seus olhos cheios de amor ficou manchado e distorcido
quando se rebelaram contra Ele. Foram dominados pela vergonha até dos seus
próprios corpos ao se verem nus e imediatamente saíram a procura de folhas de
figueira e de um bom lugar para se esconderem [ Gn 3.7-8 ]. No entanto, Deus
toma a iniciativa de demonstrar sua bondade e desce ao Jardim à procura do
homem e, mesmo ao perceber falta de arrependimento, não os destruiu antes
estabeleceu o castigo e proveu o meio de cobrir sua vergonha [ Gn 3.21 ].
3️ - Quadro
atual da alma do homem.
É nítido o quanto a
alma do homem tem sido afetada a cada geração que se passa. Dados da OMS
(Organização Mundial de Saúde) apontam que este século tem se tornado o século
da depressão, ansiedade e transtornos psíquicos. Um senso doentio e irreal do
eu tem tornado vidas vazias e até mesmo arruinado a saúde.
3.1. A alma humana em
colapso total.
Milhares de pessoas
em todo mundo estão atualmente se voltando para a psiquiatria e para a análise
em busca de alívio para males mentais e espirituais dos quais padecem. A
situação atual do mundo leva mais e mais à prática da busca da cura da alma. A
nossa sociedade está enferma! A mensagem da Palavra de Deus também se refere e
tem aplicação quanto a esta triste realidade.
3.2. É preciso fazer
uma autoanálise.
A doença da inquietação também aumenta quando somos
incapazes de compreender ou experimentar significados em nossas vidas. Até que
nos livremos da inquietação causada por nossas limitações, até que estejamos
livres da obscuridade da falta de significado, não poderemos ter paz em nossos
corações e em nossas mentes. Por meio de sua morte e ressurreição, Cristo
providenciou recursos para combater os inimigos da paz. Às limitações naturais
Cristo responde: "Tudo é possível ao que crê" [ Mc 9.23 ]. À
escravidão da culpa podemos responder: "Quem intentará acusação contra os
escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica." [ Rm 8.33 ]. À escuridão da
falta de significado podemos proclamar o resplendor de Cristo. Ele é a essência
e propósito da paz verdadeira.
3.3. Não somos
autossuficientes para vencer.
Deus deixou isto
latente nas Escrituras em um dos momentos da caminhada de Israel no deserto,
quando estes em desobediência foram punidos por uma praga de serpentes e
muita gente morreu. Mas quando seu povo se voltou em arrependimento, Ele
orientou Moisés a levantar uma serpente de bronze sobre uma haste e todos os
picados que olhavam para ela, o veneno não fazia efeito, havia cura imediata [
Nm 21.6-9 ]. Isto tipificava nosso Salvador Jesus que seria levantado na cruz
para trazer a cura contra o veneno do pecado.
CONCLUSÃO:
O amor de Deus pode
suportar e pode perdoar todas as deformações da alma, mas o amor dEle jamais
pode reconciliar-se a um objeto que cause desamor. Ele jamais poderá, portanto,
reconciliar-se com o seu pecado, mas Ele pode reconciliar-se à sua pessoa,
porque esta pode ser restaurada.
Fonte: Revista Betel
