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segunda-feira, 21 de abril de 2025

LIÇÃO 4 - O CUIDADO E APOIO AOS OBREIROS: UM PILAR ESSENCIAL PARA A EXPANSÃO DO REINO DE DEUS

 


1 - O Cuidado de Deus com os Obreiros

1.1 - O Cuidado de Deus com os Sacerdotes
No Antigo Testamento, os Sacerdotes e Levitas eram sustentados principalmente pelos dízimos, ofertas e porções dos sacrifícios trazidos pelo povo de Israel.
Deus havia designado que a tribo de Levi não teria herança de terra como as outras tribos, justamente porque seu papel era servir no Tabernáculo (e depois no Templo), ministrando, ensinando a Lei e cuidando das funções religiosas.
Aqui estão algumas formas pelas quais eles eram sustentados:
(1) Dízimos (10%)
O povo de Israel dava um décimo de sua produção aos levitas:
"Aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da congregação" (Nm 18.21)

(2) Ofertas e Sacrifícios
Algumas partes dos sacrifícios e ofertas trazidas ao altar eram destinadas aos sacerdotes (Lv 7.28-36)

(3) Cidade e Campos
Embora não tivessem herança territorial como as outras tribos, os levitas tinham cidades e pastagens designadas para viver e cuidar de seus rebanhos (Nm 35.1-8)

(4) Primícias e outras Ofertas Especiais
Eram trazidas ao Tabernáculo ( e depois ao Templo) e também ajudavam a sustentá-los. Em Deuteronômio 18.3-5 lemos que os sacerdotes recebiam porções específicas das ofertas.

Resumindo, o povo de Israel era diretamente responsável pelo sustento dos levitas e sacerdotes, pois eles estavam dedicados exclusivamente ao serviço religioso e espiritual do povo.

1.2 - A Oferta e os Sacerdotes
No Antigo Testamento, havia condições claras e imprescindíveis para que um sacerdote tivesse direito de receber e ficar com parte das ofertas. Aqui estão as principais :

(1) Ser descendente de Arão (Linha Sacerdotal)
Apenas os sacerdotes, descendentes diretos de Arão (irmão de Moisés), tinham o direito de ministrar no altar e receber porções específicas das ofertas:
"Depois tu farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal" (Êx 28.1)
"Somente tu e teus filhos contigo guardareis o vosso sacerdócio, em tudo o que diz respeito ao altar..." (Nm 18.7)

(2) Estar Ritualmente Puro
O sacerdote precisava estar cerimonialmente limpo. Se estivesse impuro (por contato com cadáver, doenças como lepra, ou outras causas), não poderia comer das coisas sagradas, sob pena de profanação (Lv 22.1-6), em Levítico 21 há uma lista de várias regras de pureza pessoal e familiar.

(3) Oferecer os Sacrifícios Corretamente
As porções da oferta eram direito somente após o sacrifício ter sido oferecido conforme as regras divinas. Se algo fosse feito de maneira errada, eles podiam ser impedidos de comer.
O sacerdote deveria seguir o ritual corretamente para ter direito à porção (Lv 6.16-18). Em Levítico 10, Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho e foram mortos por isso, um exemplo do quão sério era seguir as instruções.

(4) Não ter Defeitos Físicos (para o serviço no altar)
Um sacerdote com defeitos físicos não podia ministrar no altar (embora ainda comesse do sustento sacerdotal). Para ter direito às porções específicas do altar, ele precisava estar apto ao serviço (Lv 21.16-23).

(5) Obedecer à Lei do Sacerdócio
O sacerdote precisava viver de acordo com todas as leis e exigências da aliança sacerdotal. A infidelidade podia resultar em exclusão. Em Malaquias 2.1-9, Deus repreende os sacerdotes infiéis por desonrarem o ministério.
  
1.3 - A Responsabilidade dos Obreiros com as Ofertas
O pecado de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, foi um evento muito sério e marcante no início do sacerdócio em Israel. A história está registrada em Levítico 10.1-3.

O Pecado
"E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante o Senhor, o que lhes não ordenara" (Levítico 10.1)
a) Usaram "fogo estranho", ou seja, fogo não autorizado por Deus.
b) Agiram sem obediência direta às instruções dada.
c) Ofereceram esse fogo dentro do Tabernáculo, um local santíssimo, de maneira irreverente e imprópria.
d) É possível que tenham feito isso embriagados, pois logo após isso Deus proíbe o consumo de bebida alcoólica no serviço sagrado (Lv 10.8-9).

As Consequências
"Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor" (Levítico 10.2)
a) Foram mortos imediatamente por Deus com fogo, o mesmo fogo que deveria simbolizar a presença divina e a aceitação da oferta.
b) A morte pública serviu como advertência para todo o sacerdócio.
c) Arão, seu pai, não pôde lamentar publicamente, pois isso indicaria desacordo com o juízo divino (Lv 10.6)
d) Moisés deixo claro que o julgamento foi para mostrar a santidade e glória de Deus: "isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo" (Lv 10.3).

Aplicações práticas para a Igreja Hoje
(1) Deus exige obediência exata no serviço sagrado
(2) Inovação não autorizada no culto pode ser perigosa
(3) A Santidade de Deus não pode ser tratada com leviandade
(4) A liderança espiritual responde diretamente a Deus
(5) Mostra que Deus julga primeiramente os que estão mais próximos a Ele (1Pedro 4.17 ecoa essa ideia no N.T.)

2 - Dando Honra aos Obreiros

2.1 - O Obreiro é Digno do seu Salário
"Ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis de casa em casa" (Lc 10.7).
Nessa passagem bíblica, Jesus está instruindo os 70 discípulos que Ele enviou em missão. Explicação por partes para um fácil entendimento e aplicabilidade na vida dos obreiros atuais.

(1) "Ficais na mesma casa"
Jesus orienta que, ao chegarem a um cidade, os discípulos deveriam permanecer na casa onde foram bem recebidos, em vez de sair procurando acomodações melhores ou mais confortáveis. 
Lição: Ministério é sobre contentamento e foco, não sobre conforto pessoal.

(2) "Comendo e bebendo do que eles tiverem"
Aqui, Jesus autoriza os discípulos a aceitarem o sustento oferecido pelos anfitriões, ou seja, alimentação e hospedagem durante a missão.
Lição: É Legítimo que os obreiros recebam sustento daqueles a quem servem espiritualmente.

(3) "Pois digno é o trabalhador do seu salário"
Essa frase é o princípio central: Jesus afirma que os que trabalham na obra de Deus merecem ser sustentados por ela. Ele compara os missionários e pregadores a trabalhadores que devem receber por seu serviço.
- Essa expressão também é citada por Paulo em 1 Timóteo 5.18, ligando à honra dos presbíteros.
- Reflete a lógica do  A.T. com os levitas/sacerdotes.

(4) "Não andeis de casa em casa"
Jesus proíbe que os discípulos fiquem pulando de casa em casa, talvez buscando vantagens ou mais conforto.
Lição: O foco do ministério não deve ser em benefícios materiais, mas em cumprir a missão com fidelidade e simplicidade.

Aplicações práticas para a Igreja Hoje
Os princípios ensinados por Jesus (Lucas 10.7) e reforçado por Paulo (1 Coríntios 9.14; 1 Timóteo 5.17-18) ainda são válidos e aplicáveis hoje, embora possam variar conforme a estrutura, cultura e maturidade das igrejas. Aqui vão os principais princípios e suas aplicações atuais :

(1) O Obreiro é Digno de seu Sustento
Princípio: Quem serve no ministério especialmente em tempo integral, deve ser sustentado pela Igreja.
Aplicação Atual: Pastores, missionários e líderes que se dedicam integralmente ao ministério pode e devem receber salário JUSTO da Igreja, entenda como salário INJUSTO aquele que não é suficiente para cobrir as despesas ou aquele que é um salário exorbitante, tão alto que se torna uma fonte de enriquecimento. Deus não chamou ninguém para se enriquecer as custas da pregação do Evangelho. Muitas igrejas organizadas mantém planilhas orçamentarias com salários, moradia e auxílio para obreiros.
Referência: 1 Coríntios 9.14, 1 Timóteo 5.18

(2) O Sustento não é um privilégio, mas um Direito Bíblico
Princípio: O sustento é uma resposta da Igreja à responsabilidade espiritual recebida.
Aplicação Atual: A membresia deve entender que honrar os obreiros é parte da fidelidade a Deus. A Igreja deve ser generosa, mas também responsável e transparente nos recursos.
Referência: Gálatas 6.6 - "O que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instruiu"

(3) O Obreiro deve servir com Fidelidade, não por Interesse
Princípio: O foco do ministério é servir a Deus e às pessoas, e não buscar vantagens pessoais, poder, fama e riqueza.
Aplicação Atual: Obreiros devem evitar ganância ou abusos, como usar o ministério para enriquecimento pessoal e viver ostentando com dinheiro dos menos favorecidos. Outra coisa, a Transparência e prestação de contas são importantes para manter a integridade. Não podemos aceitar a falta de Transparência quanto ao uso de recursos financeiros da Igreja.
Referência: 1 Pedro 5.2 - "Apascentai o rebanho de Deus... não por torpe ganância, mas de boa vontade"

(4) A Igreja não deve negar apoio a quem dedica a vida ao Evangelho
Princípio: Negar sustento adequado pode prejudicar o ministério e o avanço do Evangelho.
Aplicação Atual: Igrejas locais devem ver o sustento de seus líderes como investimento no Reino, não como despesa. Quando possível, também devem ajudar missionários, seminaristas e obreiros em campo.
Referência: Filipenses 4.16-18 - Paulo agradece pelo sustento missionário enviado pela Igreja de Filipos.

2.2 - Honrando os obreiros que se Empenham na Obra de Deus
"Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho" (1Co 9.14).
Esse versículo é claramente uma ordem para que os obreiros do evangelho sejam honrados e sustentados pelo povo de Deus.
Paulo está defendendo o direito dos apóstolos e ministros do evangelho de serem sustentados pelo trabalho que realizam. Ele usa analogias como :
- O soldado que serve é sustentado (1Co 9.7)
- O lavrador que come dos frutos (1C0 9.7)
- O sacerdote que vive das coisas do Templo (1Co 9.13)

2.3 - Cuidar dos Obreiros é um Compromisso de Fé
"Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina" (1 Timóteo 5.17).
Esse versículo chave fala sobre a honra, sustento ou cuidado dos obreiros da Igreja.  Podemos Pontuar :

(1) "Os Presbíteros que governam bem"
Presbíteros (ou anciãos) eram os líderes espirituais da igreja, equivalente ao que hoje chamamos de pastores. Governar bem envolve:
- Liderar com sabedoria e humildade
- Liderar com dedicação, fidelidade e competência
- Cuidar da doutrina e da vida da igreja
- Exercer disciplina espiritual e orientação

(2) "sejam estimados por dignos de duplicada honra"
O texto está dizendo que os lideres fiéis devem ser respeitados e sustentados dignamente, Honra aqui é do grego "timé" que significa "honra como valor financeiro".

(3) "principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina"
Aqui Paulo destaca uma categoria de presbíteros: os que se dedicam arduamente à pregação e ao ensino da Palavra. Isso mostra que pregar, ensinar e discipular exige trabalho sério, estudo e dedicação contínua. Esses devem ser reconhecidos e sustentados com dignidade

Aplicações práticas para a Igreja Hoje
(1) A liderança fiel deve ser honrada com respeito e sustento justo.
(2) O ministério da Palavra é digno de investimento e valorização
(3) Igrejas devem evitar negligência ou exploração dos obreiros
(4) Obreiros devem ser exemplos de esforço, ensino e vida piedosa.

3 - O Senhor Sustenta os Seus

3.1 - O Sustento de Deus ao Seu Ungido
O profeta Elias foi sustentado de formas milagrosas por Deus em diferente momentos de sua missão, conforme registrado na Bíblia. Aqui estão os principais episódios:

(1) Sustentado pelo Corvo no Deserto (1 Reis 17.1-6)
Deus ordenou que Elias se escondesse junto ao ribeiro de Querite. Lá, ele bebia água do ribeiro, e corvos traziam pão e carne de manhã e à tarde, sustentando-o milagrosamente.

(2) Sustentado pela Viúva de Sarepta (1 Reis 17.7-16)
Quando o ribeiro secou, Deus enviou Elias a Sarepta, onde uma viúva pobre foi usada por Deus para sustentá-lo. Embora ela só tivesse um pouco de farinha e azeite, o alimento não acabou enquanto Elias esteve lá, foi outro milagre.

(3) Sustentado por um Anjo (1 Reis 19.1-8)
Depois de confrontar os profetas de Baal no Monte Carmelo e ser ameaçado pela rainha Jezabel, Elias fugiu para o deserto. Lá, ele ficou profundamente abatido e até pediu a Deus para morrer. Foi nesse momento que um anjo tocou Elias e lhe deu pão e água, dizendo: "Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo" (1 Reis 19.7).
Elias comeu, bebeu, e com a força daquela comida caminhou 40 dias e 40 noites até o monte Horebe (também conhecido como Sinai), onde teve um encontro especial com Deus.
Esse sustento pelo anjo mostra o cuidado de Deus com Elias em seu momento de desânimo e solidão.

Concluindo, esses episódios mostram como Deus cuidou de Elias em tempos de escassez e perigo, usando tanto meios naturais quanto sobrenaturais.

3.2 - Deus prepara Socorro aos Seus Servos
O Texto de 1 Reis 18.3-16, mostra o encontro entre o profeta Elias e o mordomo do rei Acabe chamado Obadias.

Primeira Lição (1 Reis 18.3-4)
Obadias temia muito a Deus. Durante a perseguição de Jezabel aos profetas de Deus, Obadias escondeu cem profetas em cavernas, em grupos de cinquenta, e os sustentou com pão e água para que eles não fossem mortos por Jezabel. Isso foi um ato extremamente arriscado, pois se Acabe ou Jezabel descobrissem, Obadias poderia ser morto por traição.
Lição: Mesmo dentro de um governo corrupto, Deus tem seus servos fiéis. Obadias é um exemplo de coragem e temor a Deus em meio à adversidade.

Segundo Lição (1 Reis 18.5-6)
Acabe, preocupado com a seca severa, envia Obadias para procurar pasto e água para os animais. Eles se dividem em dois grupos.
Lição: O rei está mais preocupado com os animais do que com o arrependimento do povo. Isso revela sua dureza de coração e falta de prioridade espiritual

Terceira Lição (1 Reis 18.7-8)
Obadias encontra Elias e o reconhece, prostando-se. Elias manda que ele vá dizer a Acabe que ele está de volta.
Lição: Elias reaparece depois de três anos de seca. Sua presença significa confronto com o pecado e anúncio da ação divina.

Quarta Lição (1 Reis 18.9-14)
Obadias teme por sua vida. Ele pensa que se disser a Acabe que Elias está ali, e Elias desaparecer, Acabe o matará. Obadias lembra a Elias que tem sido fiel a Deus e salvou profetas.
Lição: Obadias mostra temor humano, mas também sinceridade. Sua vida de integridade é um testemunho em tempo de escuridão espiritual.

Quinta Lição (1 Reis 18.15-16)
Elias promete: "Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, perante cuja face estou, hoje me apresentarei a Acabe". Então Obadias vai e avisa Acabe.
Lição: Elias é corajoso e firme em sua missão. Ele não foge do confronto. Sua frase mostra que ele serve ao "Senhor dos Exércitos", ou seja, ao Deus que guerreia por seu povo.
      
3.3 - O Cuidado de Deus com Seu Ungido
"Certo dia , passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por ali, entrava para comer pão" (2 Reis 4.8)
Este versículo introduz uma das histórias mais bonitas na Bíblia sobre hospitalidade, fé, recompensa e Cuidado de Deus para com seus ungidos.

(1) "Certo dia, passo Eliseu por Suném"
Eliseu era um profeta itinerante, e Suném era uma cidade localizada na região de Issacar. Esse detalhe mostra a simplicidade e mobilidade do ministério profético, diferente dos palácios e templos luxuosos. O profeta passa por onde Deus o guia.

(2) "Onde se achava uma mulher rica"
A mulher não tem seu nome mencionado, mas é descrita como "rica", não apenas em bens, mas logo veremos, também em generosidade e sensibilidade espiritual.
Ela representa alguém influente, mas humilde, disposta a abrir mão de seu conforto para servir.

(3) "A qual o constrangeu a comer pão"
O verbo  "constranger" aqui tem o sentido de insistir fortemente, ou seja, ela não apenas ofereceu, mas insistiu com zelo para receber o profeta. Isso mostra hospitalidade sincera, ela reconheceu em Eliseu um homem de Deus e quis participar do seu ministério, servindo-o com o que tinha.

(4) "Daí, todas as vezes que passava por ali, entrava para comer pão"
Isso revela uma relação contínua, não uma ajuda pontual. Eliseu passou a ver aquele lar como um refúgio. A insistência da mulher abriu a porta para uma bênção duradoura, essa relação resultará em grandes milagres mais adiante (como o nascimento de um filho e a ressurreição dele, nos versículos seguintes).


Aplicações práticas para a Igreja Hoje

(1) Hospitalidade abre portas para o mover de Deus
Pequenas atitudes de serviço podem gerar grandes colheitas espirituais.

(2) Deus usa pessoas comuns para CUIDAR do seu povo
A mulher não era profeta, mas foi parte do milagre.

(3) Relacionamentos espirituais são construídos com constância
Não basta um ato isolado; a constância na bondade gera confiança e bênção.


Comentário 
Pr. Éder Tomé

terça-feira, 15 de abril de 2025

LIÇÃO 3- PARTICIPANDO COM CONSCIENCIA E ALEGRIA DA MANUTENÇAO DO SERVIÇO

 


Introdução

Texto de Referência: 1 Crônicas 29.3-6

3 - E ainda, de minha própria vontade para a casa de meu Deus, o ouro e prata particular que tenho de mais eu dou para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário.

4 - Três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas.

5 - Ouro para os vasos de ouro, e prata para os de prata, e para toda obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor?

6 - Então os chefes dos pais, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães dos milhares e das centenas, e até os capitães da obra do rei, voluntariamente contribuíram.

 

1 - A Construção do Tabernáculo

Deus sempre desejou se relacionar com o seu povo. Ao longo das Escrituras Sagradas, o Pai Celestial buscou se revelar ao ser humano para relacionar-se com ele. Deus é um ser pessoal.

O Tabernáculo foi construído para que Deus habitasse nele e se encontrasse com o seu povo.

Moisés construiu o Tabernáculo mediante ofertas voluntárias cuja planta foi concedida diretamente por Deus, em caráter provisório e portátil, pois podia ser armada e desarmada durante a caminhada israelita pelo deserto.

 

Antes da construção do Tabernáculo, Deus se encontrava com Moisés na "Tenda da Congregação".

Os termos "Tenda da Congregação" e "Tabernáculo" muitas vezes aparecem juntos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, e podem parecer confusos, nesta lição vou explicar as diferenças de forma simples e direta.

 

1.1 - Onde a Glória de Deus se Manifestava

 

O que é a Tenda da Congregação ?

"Tenda da Congregação" ou em hebraico "Ohel Moed" literalmente significa "Tenda do Encontro", e era o lugar onde Deus se encontrava com Moisés e onde o povo se reunia para consultar o Senhor.

Antes do Tabernáculo ser construído, Moisés armava uma tenda fora do arraial (acampamento) ao qual foi chamada de "Tenda da Congregação" (Êx 33.7), onde ele se encontrava com Deus.

Depois que o Tabernáculo foi concluído, esse termo passou a se referir à estrutura oficial do santuário: Tenda da Congregação ou Tenda do Testemunho, enquanto que Tabernáculo se dá a toda estrutura física completa, com todas as suas partes e utensílios (Pátio, Altar dos holocaustos, Pia de bronze, Tenda da Congregação, Lugar Santo e Lugar Santíssimo).

É por esse motivo que nos textos bíblicos, "Tenda da Congregação" é muitas vezes sinônimo de Tabernáculo.

 

O que é o Tabernáculo ?

O Tabernáculo era o santuário portátil construído por Moisés sob orientação de Deus (Êxodo 25 ao 27). Ele era o centro de adoração do povo de Israel enquanto estavam no deserto, antes da construção do Templo, era composto de :

(1) Átrio Exterior (ou Pátio Exterior)

     Altar dos holocaustos e a bacia (ou pia) de bronze

     Tenda da Congregação ou Tenda do Testemunho era

     composta de duas partes: Lugar Santo e Lugar Santíssimo

(2) Lugar Santo

     Candelabro, mesa de pães e Altar de incenso

(3) Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos)

     Onde ficava a Arca da Aliança

 

A Glória de Deus se manifestava no Tabernáculo

A nuvem aparecia durante o dia sobre o Tabernáculo revelando que o Deus Altíssimo encontrava-se de modo especial no Santuário. Era a Shekinah ou glória de Deus sobre o santuário, Shekinah no aramaico descreve a manifestação visível da glória de Deus. O Deus de Israel era o centro do culto e adoração do seu povo.

Êxodo 40:9 registram o cuidado de Deus com Israel. Na caminhada no deserto ruma à terra prometida, uma nuvem permanecia sobre o Tabernáculo. A imagem dessa nuvem marcou a história de Israel : "a glória do Senhor encheu o Tabernáculo" (Êx 40.4)

 

1.2 - As Ofertas Voluntárias

"Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta; de todo homem cujo coração o mover voluntariamente, dele recebereis a minha oferta" (Êx 25.1,2).

Esse versículo bíblico marca o início das instruções de Deus para a construção do Tabernáculo, o santuário onde Deus habitaria no meio do povo.

Deus está dando instruções diretamente a Moisés. Isso mostra que o projeto do Tabernáculo não foi ideia humana, mas um plano divinamente revelado.

Deus pede que o povo de Israel traga ofertas (ouro, prata, tecidos, peles, etc.), mas com um detalhe importante: A oferta deveria ser voluntária, vinda de um coração disposto, e não uma contribuição forçada. Isso mostra que Deus se agrada do que é dado com generosidade e sinceridade, não por obrigação (um princípio repetido até no Novo Testamento, como em 2 Coríntios 9:7) que diz "Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza, ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria".

 

Lição Espiritual

(1) Deus deseja que participemos da Sua obra com liberdade e alegria

(2) A contribuição material também é uma forma de adorar a Deus

(3) O Tabernáculo, que seria o centro da adoração, começa com a generosidade do povo, movida por gratidão e fé.

 

1.3 - A Alegria em Contribuir

Podemos pontuar os motivos do povo contribuir na construção do Tabernáculo, a saber :

 

(1) Gratidão pela libertação do Egito

O povo havia sido escravizado por séculos e agora estava livre, graças à ação poderosa de Deus. Contribuir para o Tabernáculo era uma forma de responder com gratidão ao Deus que os libertou.

 

(2) Desejo de se aproximar de Deus

O Tabernáculo era o lugar de encontro com Deus, o local onde Ele manifestaria Sua presença. Ofertar para sua construção mostrava que o povo valorizava esse relacionamento com Deus e desejava vê-lo habitando entre eles.

 

(3) Alegria em participar da obra de Deus

Em Êxodo 35 ao 36, vemos que o povo contribuiu com tanta generosidade que Moisés teve que pedir para pararem de trazer ofertas (Êxodo 36.5-7). Isso mostra que a motivação vinha do coração, com alegria e envolvimento.

 

(4) Houve um Movimento do Espírito

"Então todo o coração voluntário, e todo aquele cujo espírito o moveu, trouxe uma oferta ao Senhor..." (Êx 35.21)

O Povo foi movido espiritualmente, sentindo-se tocado por Deus a cooperar.

 

2 - A Restauração do Templo

 

2.1 - A Restauração do Templo nos dias do rei Joás

A restauração do Templo nos dias do rei Joás (ou Jeoás) foi um momento importante da história de Judá, e está registrada em 2 Reis 12.1-16 e também em 2 Crônicas 24.1-14.

O rei Joás começou a reinar muito jovem (com 7 anos) e foi influenciado pelo sacerdote Joiada, que o ajudou a andar nos caminhos de Deus. Durante seu reinado, o Templo do Senhor estava em más condições, pois havia sido negligenciado e até danificado durante o reinado de reis anteriores, principalmente por Atalia e outros que adoravam ídolos.

A restauração do Templo com Joás mostra que quando há liderança comprometida, povo engajado e honestidade na administração, a obra de Deus avança. Também é um lembrete de que Deus valoriza o zelo pela Sua casa e fidelidade no uso dos recursos que Ele nos confia.  Pontuando :

 

(1) Decisão de restaurar o Templo

Joás decidiu restaurar o Templo e deu ordens para que os sacerdotes usassem o dinheiro das ofertas para isso (2 Reis 12.4,5). Mas, com o passar do tempo, a obra não avançava, porque os recursos não estavam sendo bem administrados.

 

(2) Mudança de Estratégia

Ao perceber que a reforma não estava acontecendo como deveria, Joás e o sacerdote Joiada mudaram o plano: Fizeram uma caixa de coleta (um cofre com tampa) e colocaram perto do altar e então todo o povo passou a contribuir voluntariamente com suas ofertas e os recursos foram administrados com mais responsabilidade.

 

(3) Execução da Obra

Com o dinheiro arrecadado:

- Contrataram carpinteiros, pedreiros e outros trabalhadores

- Compraram materiais (madeira, pedras, bronze, etc)

- O trabalho foi feito com honestidade e dedicação

 

(4) Resultado

O Templo foi restaurado à sua forma original, com zelo e reverência. A reforma foi bem-sucedida porque houve:

- Vontade do rei

- Liderança espiritual fiel (Joiada)

- Contribuição do povo

- Boa administração dos recursos

 

2.2 - A Restauração do Templo nos dias do rei Ezequias

A restauração do Templo nos dias do rei Ezequias foi um dos primeiros e mais importantes atos do seu reinado, e está registrada principalmente em 2 Crônicas 29.

Ezequias começou a reinar em Judá após o reinado de seu pai, Acaz, que havia fechado as portas do Templo e introduzido idolatria na nação. O Templo estava abandonado, profanado e cheio de impurezas.

Ezequias, ao assumir o trono, decidiu restaurar o culto verdadeiro a Deus e reabrir o Templo, logo no primeiro ano e no primeiro mês do seu reinado (2 Crônicas 29.3).

A restauração do Templo por Ezequias foi rápida, eficaz e cheia de reverência, marcando um reavivamento espiritual em Judá. Podemos pontuar da seguinte forma :

 

(1) Reabertura das portas do Templo

Ezequias mandou abrir as portas do Templo e as reparou, mostrando que o culto a Deus voltaria a ser prioridade.

 

(2) Chamado dos Levitas e Sacerdotes

Ele reuniu os líderes espirituais e os exortou a se consagrarem e purificarem o Templo: "Santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor ... tirai do santuário a imundícia" (2 Crônicas 29.5).

 

(3) Purificação do Templo

Os levitas obedeceram e começaram a purificar o Templo; levaram para fora todos os objetos impuros; essa limpeza durou oito dias, e depois mais oito dias para consagrar o altar e os utensílios (total de 16 dias).

 

(4) Restauração do Culto

Quanto tudo foi purificado, Ezequias ofereceu sacrifícios de expiação pelos pecados da nação; organizou os levitas com instrumentos musicais, segundo a ordem de Davi; o povo se reuniu para louvar, adorar e ofertar.

 

(5) Reação do Povo

O povo respondeu com alegria e generosidade, trazendo muitos sacrifícios e ofertas. Houve tanta participação que os sacerdotes nem davam conta, e os levitas os ajudaram: "E Ezequias e todo o povo se alegraram, porque Deus tinha preparado o povo; porque isso foi feito tão depressa" (2 Crônicas 29.36).

 

2.3 - A Restauração do Templo nos dias de Josias

A restauração do Templo nos dias do rei Josias foi um marco importante na história espiritual de Judá, e está registrada principalmente em 2 Reis 22 e 2 Crônicas 34.

Josias foi um rei jovem, que começou a reinar com 8 anos e se destacou por seu amor a Deus e pela reforma religiosa que promoveu. Ele foi um dos reis mais piedosos de Judá.

Antes de Josias, o povo havia se desviado muito de Deus, especialmente durante o reinado de seu avô Manassés e seu pai Amom, que incentivaram a idolatria e profanaram o Templo. O culto verdadeiro praticamente havia desaparecido.

A reforma de Josias foi profunda, não apenas estrutural, mas espiritual e nacional, podemos pontuar esse acontecimento da seguinte forma :

 

(1) Decisão de Restaurar o Templo

Aos 26 anos e no décimo oitavo ano de reinado, Josias decidiu restaurar o Templo do Senhor (2 Reis 22.3-5). Ele enviou o escrivão Safã e o sumo sacerdote Hilquias para usar o dinheiro das ofertas na reforma do Templo.

 

(2) Arrecadação e Obra

O dinheiro arrecadado pelos levitas foi entregue aos mestres de obra; Esses contrataram pedreiros, carpinteiros e artífices para restaurar a casa do Senhor. A reforma foi feita com dedicação e transparência: os homens eram fiéis e não foi necessário prestar contas detalhadas (2 Reis 22.7).

 

(3) Descoberta do Livro da Lei

Durante a reforma, o sumo sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do Senhor (provavelmente o livro de Deuteronômio), que estava perdido ou esquecido dentro do próprio Templo.

Hilquias entregou o livro a Safã, que o leu para o rei Josias;

Ao ouvir as palavras da Lei, Josias rasgou suas roupas em sinal de arrependimento, pois percebeu o quanto o povo havia se desviado da vontade de Deus.                                

 

3 - O Cuidado com a Casa de Deus

 

3.1 - O Chamado de Deus

Ninguém quer congregar em uma igreja local em péssimo estado de conservação, oferecendo riscos, com paredes sujas, sem o mínimo de condições de proporcionar um ambiente adequado para cultuar a Deus.

O que dizer de uma Igreja Local que não tem condições de socorrer os necessitados e enviar missionários ?

Deus não precisa de dinheiro, mas a sua Igreja precisa, assim como os Templos de Israel precisavam de recursos financeiro para se manter de pé.

Como vimos anteriormente, o povo de Israel trazia recursos para a reforma do Templo, para que esse ambiente proporcionasse conforto, segurança e fossem conservados; e quando negligenciavam as necessidades do Templo, eles eram alertados pelos profetas, como aconteceu durante a reconstrução do segundo Templo, quando os judeus estava mais interessados na construção de suas próprias casas do que reconstruir  o Templo de Deus. Nesta ocasião, Deus usou o profeta Ageu para alertá-los (Ag 1.3-6).

Portanto, a contribuição financeira na Igreja local tem o objetivo de construção e conservação estrutural da Igreja local, praticar a verdadeira religião (ajudando as viúvas e órfãos - Tg 1.27), socorrer os necessitados (Tg 2.26), manutenção dos pastores de tempo integral e dedicação exclusiva a pregação do evangelho (1Co 9.14), manutenção de missionários em sua missão evangelizadora.

Jesus e nenhum de seus apóstolos incentivaram o enriquecimento através do Evangelho como se vê nos dias de hoje, a Bíblia diz que Deus julgará a todos com justiça, quem faz uso indevido do recursos da Igreja, por certo, não ficará de fora.

 

3.2 - Devemos honrar a Deus com os nossos bens

 

Nossos bens é de Deus, Não Somos Donos deles, mas Mordomos

A mordomia cristã é a responsabilidade de administrar os recursos e dons que Deus nos confiou, de forma responsável e fiel.

A mordomia cristã estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o Dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao ser humano o privilégio e responsabilidade de administrar. O cristão não é dono, mas mordomo, ou seja, é o responsável por administrar e cuidar dos bens que Deus lhe confia (recursos financeiros, dons, talentos, tempo, oportunidades, família, Adoração, cuidado com a terra, cuidado com o corpo, alma e espírito) e quando destinamos parte desses bens materiais e espirituais na obra de Deus, estamos honrando a Deus.

Deus nos confiou a mordomia dos bens materiais e espirituais; por isso, sejamos vigilantes e zelosos, porque, breve, Ele nos chamará a prestar contas de tudo quanto recebemos [5]

 

Expressão de Honra e Gratidão

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros de fartura, e transbordarão de vinho novo os teus lagares" (Pv 3.9,10)

Esse versículo fala sobre reconhecer Deus como fonte de tudo o que temos. "Honrar com os bens" significa usar nossos recursos materiais de maneira que reflita respeito e gratidão a Deus.

As "primícias" eram a primeira parte da colheita, o melhor e o primeiro, e oferecê-las a Deus era uma forma de adorá-lo e mostrar fé de que o restante da colheita viria.

"... e se encherão os teus celeiros de fartura", traz a ideia de recompensa: quando se coloca Deus em primeiro lugar, inclusive nas finanças, Ele responde com provisão. "Celeiros cheios" e "lagares transbordando" representam prosperidade, abundância e sustento.

Portanto, as contribuições financeiras na igreja é uma expressão de honra e gratidão a Deus. As ofertas e dízimos são práticas espirituais que representa adoração a Deus.

     

3.3 - O Cuidado com a Casa de Deus reflete quem somos

 

Contribuir na Igreja é Semear em Boa Terra ?

Como vimos anteriormente, no Antigo Testamento, o povo de Israel foi tremendamente abençoado por ofertar no Templo, e isso também ocorre no Novo Testamento, pois ofertar na igreja pode ser comparado a semear em boa terra, de acordo com a Bíblia e a Lei da Semeadura e Ceifa.

Todavia, as contribuições financeiras na igreja deve ser feita com alegria, não com tristeza ou por obrigação.

Jesus criticou os fariseus por dar o dízimo de forma mecânica, sem ter em conta o espírito da lei, conforme Mateus 23.23.

Jesus criticava aqueles que davam o dízimo religiosamente, mas não praticavam a justiça e a misericórdia, portanto, a entrega do dízimo deve ser feita com amor ao Senhor, em total liberalidade e fé.

 

O Cuidado com a Igreja Local reflete quem somos ?

Sim, o cuidado com a igreja reflete muito quem somos, principalmente quando entendemos que a igreja não é apenas um prédio, mas uma comunidade de fé e num contexto mais abrangente e universal, pertence ao Corpo de Cristo.

 

(1) Reflete nosso amor por Deus

Cuidar da Igreja demonstra nosso respeito e amor por Deus, já que a igreja é o ambiente onde buscamos a Sua presença, aprendemos a Sua Palavra e nos conectamos com outros irmãos. Como está em João 14:15: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos". O amor se mostra em ações, inclusive no zelo pela casa e pela família de Deus.

 

(2) Reflete nosso coração de servo

Jesus veio para servir, e Ele nos chama a fazer o mesmo. Quando alguém cuida da igreja, seja limpando, organizando, ajudando em ministérios, contribuindo financeiramente ou acolhendo pessoas, mostra um coração disposto a servir. Isso reflete humildade, compromisso e maturidade espiritual.

 

(3) Reflete nossa identidade como parte do corpo

Em 1 Coríntios 12, Paulo diz que somos membros de um só corpo. Se valorizarmos esse corpo e zelarmos por ele, mostramos que entendemos nosso papel e a importância da unidade e do cuidado mútuo.

 

(4) Reflete nosso testemunho

O zelo pela igreja é também um testemunho para quem está de fora. Quando cuidamos bem daquilo que representa nossa fé, mostramos que ela é viva e real em nós.

 

Resumindo: O cuidado com a igreja é um reflexo claro do nosso caráter cristão, da nossa maturidade espiritual e do quanto valorizamos a obra de Deus, reflita isso com seus alunos.

 

 

Comentário

Pr. Éder Tomé

Referências