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segunda-feira, 23 de março de 2026

Lição 13 - Os discípulos de Cristo e a bem-aventurada esperança

 


Introdução
Texto de Referência : 

A "Bem-aventurada Esperança" mencionada pelo apóstolo Paulo é um dos pilares centrais da fé cristã, representando a expectativa confiante no retorno glorioso de Jesus Cristo e na restauração plena da criação.

Tito 2:13 - A Manifestação em Glória
Em Tito, Paulo descreve a "Bem-aventurada Esperança" não como um desejo vago, mas como um evento específico: "a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus".
A palavra grega para esperança (elpis) no Novo Testamento não significa "quem sabe aconteça", mas sim uma expectativa segura. É "Bem-aventurada" porque traz felicidade plena e deriva da bondade de Deus.
O Olhar do cristão é retirado das dificuldades presentes e fixado no retorno de Cristo. Para Paulo, a vida cristã é vivida "entre duas vindas": a primeira, onde a graça se manifestou para a salvação (Tito 2:11), e a segunda, onde a glória se manifestará para a consumação.

Romanos 8:18 - O Contraste entre Sofrimento e Glória
Em Romanos 8, Paulo amplia o conceito ao conectar essa esperança à nossa condição humana e ao destino de todo o universo: "Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada".
Paulo utiliza uma lógica de comparação. Ele reconhece que a dor atual é real e pesada, mas afirma que, quando colocada na balança contra a glória futura, o sofrimento "perde peso".
Mais adiante mesmo capítulo, Paulo explica que essa esperança inclui a "redenção do nosso corpo" (Rm 8.23), ou seja, a vitória final sobre a morte, a doença e o pecado. 

1.1 - O Capacete da Esperança da Salvação
"... vestindo-nos da couraça da fé e da caridade, e tendo por capacete a esperança da salvação" (1Ts 5.8)
Quando Paulo utiliza a metáfora do "capacete da esperança da salvação" ele está aplicando uma lógica militar à vida espiritual.
O capacete tem uma função muito específica: proteger a cabeça, o centro do pensamento, da decisão e da identidade do soldado. Há uma conexão direta com o conceito de Romanos 8:18. Ambas as passagens tratam da mentalidade que o cristão deve manter diante das adversidades.
Assim como um golpe na cabeça pode atordoar um soldado, os ataques da vida (dúvidas, perseguições ou cansaço) podem atordoar a fé. A esperança funciona como um capacete ou seja  uma proteção, mantendo a mente focada no destino final, impedindo que as distrações do "presente século" o desviem.
Sem o "capacete da esperança", o sofrimento presente poderia esmagar a compreensão do crente, fazendo-o esquecer da promessa futura.
O "capacete da esperança" protege a sua percepção da realidade, permitindo que você enxergue as aflições atuais como passageiras (Rm 8:18) em comparação com a vitória definitiva.

1.2 - A Esperança da Segunda Vinda de Jesus

1. As Advertências de Jesus (Marcos 13:33)
"Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo"
Sobre a Sua Segunda Vinda, Jesus não fornece uma data no calendário, mas gera um estado de prontidão. Para Jesus, a incerteza da data desse evento serve para que o cristão viva cada dia com integridade, pois seu retorno pode acontecer a qualquer instante.

2. A "Segunda Vinda de Jesus" descrita por Paulo
Em 1Ts 4:17 e 1Co 15:52, o apóstolo Paulo detalha o que acontecerá no dia da "Segunda Vinda de Jesus" com os cristãos fiéis, saber :

(a) O Alarde Celeste
O evento será anunciado com "alarde", "voz de arcanjo" e a "trombeta de Deus".

Paulo é enfático: "os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1Ts 4:16). Seus corpos serão transformados de corruptíveis (natureza carnal, limitado a terra e sujeitos à decomposição) para incorruptíveis (glorificados, adaptado à eternidade). 

(c) A Transformação do Cristãos fiéis Vivos
Os cristãos que estiverem vivos no momento não passarão pela morte física, mas seus corpos serão num abrir e fechar de olhos transformados para uma natureza gloriosa, semelhante à de Cristo ressuscitado.

(d) O Encontro com Jesus
Ambos os grupos (ressuscitados e transformados) serão "arrebatados" (levados com força) para o encontro com o Senhor nos ares.

1.3 - A Esperança do Vigilante
Assim como Jesus nos alertou sobre o dia da Sua Segunda Vinda, o apóstolo Paulo escreve sobre a imprevisibilidade da data que ocorrerá esse evento comparando a vinda de Jesus a um "ladrão de noite" (1Ts 5:2), algo que acontece quando não estamos esperando, daí a necessidade de estarmos vigilante.
Embora não haja data, Jesus e Paulo mencionam "dores de parto" ou sinais (apostasia, conflitos, aumento do conhecimento) que indicam a proximidade, mas o dia e a hora permanecem desconhecidos.
Mateus 24 fazem parte do chamado "Sermão Profético" de Jesus, onde Ele responde às perguntas dos discípulos sobre o fim dos tempos e a sua vinda. Elas trazem dois ensinamentos complementares: um sobre o engano intelectual e outro sobre a distração cotidiana.
A Segunda Vinda de Jesus será um evento de separação: de um lado ficará os enganados ou estavam distraídos com as coisas desse mundo, do outro, aqueles que, protegidos pelo "capacete da esperança", mantiveram o foco no que é eterno, mesmo vivendo suas vidas normais na terra.

2 - A Relevância da Bendita Esperança
Na teologia bíblica, a ressurreição de Jesus não é apenas um evento histórico isolado, mas o fato gerador que torna a esperança cristã algo vivo e funcional, em vez de mero otimismo humano.
" ... nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (1Pe 1:3)
Esse texto fornece a base lógica para a afirmação de que a "esperança dos cristãos" está alicerçada na "ressurreição de Jesus Cristo".
Uma esperança baseada em algo que morreu é uma esperança morta. Como Jesus ressuscitou e vive para sempre, a esperança que vem de Cristo tem fôlego, poder e permanência.
Pedro ensina que a ressurreição é o motor do novo nascimento. Sem a ressurreição, o cristianismo seria apenas um código moral; com ela, torna-se uma nova via biológica e espiritual.
" ... por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus" (1Pe 1:21).
Neste texto, Pedro explica que a ressurreição é o canal de confiança. Ao ressuscitar Jesus, Deus Pai "assinou em baixo" de toda a obra de Cristo. Isso dá ao cristão a segurança de que Deus é poderoso para cumprir Suas promessas.
A nossa esperança não repousa em instituições ou em melhorias mundanas, mas diretamente no caráter de Deus, que demonstrou Seu poder vencendo o último inimigo: a morte.
Se retirarmos a ressurreição de Cristo, o edifício da fé desmorona. Paulo reforça esse pensamento em 1 Coríntios 15:14,17, dizendo que se Cristo não ressuscitou, a pregação é vã e a fé é inútil.

2.1 - A Bem-aventurada Esperança motiva o Serviço Cristão
A certeza da Segunda Vinda de Jesus deve influenciar nossas atitudes e comportamentos.
Em Mateus 24:45-46, Jesus deixa de falar sobre os sinais do fim dos tempos para focar na ética do cotidiano. Jesus usa essa parábola do servo para ensinar que a verdadeira marca de quem espera a Sua vinda não é o isolamento contemplativo, mas o serviço ativo e fiel do cristão.
Jesus define o "servo fiel e prudente" como aquele que foi colocado na casa do seu senhor para efetuar seus serviços. Este por sua vez servi ao seu senhor desempenhando suas atividades profissionais com responsabilidade e fidelidade"Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim" (Mt 24:46).
O serviço cristão não é opcional, é uma designação. Cada cristão recebeu talentos, recursos ou responsabilidades para administrar, fundamentalmente, deve cuidar das necessidades (espirituais, emocionais e físicas) daqueles que estão ao nosso redor.
A palavra "Bem-aventurado" aqui liga o serviço à felicidade e à aprovação divina. Jesus está incentivando a Constância e Prudência, ou seja, o servo não serve apenas quando o senhor está olhando, mas mantém a mesma diligência durante a ausência dele. 
O serviço cristão exige sabedoria prática (phronimos) para discernir o que é necessário em cada momento ("a seu tempo").
Em Mateus 24:48-49, Jesus mostra o que acontece quando o serviço é abandonado: o mau servo começa a espancar seus companheiros e a viver para o próprio prazer.
Quando paramos de servir e de esperar o Senhor, nossa tendência natural é o egoísmo e o abuso de poder. O serviço cristão é, portanto, um antídoto contra a corrupção de caráter.
 
2.2 - A Bem-aventurada Esperança motiva a Santificação
A "Bem-aventurada esperança" é o maior combustível para a santificação no Novo Testamento. 
A relação direta entre a esperança e a santificação aparece de forma mais clara na escrita do apóstolo João"E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como Ele é puro" (1Jo 3:3).
Em 1 Pedro 4:3, Pedro usa uma expressão forte. Ele diz que o tempo que o crente passou vivendo longe de Deus já foi "suficiente" (ou até demais): "Porque nos basta que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios andando em dissoluções, concupiscências, embriaguez, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias" (1Pe 4:3).
A santificação é vista como uma ruptura radical com a cultura ao redor. 
"Para um herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós" (1Pe 1:4)
No versículo acima Pedro motiva o cristão (que vive como estrangeiro e peregrino na terra) a não se contaminar para que venha alcançar a "Bem-aventurada esperança" de uma herança nos céus, pois sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

2.3 - A Bem-aventurada Esperança nos faz Viver em Fidelidade ao Senhor
A Bem-aventurada Esperança é um dos maiores motivadores para a fidelidade cristã. Na Teologia do Novo Testamento, a esperança não é uma espera passiva, mas uma força que molda o comportamento presente.
Podemos fundamentar biblicamente a afirmação deste subtópico:

1. A Esperança como Âncora da Alma (Hb 6:19)
"A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu".
O autor de Hebreus descreve a esperança como uma "âncora da alma, segura e firme", ou seja, a esperança é a base para a Fidelidade. Uma âncora impede que o navio se desvie ou se perca durante as tempestades. Da mesma forma, a certeza do retorno de Cristo mantém o cristão fiel e estável, impedindo-o de ser "levado" pelas pressões morais ou perseguições do mundo.

2. A Purificação pela Expectativa (1Jo 3:2-3)
"Amados, agora somos filhos de Deus... sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele ... E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro".
Aqui temos a Lógica da Fidelidade, João ensina que se você realmente espera ver a Cristo tem que mantem a fidelidade no viver. A fidelidade é o resultado prático de quem não quer ser achado em pecado no momento da Sua "manifestação".

3. A Graça que Ensina a Renunciar (Tito 2:11-13)
"Porque a graça de Deus se há manifestado... ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança".
Aqui, Paulo conecta "Bem-aventurada Esperança" diretamente à renúncia do pecado. Paulo trata da Fidelidade Ativa, ou seja, aguardar a esperança exige viver "sóbria, justa e piamente". A esperança fornece o "porquê" de sermos fiéis em um mundo que ignora a Deus.

4. A Recompensa da Coroa
"Desde agora, a coroa da justiça me está guardada... e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda" (2Tm 4:8).
Paulo, ao fim da vida, demonstra como a esperança sustentou sua fidelidade até a morte. Quem "ama a vinda" de Jesus vive de modo a receber a aprovação dEle. A fidelidade é a expressão desse amor e dessa expectativa.

3 - Nossa Bem-aventurada Esperança
Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que não veem são eternas" (2Co 4:18).
O ensino central é o foco: a "bem-aventurada esperança" nos permite ignorar o peso das aflições atuais (o visível) para fixar na recompensa que não acaba (o invisível). É o exercício de olhar para além da dor presente e enxergar a vitória definitiva em Cristo.

3.1 - A Esperança Revelada nas Escrituras
Estudar as Escrituras não é apenas um exercício intelectual, mas um mergulho nos planos de um Deus que não falha.
Segundo Romanos 15:4, o registro bíblico existe para nos oferecer paciência e consolo, mantendo viva a nossa chama de expectativa. Se limitássemos nossa fé apenas aos benefícios desta vida terrena, seríamos, como diz 1 Coríntios 15:19, os mais dignos de pena. No entanto, a esperança cristã não é uma ilusão passageira, mas uma âncora fincada na eternidade.
Ao compreendermos que o sofrimento atual é temporário, nossos olhos se voltam para o que é invisível e permanente. Essa visão bíblica renova nossas forças, transformando o desânimo em perseverança constante. É na fidelidade das promessas divinas que encontramos o combustível para enfrentar o presente. Assim, a Palavra de Deus se torna o fundamento sólido onde repousa nossa alegria futura.

3.2 - A Esperança Gera Estabilidade
A estabilidade cristã não nasce da ausência de problemas, mas da natureza da fonte onde a confiança está depositada.
Em João 16:33, Jesus é honesto ao prever as tribulações do mundo, mas oferece uma base de paz: a Sua vitória definitiva. A estabilidade de saber que o pior já foi vencido por Ele.
Em Hebreus 6:18-19, o autor de Hebreus descreve essa esperança como uma "âncora da alma, segura e firme". Enquanto o mundo é um mar de incertezas, essa âncora está presa no santuário celestial, onde Deus é imutável.
A esperança gera estabilidade porque se baseia na impossibilidade de Deus mentir. Quando nos agarramos a essa verdade, deixamos de ser jogados de um lado para o outro pelas crises, permanecendo firmes em solo eterno.

3.3 - A Esperança Produz Alegria
"Por intermédio de quem obtivemos também acesso pela fé a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (Rm 5:2).
Aqui, Paulo sintetiza a transição da condenação para a aceitação plena diante de Deus. Vejamos :

(a) O Acesso pela Fé
A entrada nessa posição privilegiada não é conquistada por méritos, mas aberta exclusivamente pela fé em Cristo. Ele é a "porta" que nos introduz a uma nova realidade espiritual.

(b) A Estabilidade na Graça
Paulo afirma que "estamos firmes" nesta graça. Isso indica que a graça não é apenas um evento passado (perdão), mas um estado presente e contínuo de favor divino que nos sustenta.

(c) A Alegria da Esperança
O Resultado direto dessa posição é o "gloriar-se na esperança da glória de Deus". Não é um otimismo vago, mas uma confiança jubilosa de que participaremos plenamente da perfeição e da presença de Deus.


Comentário 
Pr. Éder Tomé

quarta-feira, 16 de abril de 2025

A Volta de Cristo e a Preparação para o Reino

 

Introdução: Em Lucas 17:22-37, Jesus fala sobre Sua segunda vinda, um evento que deve ser aguardado com vigilância e prontidão. Ele nos lembra que, assim como no tempo de Noé e Lot, as pessoas estavam ocupadas com suas vidas cotidianas sem perceber a iminente destruição, o mesmo ocorrerá na Sua volta. A passagem nos chama a estar preparados, pois o Reino de Deus não será algo visível e fácil de identificar, mas será um evento glorioso e inesperado. Vamos refletir sobre como podemos viver com essa expectativa e como estar prontos para a volta de Cristo.


Reflexões:

  1. A Volta de Cristo será repentina e gloriosa Jesus nos alerta que Sua vinda será repentina, assim como foi nos dias de Noé e Lot, quando as pessoas estavam vivendo suas vidas normalmente até o momento em que o juízo veio. Esse evento será um momento de grande mudança e revelação, onde todo olho O verá. Não será uma chegada silenciosa ou oculta, mas um evento glorioso que transformará o mundo como o conhecemos.

  2. Vigilância é essencial para a preparação Jesus nos chama à vigilância. A nossa vida diária não deve ser marcada apenas pela rotina, mas também pela expectativa de Sua volta. Precisamos estar espiritualmente preparados, com os nossos corações e mentes voltados para Deus, vivendo em obediência e com a certeza de que Ele voltará. Esse estado de prontidão exige dedicação e perseverança.

  3. O Reino de Deus não é apenas futuro, mas também presente A chegada do Reino de Deus não é algo distante ou apenas futurístico; ela começa agora, em nossos corações. Quando Jesus fala sobre Sua vinda, Ele nos convida a refletir sobre como estamos vivendo o Reino de Deus hoje. O Reino não é uma mera expectativa, mas uma realidade em nossos corações e nas nossas ações, que deve se manifestar em nossas escolhas diárias.


Aplicações Práticas:

  1. Mantenha-se vigilante em sua fé A vigilância espiritual é uma prática diária. Dedique tempo para a oração, leitura da Palavra e reflexão sobre sua vida com Deus. Esteja atento aos sinais da Sua presença e àquilo que Ele deseja para a sua vida. Não espere o momento da volta de Cristo para começar a se preparar espiritualmente. A preparação começa hoje.

  2. Viva de forma que reflita o Reino de Deus O Reino de Deus deve ser refletido em tudo o que fazemos. Nossas atitudes diárias devem demonstrar que estamos aguardando o Reino que está por vir. Seja no trabalho, em casa ou nas relações interpessoais, viva com integridade, compaixão e justiça, refletindo os valores do Reino de Deus e sendo uma luz para os outros.

  3. Esteja preparado para a volta de Cristo Esteja pronto para a vinda de Cristo, vivendo com uma expectativa genuína. Isso significa estar disposto a mudar qualquer aspecto da sua vida que não esteja alinhado com a Sua vontade. Reflita sobre sua caminhada com Deus e ajuste sua vida para viver de acordo com os princípios eternos que Ele estabeleceu.


Oração:

Senhor Jesus, obrigado pela promessa de Sua volta. Agradecemos por nos alertar para a necessidade de estarmos vigilantes e preparados. Que possamos viver com a expectativa de Sua vinda, mantendo nossos corações e mentes voltados para o Reino de Deus. Ajuda-nos a viver de maneira que reflita o Seu Reino em nossas ações diárias e que a nossa vida seja um testemunho do Seu amor e da Sua verdade. Dê-nos força para perseverar na fé e nos mantermos prontos para a Sua gloriosa vinda. Em nome de Jesus, oramos. Amém.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Vigilância e Preparação para a Volta de Cristo

Vigilância e Preparação para a Volta de Cristo

Introdução:

Em Lucas 12:35-48, Jesus nos ensina sobre a importância de estarmos preparados e vigilantes para Sua volta. Ele usa a parábola dos servos e do mestre para nos alertar sobre o comportamento que devemos ter enquanto aguardamos Sua segunda vinda. A chave desse ensino está na atitude de vigilância, responsabilidade e fidelidade, que são sinais de quem está verdadeiramente esperando o retorno do Senhor. Este devocional nos ajudará a refletir sobre como viver de maneira fiel e preparada para o grande dia, sempre aguardando com esperança e dedicação.

Reflexões:

  1. "Estejam cingidos e com as lâmpadas acesas" (Lucas 12:35)
    Jesus nos orienta a estarmos "cingidos e com as lâmpadas acesas", o que significa estarmos prontos e vigilantes. Na época, isso era uma preparação para a ação, simbolizando um estado de prontidão. Da mesma forma, Jesus nos chama a estarmos sempre preparados para a Sua vinda. Em nossa vida cotidiana, isso significa viver com propósito, obedecendo aos Seus mandamentos e mantendo nossa fé ativa, sem nos distrair com as coisas passageiras do mundo.

  2. A parábola dos servos fiéis e infiéis (Lucas 12:42-48)
    Jesus nos apresenta a história de dois tipos de servos: o servo fiel, que cuida dos outros e permanece vigilante, e o servo infiel, que se distrai e age de maneira irresponsável, como se o retorno do mestre fosse demorado. A reflexão aqui é sobre como temos vivido: estamos sendo servos fiéis, cumprindo nossa missão com responsabilidade, ou estamos sendo negligentes, vivendo como se o retorno de Cristo fosse algo distante e irrelevante?

  3. "Aquele a quem muito foi dado, muito será exigido" (Lucas 12:48)
    Jesus também nos lembra que, quanto mais Ele nos confiou, mais seremos cobrados. Isso nos chama a uma vida de fidelidade, onde devemos ser bons mordomos dos recursos e talentos que Deus nos dá. Não podemos viver de maneira egoísta ou preguiçosa, mas devemos buscar ser diligentes em tudo o que fazemos, pois a responsabilidade de servir a Deus é grande, e Ele espera de nós ações que glorifiquem o Seu nome.

Aplicações Práticas:

  1. Viva com propósito e preparação diária
    Cada dia é uma oportunidade de viver com propósito, de servir a Deus e aos outros. Esteja ciente de que o retorno de Cristo pode acontecer a qualquer momento. Pergunte a si mesmo: "O que posso fazer hoje para ser um servo fiel?" Isso inclui dedicar tempo para orar, estudar a Palavra, servir aos outros e manter uma vida de integridade.

  2. Mantenha-se vigilante e atento às tentações
    Vigiar é estar atento às tentações que nos afastam da fé. O mundo oferece distrações e falsas promessas, mas devemos focar em Cristo e em Seu reino. Evite se perder nas preocupações terrenas ou em hábitos que enfraquecem a sua fé. Busque a santidade em tudo o que faz, sabendo que o retorno de Cristo é iminente.

  3. Seja um bom mordomo dos dons e recursos que Deus te confiou
    Reflexão importante: como você tem utilizado os recursos que Deus lhe deu? Seja seu tempo, dinheiro, habilidades ou relacionamentos, você é um mordomo dessas bênçãos. Seja fiel em usar esses dons para o reino de Deus e para a edificação de outros. Lembre-se de que mais será exigido de quem tem mais responsabilidade, por isso, busque ser diligente e responsável em suas ações.

Oração:

Senhor Deus, obrigado por nos lembrar da importância de estarmos vigilantes e preparados para o retorno de Cristo. Ajuda-nos a viver de maneira fiel e responsável, sempre aguardando com esperança e vivendo para Te agradar. Ensina-nos a ser bons mordomos de tudo o que nos confiou, sendo diligentes em nossa missão de espalhar o Teu amor e cuidar uns dos outros. Que nossas lâmpadas estejam acesas, prontas para a Tua volta, e que nossa vida reflita a confiança de que o Senhor está perto. Em nome de Jesus, amém.

domingo, 29 de setembro de 2024

A RELEVÂNCIA E ESPERANÇA DA VOLTA DE CRISTO PARA SUA IGREJA

 

Lição 13 - A RELEVÂNCIA E ESPERANÇA DA VOLTA DE CRISTO PARA SUA IGREJA

TEXTO ÁUREO Tito 2.13


 

INTRODUÇÃO

 1 O FUNDAMENTO DA ESPERANÇA

ESPERANÇA =

confiança em coisa boa

expectativa, espera, aguardo

Esperança é a expectativa de melhora ou solução completa para uma realidade específica.

A Esperança Cristã é um elemento da fé que move o crente a perseverar na carreira que lhe foi proposta pelo nosso Salvador. Ela aponta para um futuro em que o desfecho divino se revelará fielmente. Essa esperança traz uma perspectiva de vigilância para não sermos apanhados de surpresa e, ao mesmo tempo, uma perspectiva de alegria e consolo diante de todo o sofrimento que padecemos neste mundo. Finalmente, essa esperança é a âncora da nossa alma, ela nos traz firmeza e solidez em tempos de grandes incertezas.

1 Co 9.10;

 Em que se baseia a nossa esperança?

 Em Deus que é fiel e poderoso para cumprir suas promessas.

2 Co 1.20; Tt 1.2;Hb 10.23; 1 Pe 1.3,21

1       Pe 1.3; Rm 15.13

 

1.1           – FIRMES NAS PROMESSAS DE CRISTO

Jo 14.1-3 – ida e vinda

Jo 14.1,18 – Espirito Santo

1.2           – A RESSUREIÇAO DE JESUS

A Ressurreição de Jesus como garantia de nossa esperança

 

“A maioria dos teólogos reconhece que ‘no Novo Testamento’ o futuro é visto como o desdobrar daquilo que nos é dado na ‘ressurreição de Cristo’. Sua ressurreição era o tema principal da pregação da Igreja Primitiva. No Dia do Pentecoste, Pedro centralizou a atenção em Jesus. Paulo proclamou que ‘Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem’ (1Co 15.20). ‘E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita’ (Rm 8.11). Pedro também falou de ‘uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar’ (1Pe 1.3,4).[...] A ressurreição de Cristo mediante o Espírito é, portanto, a garantia de que seremos ressuscitados e transformados de tal maneira que no corpo ressuscitado será imortal e corruptível” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.609,610).

1 Co 15.12-19

 

 

1.3           A ASCENSAO DE CRISTO

Jo 7.33

At 1.11

1 tm 3.16

2       – A ESPERANÇA DO ARREBATAMENTO

E uma esperança que transcende aa compreensão humana e traz motivação para a pratica da vida crista diária .

2.1           – PROMESSAS DO ARREBATAMENTO

1 Ts 4.17

Hb 9.28

2.2           – COMO SERA O ARREBATAMENTO

3       Ts 4.16,17

À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1Jo 3.2,3). Naqueles dias, os discípulos de Cristo entendiam que a sua vinda seria de maneira iminente, isto é, poderia acontecer a qualquer momento (Mt 25.1-13). Semelhantemente, devemos estar em prontidão, aguardando o dia em que o nosso Senhor arrebatará a sua Igreja. Não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá, mas a nossa parte é manter a nossa esperança viva e firme (Lc 18.8).

2.3– RESULTADOS DO ARREBATAMENTO

Corpos glorificados 1 Co 15.53

Paz e prazer Ap 21.4

3– A RECOMPENSA DA ESPERANÇA

A nossa esperança  e o combustível para a nossa perseverança  Rm 8.25;Ap 2.10

3.1           – GOZO E ALEGRIA NA VIDA PRESENTE

Rm 12.12;15.4,13;2 Ts 2.16

Nossa esperança como âncora. Podemos descrever a âncora como uma pesada peça de ferro presa a uma corrente grossa e lançada ao fundo do mar com o propósito de manter um navio parado (At 27.29). O escritor aos Hebreus descreve a esperança cristã como uma “âncora da alma segura e firme” durante a jornada com Cristo (Hb 6.18,19). Ela representa tudo o que sustenta e estabiliza a alma do crente em tempos de incertezas.

Por que a esperança do crente é a melhor? Essa esperança que traz certeza à alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios. O apóstolo Paulo afirma que, sem Cristo, não há esperança para o ser humano (Ef 2.12). Dessa forma, trata-se de uma esperança vã. Por consequência, há diversas esperanças presentes na cultura humana. Por exemplo, há religiões que expressam sua esperança em uma história cíclica, como no Hinduísmo, em que a vida é vista de acordo com o ciclo de nascimento, morte e reencarnação; outros povos buscam pautar a sua esperança em astrologia, quiromancia, dentre várias práticas pagãs que a Bíblia proíbe; na política, muitos fundamentam suas esperanças em ações revolucionárias que não passam de ilusão. Em síntese, podemos dizer que toda esperança fora de Cristo é vazia, sem sentido; já a esperança em Cristo é segura, consoladora e com propósito (Cl 1.27).

 

3.2           – REINAR COM CRISTO

: "E nos fez reis e sacerdotes para Deus" Somos participantes da realeza de Cristo [Ap 5.10; 20.4, 6; 22.5]

3.3           – A MANIFESTAÇAO FUTURA

Cl 3.4

1 Jo 3.2

CONCLUSAO

As verdades do evangelho de forma segura nos mostra que Jesus Cristo e a base da esperança crista. Firme e viva esperança 1 Pe 1.3

Quando temos esperança, confiamos nas promessas de Deus, e a vida eterna em Cristo é maior entre todas elas.