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quinta-feira, 28 de maio de 2026

OS PAIS DEVEM SER EXEMPLOS

E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. Deuteronômio 6.6-9

A passagem de Deuteronômio 6.6-9 estabelece que a fé não deve permanecer apenas na memória, mas também no coração, orientando palavras e atitudes. 

0 verbo “intimarás” revela um ensino intencional, constante e pessoal; “falarás” indica diálogo contínuo; e as expressões “assentado”, “andando”, “deitando-te” e “levantando-te” mostram que a formação espiritual acontece no cotidiano, não em momentos isolados, mas na vida vivida diante dos filhos.

Esse ensino é reforçado quando o texto ordena “atarás” e “escreverás”, imagens pedagógicas que comunicam permanência e visibilidade. 

A Palavra deveria marcar mãos, olhos e portas, ou seja, ações, visão e ambiente. 

Assim, a fé torna-se prática, perceptível e transmitida pelo exemplo diário, conforme 0 próprio Senhor determinou a Israel, para que a próxima geração aprendesse observando e ouvindo no convívio familiar (Dt 6.8-9).

Em contraste, 0 relato de Gênesis 27 revela 0 mau exemplo de Rebeca, que, em vez de ensinar a confiança e a verdade, induziu Jacó ao engano. 

Embora conhecesse a promessa divina, ela escolheu 0 caminho da astúcia humana, mostrando como o exemplo errado de um pai ou de uma mãe pode distorcer valores e gerar consequências dolorosas para toda a família (Gn 27-10-13).

A Palavra de Deus leva-nos a refletir que nenhum a instrução verbal substitui um exemplo coerente. Pais são chamados a viver o que ensinam , pois os filhos aprendem mais pelo que veem do que pelo que apenas escutam. 

Pais que andam com Deus, falam da Palavra e praticam-na diariamente tornam-se instrumentos

da graça na vida dos filhos. 

Ser exemplo é um chamado santo, que glorifica a Deus e prepara gerações para viverem segundo a vontade dEle (Dt 6.7).

A revelação de Deus em Cristo - Jo 16.4

lição - 9

quarta-feira, 27 de maio de 2026

A MÃE INDUZIU O FILHO A MENTIR

E levá-lo-ás a teu pai, para que o coma e para que te abençoe antes da sua morte. Então, disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é varão cabeludo, e eu, varão liso. Porventura, me apalpará o meu pai, e serei, a seus olhos, enganador; assim, trarei eu sobre mim maldição e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos. Gênesis 27.10 -13

O episódio de Gênesis 27.10-13 revela um a cena delicada e dolorosa: Rebeca,

m ovida por zelo carnal e desejo de garantir a bênção, induz Jacó a participar de

um engano contra 0 próprio pai. Mesmo consciente do risco moral e espiritual,

Jacó é convencido a obedecer à voz materna, colocando-se no caminho da mentira

e das suas consequências. A narrativa expõe como decisões precipitadas podem

comprometer princípios eternos.

Esse relato problem atiza seriam ente 0 perigo das dissensões m orais quando

pai ou mãe, que deveríam ser referência de verdade, passam a legitim ar o erro

pelo exemplo. A influência form ativa dos pais é profunda, e, quando 0 modelo

transmitido é 0 da mentira, cria-se um terreno fértil para vícios d&caráter, pois o

filho aprende o caminho que vê (cf. Dt 6.6-7), ainda que esse caminho seja tortuoso

e espiritualmente nocivo.

A Escritura ensina que a transmissão dos valores eternos ocorre, sobretudo, pelo

exem plo vivido: “Instrui 0 m enino no cam inho em que deve andar” (Pv 22.6). A

virtude praticada diariam ente com unica m ais do que discursos ocasionais. Pais

que vivem a verdade, a retidão e o temor do Senhor formam filhos sensíveis à voz

de Deus, preparados para resistir às pressões do erro e perm anecer firmes na fé.

A Palavra de Deus é clara quando diz que nenhum a bênção verdadeira pode

nascer da mentira. Ainda que Rebeca buscasse cumprir a promessa divina, escolheu

um atalho humano que produziu dor, separação e anos de sofrimento familiar. 0

Senhor agrada-se da obediência sim ples e sincera, pois “os lábios m entirosos são

abomináveis ao Sen h o r” (Pv 12.22). Somos chamados a viver e ensinar a verdade,

começando no lar e alcançando todas as relações.

Deus se revela à humanidade - At 17.24-27

Lição 9 -

terça-feira, 26 de maio de 2026

EVITE AS DISSENSÕES


Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.

1 Coríntios 1.10



O apóstolo Paulo exorta a igreja de Corinto a preservar a unidade doutrinária,

relacionai e espiritual, lembrando que a fé cristã não comporta divisões motivadas

por orgulho, vaidade ou partidarismos. O seu apelo é pastoral e cristocêntrico: falar

a m esm a coisa significa alinhar palavras, atitudes e propósitos à m ente de Cristo,

rejeitando rupturas que enfraquecem 0 corpo e comprometem o testem unho do

Evangelho (1 Co 1.10).

Essa advertência apostólica encontra um retrato vivido na história de Esaú e Jacó,

onde a dissensão não surgiu de forma repentina, mas foi sendo construída dentro

do próprio lar (Gn 27.41). Esse quadro degenerou em hostilidade aberta, até que

o conflito entre os irmãos transformou-se em ódio declarado, colocando em risco

a própria vida familiar e rompendo os vínculos que deveríam ser preservados.

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nom e de nosso Senhor Jesus Cristo [...]” (1 Co

1.10). Essa exortação alcança diretamente a vida do crente hoje. Somos chamados

a vigiar 0 coração, evitando atitudes que prom ovam contendas, murm urações e


divisões. A maturidade espiritual expressa-se na disposição de preservar a comu-

nhão mesm o diante de diferenças, buscando sempre a edificação mútua.


Somos orientados pelas Sagradas Escrituras a rejeitar 0 espírito de discórdia

e a cultivar relacionam entos m arcados pela hum ildade e pelo amor fraternal. A

unidade é perdida quando se prevalece o desejo de dom inar ou ven cer o outro;

mas onde há temor do Senhor, a paz é preservada, pois o amor cobre uma multidão

de pecados (1 Pe 4.8). Assim, a Palavra de Deus claramente nos conclam a a viver

em um mesmo parecer, guiados pelo Espírito Santo, que promove reconciliação e

comunhão verdadeira. Evitar as dissensões é um compromisso espiritual e ético


do povo de Deus para que a Igreja e a fam ília reflitam a harm onia do Reino e glo-

rifiquem o nome de Cristo em todas as coisas (Ef 4.3).