Lição 13: A
Trindade Santa e a Igreja de Cristo
Data: 29 de
março de 2026
A Trindade é uma doutrina fundamental da
fé cristã e,
Conjunto de crenças.
De onde vem nossas crenças? dá Bíblia.
Nossa regra de fé e pratica.
1 Co 15.1-5
Credo apostólico, Niceno, Assembleia de
Deus.....
1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o
Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
também, a base da existência e da missão
da Igreja. Ela revela o
agir cooperativo do Pai, do Filho e do Espírito, de forma harmoniosa na
criação, redenção, santificação e na comunhão da Igreja.
Trindade = Cooperação, harmonia, unidade
x deuses da mitologia = divisão, ciúmes, guerras.
Não há em nenhuma outra religião ou mitologia uma TRINDADE .
Aqui está uma visão geral sobre a Trindade:
Apesar de o termo não
se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são,
tanto no Antigo, como no Novo Testamento, incontestáveis. A palavra Trindade
foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo trias ; e , em sua forma latina, por Tertuliano - trinitatem . O Credo Atanasiano
assim se expressa acerca da doutrina da Santíssima Trindade: ‘Adoramos um Deus
em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a
substância’” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8ª
Edição. RJ: CPAD, 1999, p.279).
Deus é
uma trindade em unidade e uma unidade em trindade. As três pessoas da Trindade
— Pai, Filho e Espírito Santo — compartilham a mesma essência.
Trindade Social:
Refere-se à visão da Trindade como uma comunidade de amor e relacionamento
mútuo. As três pessoas são iguais, compartilham a mesma natureza divina e
interagem entre si em amor, sendo um modelo para os relacionamentos humanos.
Trindade Econômica:
Refere-se à "Trindade econômica", que descreve os papéis que o Pai, o
Filho e o Espírito Santo desempenham na história da salvação, focando nas suas
ações e relações no mundo.
E uma das doutrinas mais atacadas e da qual deriva muitas
heresias.
O arianismo. É o nome da doutrina formulada por Ário e do movimento
que ele fundou em Alexandria, Egito, no ano 318. Sua doutrina contrariava a
crença ortodoxa seguida pelas igrejas desde o período apostólico. Ário ensinava
que o Senhor Jesus não era da mesma substância do Pai; era criatura, criado do
nada, uma classe divina de natureza inferior, nem divina nem humana, uma
terceira classe entre a deidade e a humanidade. A palavra de ordem de seus
seguidores era: “Houve tempo em que o Verbo não existia”. Mas o ensino bíblico
sustentado pelas igrejas desde o princípio afirma que o Filho é eterno (Is
9.6), pois transcende a criação: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as
coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
Os ensinos de Ário foram condenados no
Concílio de Niceia em 325” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário
Teológico. 8ª Edição. RJ: CPAD, 1999, p.52).
Formulação definitiva
da Trindade. Isso só aconteceu no
Concílio de Constantinopla em 381, com base nos trabalhos de Atanásio que
combateram os arianistas e também os grupos contrários à doutrina do Espírito
Santo, como os pneumatomacianos e os tropicianos; e com base nas obras dos chamados
pais capadócios: Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo.
O Credo Niceno-Constantinopolitano reafirma o Credo de Niceia e define a
divindade do Espírito Santo, estabelecendo de uma vez por todas a doutrina da
Santíssima Trindade.
1 Jo 2.20-24
I.
A TRINDADE E O PLANO
REDENTOR
1. Eleitos
segundo a presciência do Pai
1 Pedro 1.2a
Eleitos – Quem são esses eleitos? v.1
Para que são eleitos?
A santificação e obediência, dois aspectos da salvação.
Eleitos: Aspecto divino – Deus escolheu a humanidade para
ser salva por Cristo – Jo 3.16
Aspecto Humano – Aceita a proposta divina ao escolher Cristo
– Jo1.11,12
Numa eleição existem os que foram eleitos e os que não foram
eleitos.
Presciência de Deus- Conhecimento que Deus tem de antemão,
prévio.
At 2.22,23
Rm 8.29 – E o amor prévio, antecipado de Deus por todos os
salvos.
Rm 5.9 – Deus não espera você se tornar bom para depois
ama-lo.
Ef 1.4,5
Jo 10.14; 2 Tm 2.19
2. Redimidos
pelo sangue de Cristo
O Pai elege, mas a eleição tem um custo altíssimo, o sangue
do Filho.
Redimidos – Ser liberto da condição de escravo e condenado
por causa do pecado mediante pagamento Tt 2.14; 1Pe 1.18,19
Aspersão do sangue – Êx 24.8
Cristo estabeleceu uma nova aliança com seu sangue – Hb
9.13-15;12.24.
3. Santificados
pelo Espírito Santo
A obra do Espírito é igualmente
indispensável à identidade da Igreja de Cristo: “eleitos segundo a presciência
de Deus Pai, em santificação do Espírito
O Espirito Santo tem o ministério da convicção e da
contrição – Jo 16.8-11.
A salvação somente começa quando o indivíduo estiver
convencido do pecado pessoal. Entendemos que essa ‘convicção’ significa que a
pessoa reconhece ter feito o mal e constar como culpada diante de Deus. E é o
Espírito Santo quem produz tal convicção.
A tentativa do Espírito em produzir a convicção pode ser
resistida (At 7.51), conforme muitas vezes acontece. Há inclusive uma rejeição
direta, que é dos réprobos (1Tm 4.2).
Sem a ação do Espírito, a Igreja não
passa de uma instituição humana. É o Espírito que a vivifica, purifica e conduz
em conformidade com Cristo (2Ts 2.13).
Santificação e um processo progressivo,
cujo objetivo e chegar ao estado de santidade.
Exige nossa cooperação – Ef 4.22-24
Note que Jesus disse
que o Espírito convencerá ‘o mundo’. Em outras palavras, o Espírito Santo tem
um ministério de convicção entre os inconversos. Ele convence os mundanos de
três coisas: (1) que seus pecados, especialmente o pecado da descrença no Filho
de Deus, os fez culpados diante de Deus, (2) que a justiça é possível e
desejável e (3) que os que não quiserem escutar a voz do Espírito serão
julgados por Deus.
II.
A IGREJA E A COMUNHÃO COM
A TRINDADE
1. Comunhão com o Pai.
1 Jo
4.10
“conservai a vós mesmos no amor de Deus” (Jd
1.21a). O verbo “conservar” (gr. phyláxate) ressalta
urgência e significa “manter; preservar, guardar, permanecer” (Jo 8.51-55).
Marcos
12.28-31. Amar a Deus implica em ter comunhão com Ele, temer (Honra), obedecer-lhe
e glorifica-lo. Rm 12.1; 1Co 6.20;10.31
2. Comunhão com o Filho.
1 Joao 2.1-6
Colossenses 2.6
João revela que é por
meio de Cristo que temos acesso ao Pai, à verdade e à vida (Jo 14.6). Do mesmo
modo, Judas exorta os salvos a manterem a esperança gerada pela “misericórdia
de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Jd 1.21b). Assim, a vida
eterna não é apenas uma realidade futura, pois “estar em Cristo” hoje é
requisito essencial para essa dádiva (1Jo 5.11). Desse modo, é impossível
possuir vida eterna sem ter comunhão com Cristo (1Jo 5.12).
3. Comunhão com o Espírito. A comunhão com
o Espírito é um aspecto vital para a fé cristã.
Joao 14.16,17
Romanos 8.14-16
1 Co 6.19
adverte os crentes a
serem edificados “sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Jd
1.20). O versículo evidencia que a vida espiritual genuína não é possível sem a
ação constante do Espírito (Gl 5.25). A oração no Espírito não se resume a palavras,
mas expressa intimidade ativa e dependente da direção divina (Rm 8.26,27). O Espírito é quem promove a
unidade no Corpo de Cristo (Ef 4.3). A comunhão com Ele nos insere na
dimensão espiritual onde há reconciliação, perdão e cooperação (Ef 4.30-32; Fp
2.1,2). Assim, a verdadeira unidade cristã não ocorre por meio de celebrações,
mas é preservada pelo Espírito, quando os crentes vivem em comunhão e amor
sacrificial (Ef 5.1-3).
III.
A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE
ISAIAS
6.8
1. A missão dada pelo Pai.
A origem está no coração do Pai, cujo desejo é
que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade
(1Tm 2.4). Desde o Antigo Testamento vemos Deus chamando e enviando seu povo
para ser luz entre as nações (Is 49.6). No Novo Testamento esse chamado ganha
novo vigor por meio da Igreja, instrumento do Pai para proclamar a sua graça
(2Co 5.18-20). A missão não é uma ideia tardia, mas um plano eterno do Pai (Ef
1.4,11). O envio do Filho é o ápice desse propósito, e a Igreja é chamada a participar
dessa missão como corpo de Cristo no mundo (Jo 17.18). Deus foi o primeiro a
enviar um missionário, o próprio filho.
2. O Filho comissiona seus
discípulos.
GL 4.4 ;jo 3.16
O Filho,
enviado pelo Pai, agora envia a sua Igreja. Após sua ressurreição, Cristo
ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações [...] ensinando-as a guardar
todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19,20). A tarefa da Grande
Comissão é uma ordenança proclamadora e um mandato educacional. É
responsabilidade da Igreja evangelizar e ensinar a Palavra de Deus (2Tm 4.2).
Essa ordenança é uma expressão da graça salvadora, levando a mensagem do Reino
a todas as pessoas, e “batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo” (Mt 28.19b).
a) Ir. No sentido de
mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do
evangelho;
b) Fazer discípulos. Com o sentido
de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;
c) Batizar. É o ato físico
que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é
o seu Salvador e Senhor;
d) Ensinar as doutrinas da
Bíblia,
com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida
cristã.
O batismo é realizado na autoridade do nome de
Jesus (At 2.38), mas a fórmula batismal é trinitária — em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo. Não é apenas uma liturgia, mas também uma confissão
pública da fé na obra redentora da Trindade (Ef 4.4-6).
A Igreja de Cristo, em virtude de sua
natureza e vocação, é a agência evangelizadora e missionária por excelência.
3. O Espírito capacita e
envia. A missão da Igreja não pode ser realizada sem a
capacitação do Espírito (Lc 24.49). Ele é quem dá poder e ousadia para testemunhar de Cristo (At 1.8).
Em Atos, vemos o Espírito separando e enviando missionários para o serviço
cristão (At 13.2). Ele não apenas acompanha, mas orienta e dirige a tarefa
evangelizadora da Igreja (At 16.6,7). É o Espírito quem concede dons
espirituais para o exercício eficaz do ministério (1Co 12.4-7).
CONCLUSÃO
A Trindade está
presente em toda a história da salvação: desde a nossa eleição, formação,
santificação e envio. Por isso, como instituição trinitária, a Igreja é chamada
a cumprir seu papel no mundo com poder e fidelidade. Essa Igreja vive,
persevera e cumpre sua missão mediante a comunhão com o Deus Triúno. Essa
doutrina não é abstrata, mas prática, viva e transformadora.
