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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Não vos conformeis - Rm 12.2

Título: Não vos conformeis

Texto Bíblico: Romanos 12:2

"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

Reflexão:
Neste versículo, Paulo nos exorta a não nos conformarmos com os padrões deste mundo. O termo "conformar" aqui sugere uma adaptação, uma moldagem, uma tentativa de se encaixar nas expectativas ou normas da sociedade ao nosso redor. O apóstolo nos chama para viver de uma maneira radicalmente diferente, onde a renovação da mente é central. Ao renovar nossa mente, passamos a compreender e viver a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita, em contraste com a lógica do mundo.

Paulo nos lembra que, em Cristo, temos uma nova identidade. Não somos mais governados pelas convenções ou valores temporais, mas pela verdade eterna de Deus. A transformação começa dentro de nós, na nossa maneira de pensar e de ver o mundo. Quando permitimos que a Palavra de Deus renove nossa mente, conseguimos discernir o que é bom aos olhos de Deus e agir de acordo com isso, em vez de simplesmente reagir aos impulsos e influências da cultura ao nosso redor.

Aplicação prática:

  1. Examine sua mente: Pergunte-se: como as influências do mundo estão moldando seus pensamentos e atitudes? Você tem dado espaço para padrões que não refletem os valores de Deus em sua vida? A renovação da mente exige vigilância sobre o que consumimos, seja através das mídias sociais, filmes, ou mesmo das conversas diárias.

  2. Medite nas Escrituras: A renovação de nossa mente não acontece de forma passiva, mas ativa, através do estudo e da meditação nas Escrituras. Reserve um tempo diário para ler a Palavra de Deus, orar e pedir a Ele que transforme sua visão e seus pensamentos.

  3. Viva de acordo com a vontade de Deus: Ao renovar sua mente, você será capaz de viver de maneira que reflita a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Isso se reflete em ações práticas, como demonstrar amor ao próximo, buscar justiça, ser honesto e viver com integridade em todas as áreas da vida.

Não se conforme com as expectativas do mundo, mas busque viver a vida transformada que Deus tem para você!

PACIENTES NA TRIBULAÇÃO

Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração. Romanos 12 .1 2

A tribulação é um dos maiores desafios para viver a virtude da paciência. 

Quando tudo parece fugir ao controle, a alma é tentada ao desespero.

O apóstolo Paulo, entretanto, lembra-nos de que a alegria, a paciência e a oração devem permanecer

mesm o nas adversidades. 

As provações não são sinais da ausência de Deus, mas oportunidades para provar a sua fidelidade (Jo 16.33). 

Em meio à dor, a paciência é o firme descanso de quem confia que 0 Senhor está agindo mesmo quando o Céu parece silencioso. 

O crente paciente aprende que 0 tempo da provação também é o tempo da formação do caráter (Tg 1.2-4).

É justamente no centro da tribulação que a paciência e a esperança unem-se para gerar maturidade espiritual

Paulo afirma que “[...] a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança” (Rm 5.3,4). 

A maturidade cristã não nasce de dias fáceis, mas da perseverança nos dias difíceis. 

Quando a fé é provada, ela toma-se mais firme, como 0 ouro que passa pelo fogo (1 Pe 1.7).

A paciência é 0 solo onde floresce a esperança; e a esperança é a certeza de que Deus nunca abandona os que esperam nEle (Lm 3.25,26).

Junto à paciência, vem a perseverança, que é a virtude da fortaleza que sustenta o crente nas lutas da vida. Josué aprendeu isso quando assumiu o lugar de Moisés.

Diante de um povo cansado e de uma terra cheia de desafios, ouviu a voz do Senhor:

“Esforça-te e tem bom ânimo” (Js 1.9). 

Perseverar é continuar marchando mesmo quando 0 caminho é árduo. A fortaleza espiritual não é ausência de medo, mas, sim, a coragem de seguir confiando em Deus.

Esperança, paciência e perseverança formam a tríade perfeita da maturidade cristã. 

A esperança mantém 0 olhar voltado para as promessas; a paciência ensina a esperar o tempo de Deus; e a perseverança sustenta 0 coração até o cumprimento da promessa.

Quando essas virtudes operam juntas, o Espírito Santo amadurece-nos e tom a-nos mais parecidos com Cristo (Fp 1.6). 

Ser paciente na tribulação é reconhecer que estamos sendo moldados por Deus.


Reflexões Profundas sobre o Texto Devocional:

  1. A Paciência no Contexto da Tribulação:
    A tribulação, muitas vezes, é vista como um obstáculo para a paciência, mas, na verdade, é um terreno fértil onde a paciência pode crescer. O apóstolo Paulo nos lembra que a paciência não é apenas resistir à adversidade, mas um descanso firme na confiança de que Deus está agindo, mesmo quando o Céu parece silencioso. Assim, as dificuldades não são um sinal de abandono de Deus, mas oportunidades para experimentar a Sua fidelidade e aperfeiçoar nosso caráter. A paciência nos ensina a perseverar com alegria, mesmo em meio à dor.

  2. A Maturidade Cristã Vem Através da Perseverança nas Dificuldades:
    A maturidade espiritual não é formada nos dias fáceis, mas nas lutas e provações. A tribulação, segundo Paulo, produz paciência, que gera experiência, e a experiência gera esperança. Esse ciclo é essencial para a formação do caráter cristão. A fé, quando testada, torna-se mais firme e robusta, assim como o ouro que é refinado no fogo. Assim, a paciência não apenas nos prepara para esperar, mas também nos fortalece para enfrentar as adversidades com fé, confiança e esperança em Deus.

  3. A Tríade da Maturidade Cristã: Esperança, Paciência e Perseverança:
    A verdadeira maturidade cristã é formada quando essas três virtudes trabalham juntas. A esperança mantém nossos olhos fixos nas promessas de Deus, a paciência nos ensina a esperar no tempo perfeito d'Ele, e a perseverança nos sustenta enquanto avançamos, mesmo quando o caminho é difícil. Quando cultivamos essas virtudes, somos moldados mais e mais à imagem de Cristo, aprendendo a confiar em Deus de forma profunda e inabalável.

Aplicações Práticas:

  1. Encarando a Tribulação com Confiança em Deus:
    Quando a tribulação chegar, não devemos ver o sofrimento como uma falta de cuidado de Deus, mas como uma oportunidade de ver Sua fidelidade. Em vez de desespero, podemos aprender a descansar na certeza de que Deus está conosco, mesmo no silêncio. Ao passarmos por dificuldades, podemos lembrar que a paciência não é simplesmente suportar a dor, mas confiar que Deus está trabalhando em nós e através de nós.

  2. Desenvolvendo a Perseverança na Vida Diária:
    Em nosso dia a dia, podemos praticar a perseverança ao continuar nossas tarefas, relacionamentos e responsabilidades, mesmo quando enfrentamos dificuldades. Assim como Josué foi chamado a ter coragem diante de um povo cansado e uma terra cheia de desafios, também somos chamados a seguir em frente, confiando em Deus e perseverando em Sua vontade, independentemente das dificuldades.

  3. Cultivando a Esperança nas Promessas de Deus:
    A esperança nos dá a visão do que está por vir e nos mantém firmes nas promessas de Deus. Em momentos de incerteza, podemos nos ancorar nas promessas de Deus, lembrando-nos de que Ele nunca abandona aqueles que esperam n'Ele. Quando praticamos a paciência e a perseverança, nossa esperança se torna mais sólida, porque sabemos que Deus é fiel e cumprirá todas as Suas promessas no tempo certo.

Oração:

"Senhor, em meio às tribulações da vida, nos ajude a manter a paciência e a confiança de que o Senhor está agindo, mesmo quando não conseguimos ver. Que, em nossas lutas, possamos crescer em maturidade, perseverando com esperança nas Tuas promessas. Fortalece-nos, Senhor, para que possamos esperar com paciência e confiar na Tua fidelidade. Que, ao longo de nossas tribulações, possamos ser moldados à imagem de Cristo. Em nome de Jesus, amém."

quinta-feira, 16 de abril de 2026

ESPERAR COM PACIÊNCIA NO SENHOR

Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. 

Salmos 40 .1

A paciência é a expressão de um a vida dirigida pela sabedoria divina.

Davi aprendeu, em meio às suas lutas e perseguições, que o tempo de Deus é perfeito.

Esperar no Senhor é mais do que suportar a demora; é descansar na certeza de que Deus governa todas as coisas (SI 37.7).

 0 coração paciente não vive segundo o impulso do momento, mas segundo o conselho do Altíssimo  (Pv 16.32). 

A sabedoria do Céu ensina que há um tempo determinado para cada propósito (Ec 3.1). 

Assim, quem confia em Deus aprende a ver a espera não como perda, mas como parte do

agir gracioso do Senhor.

Por outro lado, viver impacientemente é o caminho da imprudência.

0 apressado age sem reflexão e frustra-se por colher frutos fora do tempo. 

Saul perdeu o favor divino porque não soube esperar Samuel (1 Sm 13.8-14). 

Assim , a impaciência é contra produtiva porque rouba a serenidade, gera ansiedade e atrapalha 0 propósito de Deus em nós. 

Quem espera em Deus sabe que a promessa é cumprida na hora certa e que 0 Senhor jamais se atrasa (Hb 10.36).

Vemos nos Evangelhos que a paciência foi um a virtude cultivada por nosso Senhor Jesus

Ele cresceu “[...] em sabedoria, e em estatura, e em graça” (Lc 2.52), aguardando o tempo do Pai para 

iniciar 0 seu ministério; foi paciente com os discípulos, suportando as suas fraquezas e ensinando-os com amor (Mt 17.17); e revelou a mais alta forma de paciência na hora da cruz, pois suportou 0 sofrimento sem murmurar, confiando que o Pai faria nascer glória da dor (1 Pe 2.23). 

Cristo é 0 modelo supremo da paciência que vence o mal com o bem.

A paciência, portanto, é um a virtude que precisa ser cultivada como sinal de maturidade da fé. 

0 Espírito Santo produz esse fruto em nós (G1 5.22), ensinando-nos a esperar sem desistir e a confiar sem duvidar. Cada momento de espera é um convite à comunhão mais profunda com Deus. 

Quem aprende a esperar no Senhor descobre, assim como 0 salmista, que Deus sempre se inclina para aqueles que esperam com paciência.

Reflexões Profundas sobre o Texto Devocional:

  1. A Paciência Como Expressão de Sabedoria Divina:
    A paciência não é apenas uma virtude moral, mas um reflexo da sabedoria divina que nos ensina a confiar plenamente no controle de Deus sobre nossas vidas. Davi, em suas perseguições, compreendeu que o tempo de Deus é perfeito, e ele foi capaz de descansar na certeza de que Deus estava governando sua vida, independentemente das dificuldades que enfrentava. Assim, a paciência não é apenas esperar, mas esperar com fé, sabendo que Deus tem um propósito para cada momento.

  2. A Impaciência como Caminho da Imprudência:
    A impaciência é muitas vezes um sinal de imprudência, pois ela nos leva a agir impulsivamente, sem considerar o tempo e o propósito divino. Saul é um exemplo claro disso, ao perder o favor de Deus por não saber esperar o tempo certo para obedecer. A impaciência, portanto, não apenas gera ansiedade, mas também pode nos afastar do caminho de Deus, frustrando o cumprimento do Seu propósito em nossas vidas.

  3. Jesus Como Modelo Supremo de Paciência:
    Jesus, em Sua vida, demonstrou a paciência como uma virtude central de Sua jornada. Desde o Seu crescimento em sabedoria até o momento de Sua crucificação, Ele exemplificou a paciência divina ao suportar sofrimentos, fraquezas e, principalmente, ao confiar no Pai para que Sua glória surgisse do sofrimento. Jesus é o modelo perfeito de como a paciência não é passiva, mas uma virtude ativa que vence o mal com o bem, trazendo transformação e redenção.

Aplicações Práticas:

  1. Aprendendo a Esperar com Sabedoria:
    Na vida cotidiana, a paciência nos ensina a não tomar decisões precipitadas, especialmente quando estamos ansiosos por resultados imediatos. Cada vez que enfrentamos uma espera, podemos usar esse tempo para buscar a sabedoria de Deus, refletir sobre as Suas promessas e confiar que Ele está agindo por nós, no Seu tempo perfeito. Em vez de viver sob a pressão do agora, podemos descansar na certeza de que Deus sabe o melhor momento para agir.

  2. Reflexão Antes da Ação:
    A impaciência pode nos levar a decisões apressadas, que muitas vezes não são alinhadas com a vontade de Deus. Em momentos de pressa ou de frustração, podemos lembrar do exemplo de Saul e escolher agir com sabedoria e paciência, consultando a direção de Deus antes de tomar qualquer decisão. Esperar no Senhor é um convite a agir com serenidade, confiança e reflexão.

  3. Imitar Cristo na Paciência:
    Assim como Jesus foi paciente com os discípulos, suportando suas fraquezas e ensinando-os com amor, também somos chamados a ser pacientes com os outros. Ao seguir o exemplo de Cristo, podemos cultivar a paciência nas nossas relações, especialmente quando lidamos com pessoas difíceis ou quando enfrentamos situações de sofrimento. A paciência nos permite não apenas suportar, mas também vencer o mal com o bem, refletindo o caráter de Cristo em nossas vidas.

Oração:

"Senhor, obrigado por nos ensinar que a paciência é uma virtude que nasce da confiança em Ti. Perdoa-nos pelas vezes em que agimos com impaciência, buscando resultados imediatos sem considerar o Teu tempo perfeito. Ajuda-nos a aprender a esperar em Ti, confiando que Tu és soberano sobre todas as coisas. Que, assim como Jesus, possamos ser pacientes com os outros e suportar os desafios da vida com fé e esperança. Em nome de Jesus, amém."

A decadência moral quando a verdade de Deus e rejeitada . Rm 1.18-32

 Título: A Rejeição da Verdade

Texto Bíblico: Romanos 1:18-32

"Porque a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça; visto que o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou." (Romanos 1:18-19)

Reflexão:
Em Romanos 1:18-32, Paulo descreve a grave situação da humanidade que, ao rejeitar o conhecimento de Deus, cai em uma espiral de imoralidade e desobediência. A revelação de Deus é clara e visível para todos, mas muitos, ao invés de reconhecerem essa verdade, preferem suprimí-la, distorcendo e se afastando dela. O versículo 18 fala da "ira de Deus", que é a resposta divina contra a rejeição da verdade revelada.

Esse texto nos mostra que, quando nos afastamos da verdade de Deus, não apenas enfrentamos consequências espirituais, mas também sociais e morais. A imoralidade e a depravação que seguem a rejeição de Deus não são um castigo direto de Deus, mas uma consequência natural de viver sem a orientação de Seu Espírito. A humanidade, ao seguir seus próprios desejos, se desvia de Seu plano perfeito, e a sociedade sofre por isso.

Paulo destaca que essa rejeição de Deus não é apenas um erro individual, mas uma prática coletiva e cultural que leva à corrupção. É uma espiral onde cada passo de rejeição à verdade de Deus leva a mais escuridão, distorcendo as nossas escolhas e os nossos valores.

Aplicação prática:

  1. Reconhecer e Aceitar a Verdade de Deus: A primeira aplicação prática é reconhecer a verdade revelada por Deus em Sua Palavra e na criação. Devemos ser vigilantes para não cair na tentação de suprimir ou ignorar a verdade em favor dos nossos próprios desejos ou do conformismo com as normas do mundo. Isso exige um compromisso diário com a leitura e meditação das Escrituras e a oração, buscando sempre viver à luz da verdade de Deus.

  2. Examine seus valores: Ao refletirmos sobre esse texto, é importante fazer um exame pessoal. Quais são os valores que norteiam nossas decisões? Eles estão de acordo com a verdade de Deus, ou estamos sendo moldados pelos padrões culturais e pelas ideologias prevalentes ao nosso redor? Deus nos chama a viver de maneira contrária ao mundo, não se deixando corromper pelas suas falsas verdades.

  3. Ser luz em um mundo em trevas: Em um mundo que muitas vezes rejeita a verdade de Deus, somos chamados a ser luz. Isso significa viver de forma íntegra, demonstrando, com nossas palavras e ações, o amor e a verdade de Cristo. Não basta conhecer a verdade, é necessário praticá-la e ser um exemplo vivo dela para os outros, ajudando-os a se reconectar com o Deus verdadeiro.

Que possamos refletir sobre essa passagem e tomar uma posição firme em favor da verdade de Deus, não nos conformando com os padrões do mundo, mas buscando sempre viver conforme a Sua vontade, sabendo que isso é o que realmente traz liberdade e vida plena.

LIÇAO 3

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os caminhos do coração humano são maus - Pv 14.12

 Aqui está a meditação com reflexão e aplicação prática com base em Provérbios 14:12:

Título: Os Caminhos do Coração Humano São Maus

Meditação:
Provérbios 14:12 nos lembra que "Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte". Esta advertência se aplica a todos nós, pois muitas vezes seguimos caminhos que parecem bons e seguros, mas acabam nos levando a lugares de destruição. A mente humana, muitas vezes, é guiada por desejos egoístas ou pela busca por prazeres passageiros, que podem nos desviar do propósito de Deus.

No entanto, este versículo nos desafia a refletir sobre as escolhas que fazemos. Não se trata apenas de caminhos óbvios de pecado, mas também de decisões aparentemente inofensivas, como confiar em nossa própria sabedoria ou agir conforme nossa vontade sem consultar a direção de Deus. O coração humano tende a enganar, como é dito em Jeremias 17:9, "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas".

Reflexão:
A confiança no próprio entendimento e o desejo de seguir nossos próprios caminhos muitas vezes nos afastam da verdadeira sabedoria que vem de Deus. Como podemos discernir se estamos andando pelos caminhos certos? A chave está em submeter nossas decisões à vontade de Deus, buscar Sua direção por meio da oração e estudar Sua palavra. Quando deixamos que Deus oriente nossas escolhas, evitamos os caminhos enganosos que nos levam à destruição.

Aplicação prática:
Hoje, ao tomar decisões, faça uma pausa para refletir sobre os motivos do seu coração. Pergunte-se: “Estou seguindo meu próprio entendimento ou buscando a sabedoria de Deus?” Peça a Deus que revele qualquer área da sua vida onde você tenha se afastado de Seus caminhos. Ao fazer isso, você estará no caminho da verdadeira sabedoria, que traz vida e paz.

Deus promete nos guiar pelos caminhos da vida, se apenas escolhermos confiar em Sua direção.

LANÇAR A ANSIEDADE SOBRE DEUS

Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5.7


A impaciência e a negação dos fatos geram ansiedade.

Quando tentamos controlar o que só Deus pode conduzir, perdemos a serenidade do coração.

A ansiedade nasce no terreno da incredulidade, quando 0 olhar volta-se mais para o problema do que para a promessa. 

Foi assim com Marta, aflita com muitas ocupações (Lc 10.41), e com Israel no deserto, impaciente diante da demora do cumprimento das promessas (Êx 32.1). 

A ansiedade é 0 fruto de uma alma que ainda não aprendeu a descansar completamente no cuidado divino (SI 37.7).

A Bíblia mostra que a ansiedade manifesta-se quando a fé é substituída pela pressa. 

Sarai, ao ver os anos passarem sem o filho prometido, tentou resolver com as próprias mãos 0 que só o Senhor poderia realizar (Gn 16.2).

A sua angústia foi a expressão humana da impaciência diante do silêncio de Deus. 

A ansiedade, portanto, não é apenas um sentimento moderno, mas também uma experiência antiga: 0 medo de perder 0 controle do futuro. 

Aquele, porém, que confia no Senhor descansa mesmo quando não compreende os caminhos de Deus (Is 26.3).

Vivem os um tem po em que a ansiedade tom ou-se um dos m ales dos séculos.

M uitos corações estão sobrecarregados com pressões, incertezas e cobranças.

A virtude do contentamento é, contudo, o antídoto direto contra esse mal. 

Paulo escreveu: “[...] aprendi a contentar-me com o que tenho” (Fp 4-H). 

O contentamento é fruto de uma fé madura, que reconhece que Deus é suficiente em todas as coisas.

Cultivar 0 contentam ento é um exercício diário de fé e entrega. 

Isso significa lançar sobre Deus o fardo da ansiedade e confiar no seu amor.

O cristão aprende a repousar na fidelidade divina mediante oração e gratidão (Fp 4-6).

 A ansiedade paralisa, mas a fé liberta. 

Quando entregamos nossos temores ao Senhor, experimentamos a paz que excede todo entendimento. Lançar a ansiedade sobre Deus é um ato de confiança que abre espaço para 0 Espírito Santo operar em nós, bem como nos ensinar que, mesmo nas esperas, Deus continua cuidando.

Reflexões Profundas:

  1. Ansiedade nasce da incredulidade: O texto destaca que a ansiedade é um reflexo de nossa falta de fé em Deus e em Suas promessas. Ao focarmos no problema e não na solução divina, caímos na tentação de tentar controlar o incontrolável. O exemplo de Marta (Lc 10.41) e de Israel no deserto (Êx 32.1) mostra como a ansiedade surge quando a confiança em Deus é substituída pela tentativa de agir sem Ele, gerando aflição e confusão.

  2. O silêncio de Deus e a paciência: A ansiedade também surge quando não entendemos os caminhos de Deus, como foi o caso de Sarai (Gn 16.2). Quando o cumprimento de uma promessa divina demora, o ser humano tende a perder a paciência e agir por conta própria, buscando soluções imediatas. Mas a verdadeira confiança em Deus exige paciência e descanso, sabendo que Ele tem o controle de tudo, mesmo quando o Seu tempo é diferente do nosso.

  3. Contentamento como antídoto contra a ansiedade: A Bíblia nos ensina que a ansiedade é superada quando aprendemos a ser contentes em qualquer situação, como Paulo declarou em Filipenses 4:11. O contentamento é uma escolha de confiar que Deus é suficiente, e que Ele cuida de todas as nossas necessidades. Ao cultivarmos o contentamento, exercitamos nossa fé, que fortalece nosso espírito e nos liberta do fardo da ansiedade.

Aplicações Práticas:

  1. Pratique a confiança em Deus nas pequenas coisas: Muitas vezes nos preocupamos com questões pequenas, mas podemos aplicar o princípio de lançar nossa ansiedade sobre Deus em cada detalhe do nosso dia a dia. Se você está ansioso com a rotina, as responsabilidades ou até mesmo os desafios diários, lembre-se de que Deus cuida de você e confie Nele em cada momento. A cada desafio, ore e entregue o controle a Ele, buscando Sua paz.

  2. Cultive o contentamento em todas as situações: Em vez de se focar nas carências ou insatisfações, aprenda a ser grato por tudo o que você tem, mesmo nas adversidades. Quando você enfrenta uma dificuldade, busque o contentamento em saber que, por mais que as circunstâncias pareçam incertas, Deus está no controle e Ele provê o que você precisa. Isso muda a perspectiva, substituindo a ansiedade por paz interior.

  3. Reserve tempo para oração e gratidão: Como o texto menciona, a oração e a gratidão são essenciais para lançar sobre Deus as nossas preocupações. Ao invés de ficar acumulando frustrações, dedique um tempo diário para orar, expressar sua gratidão a Deus e entregar suas preocupações. Isso ajuda a acalmar a mente e o coração, permitindo que o Espírito Santo atue em sua vida.

Oração:

Senhor Deus, agradecemos porque Tu és um Deus fiel e cuidadoso, que conhece nossas necessidades antes mesmo de as expressarmos. Te pedimos perdão por todas as vezes que deixamos a ansiedade tomar conta de nós, ao invés de confiar em Teu plano perfeito para nossas vidas. Ensina-nos a lançar sobre Ti toda a nossa ansiedade, e a descansar em Teu amor e provisão. Dá-nos um espírito de contentamento, para que possamos viver em paz, independentemente das circunstâncias. Que, ao entregarmos nossos fardos a Ti, experimentemos a Tua paz que excede todo entendimento. Em nome de Jesus, amém.