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quarta-feira, 10 de junho de 2026

VESTIDOS DO NOVO HOMEM

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou. 

Colossenses 3-9,10 

Em Colossenses 3.9-10, o apóstolo Paulo exorta a Igreja a viver de modo coerente com a nova realidade espiritual recebida em Cristo. 

Ele usa a imagem de despir-se e vestir-se para ilustrar a conversão cristã.

0 “velho homem”, marcado pelo pecado, pela mentira e pela corrupção moral, foi abandonado, enquanto o “novo homem” é revestido diariamente, sendo renovado para o conhecimento, segundo a imagem do Criador. 

Trata-se de uma transformação interior que se expressa em um a vida visivelmente distinta.

Paulo afirma que não devem os mentir “uns aos outros” justam ente porque já fomos “vestidos do novo homem ”. A mentira pertence à velha natureza, não à identidade renovada em Cristo. Quem foi alcançado pela graça não vive mais sob o domínio do engano, pois agora caminha na luz da verdade. 

Assim, a ética cristã não nasce de regras externas, mas de um a nova identidade espiritual, moldada

pela obra regeneradora do Espírito Santo na vida do crente.

Assim, estar em Cristo significa que o velho homem já não existe como senhor de nossa vida, pois foi crucificado com Ele (Rm 6.6). 

0 apóstolo afirma: “Já estou crucificado com Cristo” (G12.20) e ensina que, se morremos com Cristo, também vivem os com Ele (Cl 2.12-13). 

Essa nova condição capacita-nos a viver de modo coerente com a nova natureza que recebem os, não por mérito humano, mas pela ação contínua da graça que nos renova. 

Essa verdade bíblica sempre nos chama à integridade e à maturidade espiritual. 

Deus não apenas perdoa 0 pecador, como também 0 transforma em alguém novo, capaz de viver em santidade. 

Assim como Jacó deixou de ser enganador para tomar-se homem de honra, 0 crente é chamado a 

manifestar a nova vida que recebeu em palavras e atitudes. 

Revestidos do novo homem, vivam os na verdade, permitindo que Cristo seja visto em nós para a glória de Deus. 

Mantenha os olhos naquilo que permanece - Pv 23.4,5

LIÇAO 11 - O CULTO ; A IMPORTANCIA PARA UMA VIDA CRISTA FRUTIFERA

terça-feira, 9 de junho de 2026

ARREPENDIMENTO E CONVERSÃO

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham,

assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. Atos 3.19


Para que Jacó alcançasse a estatura de um homem honrado, foi necessário passar por um profundo processo de arrependimento e conversão. 

0 enganador de Gênesis precisou ser confrontado pelo Senhor em BeteL (Gn 28.16-17), disciplinado

ao longo dos anos e finalmente quebrantado no vau de Jaboque (Gn 32.24-30). 

Ali, Jacó não apenas lutou com 0 Anjo do Senhor, mas consigo mesmo. 

0 seu nome foi mudado porque 0 seu interior foi tratado. 

Não há honra sem transformação, nem transformação sem arrependimento genuíno.


Em Atos 3.19, Pedro proclama: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos”. Arrepender-se implica 

mudança de mente, reconhecimento do pecado e dor sincera por ter ofendido a Deus. 

Converter-se vai além do sentimento: é mudar de direção, abandonar o caminho antigo e voltar-se inteiramente para 0 Senhor. 

0 texto afirma que essas atitudes resultam no apagamento dos pecados e na chegada de tempos

de refrigério, revelando que o arrependimento abre espaço para a restauração espiritual produzida pela presença de Deus.

Biblicamente, arrependimento e conversão são essenciais para a salvação (Mc 1.15; At 2.38), mas também fazem parte da vida cristã diária. 

0 crente salvo continua sendo chamado a examinar-se, confessar os seus pecados e alinhar a sua vida 

à vontade divina (Lm 3.40; 1 Jo 1.7-9). 

Assim como Jacó foi sendo transformado ao longo da caminhada, 0 cristão amadurece quando responde continuamente ao chamado do Espírito para corrigir rotas e renovar o coração diante de Deus.

Essa verdade sempre nos chama à sinceridade diante do Senhor. 

0 arrependimento não é sinal de fraqueza espiritual, mas de sensibilidade à voz de Deus. 

Quando nos arrependemos e nos convertemos de coração, experimentamos refrigério, restauração

e crescimento. 

Deus não rejeita 0 coração quebrantado (SI 51.17); antes, usa-o para formar homens e mulheres de honra. 

Assim, caminhamos com temor e esperança, certos de que o arrependimento continuo conduz ao aperfeiçoamento cristão (Hb 6.1), até que Cristo seja plenamente formado em nós (G14.19).

O amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males - 1 Tm 6.9

LIÇAO 11 - A MORDOMIA DA FAMILIA

segunda-feira, 8 de junho de 2026

TRANSFORMADOS DE GLÓRIA EM GLÓRIA

Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espirito do Senhor.

2 Coríntios 3.18

Por que não nos tomamos instantaneamente perfeitos? 

Essa pergunta acompanha todo cristão sincero que já percebeu a distância entre o que somos hoje e o que Deus prometeu que seremos. 

A vida de Jacó ilustra bem essa tensão: chamado, escolhido e abençoado, porém ainda marcado por falhas, enganos e processos dolorosos. 

Deus não ignora nossas imperfeições, e sim nos conduz por um caminho pedagógico em que 0 caráter é moldado passo a passo até que a obra seja plenamente consumada.

Em 2 Coríntios 3.18, o apóstolo Paulo afirma que “som os transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. 

A expressão revela um processo contínuo, não um evento isolado. 

Ao contemplarmos a glória de Cristo, somos progressivamente conformados à sua imagem. 

Essa transformação não é obra do esforço humano, mas resultado da ação soberana do Espírito Santo,

que opera mudança interior real, ainda que gradual, na vida de quem permanece na presença do Senhor.

Enquanto não formos plenamente redim idos na glorificação final, experimentamos apenas antecipações do porvir. 

Vivemos em um corpo ainda não redimido (Rm 8.23), lutando entre o homem interior que se renova e o exterior que se corrompe (2 Co 4-16). 

Já fomos justificados em Cristo (Rm 5.1), mas aguardamos a redenção completa. 

Assim como Jacó, somos alcançados pela graça, porém conduzidos por um processo em que Deus trata nossa história até que o nome seja transformado.

Do ponto de vista pastoral, esta verdade claramente nos consola e exorta: não estamos parados, ainda que não estejam os completos. 

A ressurreição de Cristo garante que 0 porvir já começou a operar em nós, pois, como declara 0 apóstolo, “já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (G12.20).

0 mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos atua no crente (Ef 1.19-20). 

Caminhemos, portanto, com esperança e reverência, certos de que Deus completará a sua obra (Fp 1.6), conduzindo-nos fielmente de glória em glória.