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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Devemos fugir da mentira - Êxodo - 20.16

 

Devemos Fugir da Mentira

Texto: Êxodo 20:16

"Não darás falso testemunho contra o teu próximo."

A mentira destrói a confiança, fere relacionamentos e compromete a justiça. No contexto dos Dez Mandamentos, este mandamento proíbe especialmente o falso testemunho em um tribunal, mas seu princípio se estende a toda forma de engano, calúnia, difamação e distorção da verdade. A palavra do povo de Deus deve refletir o caráter do próprio Senhor, que é Deus da verdade. Essa compreensão é amplamente destacada por comentaristas como Walter Kaiser, Philip Ryken, Eugene Carpenter e Nahum Sarna, que observam que a preservação da verdade era indispensável para a vida da comunidade da aliança.

Reflexão

Vivemos em uma época em que pequenas mentiras são frequentemente justificadas como algo inofensivo. No entanto, Deus nos chama a viver em integridade. A mentira pode parecer resolver um problema momentâneo, mas sempre deixa marcas na consciência e nos relacionamentos. Quem ama a verdade honra a Deus e se torna um instrumento de paz e confiança.

Aplicação prática

Antes de falar, pergunte a si mesmo: "O que vou dizer é verdadeiro, necessário e edificante?" Procure ser uma pessoa cuja palavra inspire confiança, evitando exageros, fofocas, meias verdades e qualquer forma de engano. Ao viver com sinceridade, você testemunha o caráter de Cristo, que declarou: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14:6) e segue a exortação apostólica: "Deixem a mentira e falem a verdade cada um com o seu próximo" (Efésios 4:25).

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

LIÇAO 13 - APRENDENDO COM OS DEZ MANDAMENTOS

 

1 - Cristo, o Cumprimento da Lei
"Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: Não vim abolir, mas
cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem,
nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido" (Mt
5.17-18)
O versículo acima expressa que a lei, são princípios eternos, ou seja, a terra,
o céu, tudo pode mudar, mas a Lei de Deus não será destruída sem que seu
desígnios seja cumprido.
Nenhuma lei será omitida, nem mesmo a menor letra do alfabeto Hebraico
(Yod ou Jota) se omitirá da lei, nem mesmo um til (acentuação ou ponto que
distingue uma letra da outra) se omitirá da Lei para que o significado de uma
palavra mude seu sentido ou parte da Lei seja destruída.
Tudo isso porque a Lei são princípios eternos, trazem valores morais !
1.1 - A Lei Moral, Civil e Cerimonial
Os Dez Mandamentos são considerados Eternos porque são princípios que
atravessam eras. Já vimos que o próprio Jesus em Mateus 5.17-18 disse que
veio cumprir a Lei e não abolia a lei.
Se Jesus não veio para para abolir a lei, isto significa que todas as leis do
Antigo Testamento ainda se aplicam a nós, hoje?
Esequias Soares: Segundo os antigos rabinos, a lei contém 613 preceitos
contendo 248 mandamentos e 365 proibições e eles jamais dividiram sua lei,
ela é todo pentateuco (cinco primeiros livros do A.T.), trata-se de livros, e
não apenas o Decálogo escrito em pedras de pedras (Js 24.26; Ne
8.8,18). Isso precisa ficar muito claro porque certos grupos sectários
argumentam: "Você guarda a lei de Deus?". Isso por causa do sábado, e
transmite a falsa ideia de que a lei de Deus se restringe aos Dez
Mandamentos. Se eles guardam a lei de Deus, precisam observar os seus
613 preceitos; do contrário, estão sob a maldição (Gl 3.10). [8]
Embora a Lei seja um só, ela pode ser entendida como contendo três
dimensões: Cerimonial, Civil e Moral.
(1) Lei Cerimonial
Se refere a todo sistema religioso praticado no Antigo Testamento pelo povo
de Israel (Cultos, rituais, festas sagradas, etc.) [7]
Se relaciona especificamente à adoração realizada por Israel (Lv 1.2-3 por
exemplo). Seu objetivo principal era apontar em direção a Jesus Cristo;
portanto, essas leis não são mais necessárias após a morte e ressurreição
de Jesus. Embora não estejamos mais ligados à lei cerimonial, os princípios
por trás dela (adorar e amar um Deus Santo) ainda se aplicam. Os fariseus
frequentemente acusaram Jesus de violar a lei cerimonial. [6]
(2) Lei Civil
Tinha o objetivo de regular a vida em sociedade da nação de Israel (regras
sociais e criminais). [7]
Se aplicava à vida cotidiana de Israel (Dt 24.10-11, por exemplo). Pelo fato
de a sociedade e da cultura moderna serem radicalmente diferentes da
sociedade e da cultura daquela época e daquele contexto, nem todas essas
orientações podem ser seguidas especificamente. Mas os princípios que

estão por trás dos mandamentos são atemporais e devem guiar nossa
conduta. [6]
(3) Lei Moral
Indica o comportamento que Deus exige ao homem, e proíbe aquilo que lhe
desagrada. A lei moral é sintetizada nos Dez Mandamentos. [7]
É uma ordem direta de Deus, como os Dez Mandamentos, ao qual se exige
estrita obediência (Êx 20.13). A lei moral revela a natureza e a vontade de
Deus, e ainda se aplica hoje. Jesus obedeceu completamente à lei moral. [6]
1.2 - Cristo e a Nova Aliança
Moisés o Mediador da Antiga Aliança [Êx 19.3-9]
Durante a liderança de Moisés conduzindo o povo de Israel desde o Egito
até chegar na terra prometida, as manifestações naturais (Êx 19.9) e visível
do poder de Deus conferiu a Moisés a legitimidade de ser o mediador entre
Deus e o povo de Israel na Antiga Aliança, não há duvidas também quanto a
autenticidade e autoridade da lei (Êx 20.22).
Esequias Soares: A Lei foi entregue a Moisés no Monte Sinai. O legislador
de Israel cumpriu o papel de mediador entre a vontade de Deus e o povo de
Israel [...] Deus mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto e aspergir
o sangue sobre o altar e o povo (Êx 24.6,8). Todo o sistema sacrificial
fundamenta-se na ideia de substituição, e isso implica expiação, redenção,
perdão e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). [8]
Jesus o Mediador da Nova Aliança [Mt 26.28]
Jesus Cristo veio a este mundo para estabelecer uma Nova Aliança, não só
para o povo de Israel, mas também em favor de toda a raça humana.
Diferentemente de Moisés, Jesus Cristo é o Mediador perfeito.
Esequias Soares: O escritor aos Hebreus lembra que o concerto de Sinai foi
celebrado com sangue e faz uma analogia com a Nova Aliança, porque o
Senhor Jesus a selou com seu próprio sangue (Hb 9.18-22) [...] Tudo isso
era também um prenúncio da redenção em Cristo. [8]
O sistema de sacrifício judaico tem algum significado para os cristãos ?
Sim, mas se trata de um significado simbólico. Todo o sistema de sacrifício
do judaísmo fundamentava-se na ideia de substituição, expiação, redenção,
perdão e sacrifício de sangue. Todo esse sistema era como sombra, porque
Jesus Cristo Selou uma Nova Aliança com a humanidade por meio do seu
sangue (Hb 9.18-22). Jesus expiou todos os nossos pecados [8]
A quem devemos obedecer: a Moisés ou a Jesus ?
Jesus é maior que Moisés. Logo, todo o ensino de Moisés, no Antigo
Testamento, deve ser compreendido à luz do Evangelho de Cristo (Hb 3.1-
6). [8]

1.3 - Cristo e o Cumprimento da Lei
É correto anular a Lei de Moisés em nome da Graça ?
Embora a lei tenha a sua importância, servindo durante um longo tempo
como um "pedagogo" para o pecador, ela não tem mais domínio sobre nós.
Isso não quer dizer que a lei foi anulada, mas efetivamente cumprida por
Jesus e, por essa razão, vivemos debaixo da Graça, vamos ler Gálatas 3.23-
26 :
23 - Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e
encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.
24 - De maneira que a lei nos serviu de tutor, para nos conduzir a Cristo,
para que pela fé fôssemos justificados.
25 - Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo do tutor.
26 - Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
Cristo nos resgatou da maldição da Lei, vejamos :
"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós,
porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Gl
3.13)
Cristo foi o Fim da Lei :
"Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.4)
Nenhum ser humano poderia ser salvo pela obediência a Lei :
"Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o
diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável
diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas
obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado." (Rm 3.19,20)
2 - Os Dez Mandamentos e a Vida Prática
Neste tópico veremos os três princípios do Estudo dos Dez Mandamentos
que devem nos orientar ao longo de nossa caminhada cristã, a saber :
(1) Os Padrões de Deus
(2) Nosso Relacionamento com o Próximo
(3) Um Manual de adoração e conduta
Ao qual veremos nos subtópicos a seguir.
2.1 - Os Padrões Perfeitos de Deus
No estudo do tópico 1, ficou bem claro que não estamos mais debaixo da
LEI, mas agora estamos debaixo da GRAÇA.
Os mandamentos contêm preceitos indispensáveis de moral, de ética e de
vida religiosa, sem os quais o povo viveria num caos. Entretanto, na
impossibilidade de os seres humanos cumprirem plenamente a Lei para
tornarem-se justos, Deus nos outorgou a sua maravilhosa GRAÇA.
A Lei tem o propósito espiritual de apontar e mostrar quão terrível é o
pecado: "pela lei vem o conhecimento do pecado" (Rm 3.20).
"Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci
o pecado senão pela lei" (Rm 7.7).
A Lei foi uma espécie de guia para encontrarmos a Cristo por meio da Graça
(Gl 3.14). A Lei nos convence, pela impossibilidade de ser cumprida, de que
não podemos alcançar a salvação sem Cristo.

Isso não significa que os padrões de Deus para o vida do ser humano deixou
de existir e não são mais exigidos porque estamos na dispensação da
GRAÇA de Deus.
Martinho Lutero: A Graça é uma qualidade que dá ao homem a força de
executar as exigências da lei.
Agostinho de Hipona: A lei foi concedida por Deus para que busquemos a
graça, e a graça nos é oferecida para que possamos cumprir a Lei.
Segundo o ensino das Sagradas Escrituras, a graça jamais pode ser vista
como um salvo conduto para a prática do pecado ou da libertinagem :
"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da
liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor"
(Gl 5.13).
2.2 - Conduzem à Manifestação Prática do
Amor
O Amor cumpre a Lei
O Senhor Jesus cumpriu toda a lei, de modo que toda a moral contida no
sistema mosaico foi incorporada e restaurada sob a graça derramada por
Jesus através do sacrifício do Calvário. O mandamento de Cristo é a lei do
Amor, o mais importante mandamento, vamos ler Romanos 13.8-10 :
8 - A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis
uns aos outros; porque quem ama os outros cumpriu a lei.
9 - Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso
testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta
palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
10 - O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o
amor.
2.3 - São um Manual e Guia para Adoração
e Conduta
Do Primeiro ao Quarto Mandamento diz respeito a ADORAÇÃO
(1) O Objeto de adoração (Somente um Deus)
(2) Os meios de adoração (Sem Imagens de Esculturas)
(3) A Maneira de Adoração (Sem Pronunciar o nome de Deus em vão)
(4) Santificarás o Sábado (Reservar um tempo para Adoração)
Do Quinto ao Décimo Mandamento diz respeito a nossa CONDUTA em
relação ao nosso próximo
(5) Honra a teu pai e a tua mãe
(6) Não Matarás
(7) Não cometerás adultério
(8) Não Furtarás
(9) Não dirás falso testemunho
(10) Não cobiçarás

3 - Princípios Básicos dos Dez
Mandamentos
Os religiosos da época de Jesus, principalmente os fariseus, externamente
procuravam garantir o cumprimento da lei de forma rigorosa, esforçavam
para viver a Lei de Moisés, as tradições orais ensinadas pelos Anciãos, a
observância do sábado, valorizavam a pureza ritual e criavam uma
casuística complexa e cheias de sutilizas para garantir o cumprimento da
Lei.
No entanto, Jesus chamava os fariseus de hipócritas por ensinarem o rigor
da Lei, sem contudo, viver na prática. Eles se preocupavam com coisas
menores como o dízimo e o sábado, sem se atentar para a justiça, a
misericórdia, o amor e a fidelidade.
Os Dez Mandamentos não trata além do exterior, adentra o interior do ser
humano, no que tange o coração, o pensamento, os desejos.
3.1 - Não Devemos Olhar apenas na Letra
da Lei
De nada adianta memorizar os Dez Mandamentos, e sabê-los na ponta da
língua, sem contudo, viver no interior, os seus princípios básicos.
Jesus criticava os fariseus porque eles procuravam mostrar para o povo que
cumpriam a Lei através das aparências externas, contudo, eram hipócritas
porque exigiam do povo atitudes que eles mesmos não conseguiam
cumprir.
Várias pessoas acabaram seguindo rigidamente as regras legais,
priorizando a obediência a elas em vez de terem um coração verdadeiro e
arrependido. Isso chegou ao ponto de Jesus dizer "quero misericórdia, não
sacrifício" (Mt 12.7) para demostrar que seus corações estavam no lugar
errado.
3.2 - Cada Mandamento Trata de um Grupo
de Pecados
Nosso comentarista mencionou um ponto importante, cada mandamento
encabeça relação com outros pecados e semelhanças. Alguns Exemplos :
"Não farás para ti imagens de escultura" (Êx 20.4a)
Esse mandamento além de proibir fazer imagens de escultura, inclui outros
pecados, como: Idolatria, adoração a ídolos (ídolos do Altar do Materialismo,
ídolos no altar do nosso próprio Orgulho e Ego, outros).
"Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êx 20.7)
Esse mandamento além de proibir usar o nome de Deus de forma superficial
em conversas triviais, profanando o nome divino inclui outros pecados,
como: Faltar com a verdade em seu nome, fazer um juramento falso, fazer
um voto e não cumprir.

"Não Matarás" (Êx 20.13)
Esse mandamento além de proibir tirar a vida de outra pessoa por
intermédio de uma violência física inclui outros pecados, como: praticar
violência moral, atacar com palavras que matam e destroem, irar-se contra
seu irmão, suicídio, aborto, eutanásia.
3.3 - Os Mandamentos exigem uma Vida
Prática
Nosso comentarista mencionou um ponto importante, cada mandamento
possui o ponto Negativo e Positivo. Alguns Exemplos :
Negativo : Não Cobiçarás
Positivo : Este mesmo mandamento trata a ganância e nos ensina sobre a
questão do contentamento, estar contente com o que tem.

Negativo: Não Roubarás
Positivo : Este mesmo mandamento trata o Roubo, não pegar o que é dos
outros e ao mesmo tempo ensina a ganhar o dinheiro de forma
honesta e legalizada.

Comentário
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 2T - 2024
[5] versículoscomentados.com.br
[6] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD
[7] estiloadoracao.com
[8] Revista Lições Bíblicas - 1T - 2015 - CPAD - Pág. 15

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

LIÇAO 12- O AMOR A DEUS E AO PROXIMO: CONSTRUINDO RELAÇOES BASEADAS NA VERDADE, BONDADE E MISERICORDIA

 



Introdução

 
E eis que se levantou certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 26 - E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? 27 - E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. 28 - E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.  Lucas 10.25-28 

1 - O Primeiro e Grande Mandamento
1.1 - Deus é Amor 
Vamos Ler o texto de Mateus 22.36-40  - Mestre, qual é o grande mandamento na lei ? 37 - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento. 38 - Este é o primeiro e grande mandamento. 39 - E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 - Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Perguntaram para Jesus qual era o grande mandamento, e Jesus citou (1) Amar a Deus Sobre todas as coisas (2) É Amar ao Próximo.
Os fariseus, que haviam classificado mais de 600 leis, frequentemente tentavam distinguir o mais importante do menos importante.
Assim, um deles, um "doutor da lei" pediu que Jesus identificasse a lei mais importante. Jesus citou Dt 6.5 e Lv 19.18.
Ao cumprir esses dois mandamentos uma pessoa cumpre todos os demais. 
Eles resumem os Dez mandamentos e as outras leis morais do Antigo Testamento.
Jesus disse que se amarmos verdadeiramente a Deus e ao nosso próximo, naturalmente cumpriremos os mandamentos. 
Isto é considerar a lei de Deus de maneira positiva.
Em vez de nos preocuparmos a respeito do que não devemos fazer, devemos nos concentrar em tudo o que podemos fazer para mostrar o amor que temos a Deus e às outras pessoas.

Embora o AMOR divino seja incondicional, imutável e perfeito por se tratar de um atributo de Deus da qual denominamos de atributo comunicáveis, Deus compartilha com o ser humano em certa medida.

Atributos Incomunicáveis (ou Naturais) São os atributos que só encontramos em Deus : - Onipotência - Onisciência - Onipresença - Eternidade - Imutabilidade - Asseidade .

Atributos Comunicáveis (ou Morais) São os atributos que Deus compartilha com o ser humano : - Sabedoria - Justiça - Bondade - Misericórdia - Amor - Fidelidade .

O amor é a prova de que estamos em Deus e Ele em nós : "E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; quem está em amor, está em Deus, e Deus nele" (1Jo 4.16).
 "Deus é Amor" - Essa é uma das declarações mais sublimes da Bíblia. O amor não é apenas dos atributos de Deus; é a sua própria essência e natureza. O amor divino é totalmente diferente do humano, uma vez que é incondicional, imutável e perfeito. Ainda que o homem o ame menos ou mais, o amor de Deus não sofrerá alteração alguma, porque é da natureza dEle amar. Em tudo o que faz, seu amor é demonstrado. Até mesmo quando corrige, o Eterno o faz porque ama (Hb 12.6). A partir dessa verdade, a Bíblia declara que é impossível alguém conhecer a Deus e não amar (1Jo 4.8). Ora, assim como um filho possui características de seu pai, nós, como filhos de um Deus que ama, naturalmente devemos amar como Ele amou (2Pe 1.4; Jo 15.12). Do contrário, não seremos considerados seus filhos 
 1.2 - O Amor que Deus exige de nós E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento. (Mt 22.37)
Deus exige de nós um amor devotado, isto é, amar a Deus com todo fervor possível, com todas as faculdades ou poderes, como uma brasa viva. Amá-lo de todo o coração é fixar as afeições supremamente em Deus, mais fortemente do que em qualquer outra coisa. É esse Amor que Deus exige de nós.
 1.3 - Amando de Todo o Coração Quem Ama a Deus conhece a Deus, já está familiarizado com a sua natureza, perfeições e comando. Quem Ama a Deus obedece a Deus porque o conhece, está disposto a submeter-se a vontade de Deus, ao seu ensino e orientações ao ponto de trabalhar em prol do Seu Reino e para glória de Deus. Essa disposição só se encontra em quem nasceu novamente em Cristo, pois este, produz fruto do espírito e não pratica as obras da carne (Gl 5-16-26). Eliezer de Lira e Silva: Quando somos salvos, transformados por Deus e feitos seus filhos, passamos a ter o seu amor dentro de nós. 

2 - O Segundo Mandamento 
2.1 - O Amor ao Próximo O cristão que verdadeiramente nasceu de novo tem um bom relacionamento vertical (com Deus) e horizontal (com seu próximo). "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Gl 5.14). Albert Barnes: O Apóstolo Paulo, é claro, aqui alude à Lei no que diz respeito ao nosso dever para com o próximo, já que esse era o ponto que ele particularmente impõe. Ele está dizendo que esta lei neutralizará todas as más ações da carne, e se isso fosse cumprido, todo o nosso dever para com os outros seria cumprido. Um sentimento semelhante que ele expressou no Texto abaixo : "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resumo: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Rm 13.8-10). Eliezer de Lira e Silva: O ato de amar ao próximo é uma prova da nossa nova natureza e filiação. Aquele que já experimentou o amor divino consequentemente ama o seu semelhante. É por isso que o apóstolo afirma com tanta segurança e certeza que quem não ama, não conhece a Deus! (1Jo 4.12,13) .

 2.2 - Amando como Ele Amou Estamos dispostos a cumprir com essa forma de amor ? O amor mútuo é a prova de que nascemos de novo : "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13.35)
"Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão 
"Aquele que diz que está na luz e aborrece a seu irmão, até agora está em trevas" (1Jo 2.10). "Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros" (1Jo 4.11) 
2.3 - Amando como a Nós Mesmos Aquele que produz o fruto do espírito na sua vida ama o seu próximo como a si mesmo, não somente suprindo suas necessidades materiais, mas estendendo também ao socorro espiritual, conduzindo-o a verdade da Palavra de Deus. Eliezer de Lira e Silva: "... Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor" (1Jo 4.12). Deus não é apenas o nosso exemplo de amor ao próximo (Jo 13.15), mas também aquele que nos capacita a amar mediante o Espírito Santo que em nós habita (Rm 5.5; 8.9; 2Co 1.22). Além disso, o amor de Deus é aperfeiçoado em nós, porque somos os seres nos quais Deus manifesta esse amor 

3 - O Amor com toda a Intensidade
 3.1 - Amando a Deus de Todo o Coração Como mencionando anteriormente somente Ama a Deus que verdadeiramente o conhece, para conhecer a Deus, a pessoa deve buscar ter intimidade com Ele através da oração, da leitura da Bíblia Sagrada, e colocar em pratica Suas orientações. Quem Ama a Deus, obedece a Ele e compartilha o plano de Salvação através de Jesus Cristo com as pessoas que venha a se relacionar, sem perder as oportunidades.
 3.2 - Amar como Ele no Amou Eliezer de Lira e Silva: As Palavras registradas por João (Jo 3.16) são retomadas em 1 João 4.11. No entanto, aqui, o apóstolo o faz de forma bem mais aplicada e pessoal. Ele avalia a grandeza do amor de Deus em dar o seu Filho para morrer em nosso lugar e nos encoraja a fazer o mesmo (1Jo 3.16) [...] De acordo com as Sagradas Escrituras, não há alternativa para nós, pois está escrito que, como filhos de Deus, temos de agir com Ele (1 Jo 4.7,8). Além disso, não é apenas a forma de amar que João ensina, mas também a quem devemos amar. Se o Pai, o Deus Todo-Poderoso, o Criador, nos amou antes de ser amado por nós, muito mais nós, seres humanos, que já experimentamos tão maravilhoso amor, devemos amar ao nosso próximo, conforme nos ensina a Parábola do Bom Samaritano (Mc 10,29-37) 
 3.3 - Quem é o meu próximo? Nosso próximo é qualquer pessoa que precise de ajuda, independentemente de raça, religião, amizade ou parentesco. Lembre-se ao nasce de novo, fomos moldados para Amar nosso próximo, amar como o samaritano mencionado na parábola e Jesus (Lc 10.29-37).
Havia um homem espancado por salteadores, ao qual permaneceu na estrada em estado quase morto e ninguém lhe dava a devida atenção, nem mesmo os levitas. Mas, um samaritano, se compadeceu, fez um curativo e o levou para uma estalagem e pagou para que cuidassem dele. Jesus derrubou as cercas entre samaritano e judeus, entre crentes e incrédulos, mostrando que nosso amor deve ser incondicional, deve haver entre nós a misericórdia sem limites estabelecidos para com nosso próximo. Eliezer de Lira e Silva: O crente, que é morada do Espírito Santo de Deus (1Co 3.16,17; 6.19), cumpre seus mandamentos, é santo, tem comunhão com Deus, permanece nEle e ama o seus próximo. Enfim, confia plenamente no amor que o Eterno em por si e na sua salvação em Cristo. Por isso, está seguro em relação à vida eterna 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

 



O texto de referência : 1 Coríntios 10.1-6 1 - Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. 2 - E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, 3 - E todos comeram de um mesmo manjar espiritual, 4 - E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. 5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto. 6 - E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. 
Não Cobiçarás o que é de teu Próximo (Êx 20.17; Dt 5.21)

Sabemos que a origem do caos no universo foi a cobiça que entrou no coração do querubim ungido e fez com que ele se insurgisse contra Deus (Is 14.12-15). Até hoje Satanás tem arrastado milhões de pessoas que se deixam levar pela cobiça [7

 Pr. Esequias Soares: O décimo mandamento envolve atos e sentimentos.
 O sétimo mandamento proíbe o adultério, e aqui Deus proíbe o desejo de adulterar. O senhor Jesus foi direto ao ponto: "qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mt 5.28). O último mandamento protege o ser humano de ambições erradas. A cobiça infecta pobre e ricos nas suas mais diversas formas [8]

1 - As Várias Faces da Cobiça - 

O que é Cobiça ? Cobiça é o desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa que pertence ao próximo. Cobiça aparece no Antigo Testamento no verbo hebraico HAMAD que indica o ato de desejar aquilo que é gerado pela emoção, que começa com a impressão visual pela coisa ou pessoa desejada e também aparece no verbo hebraico AWAH que significa desejar ardentemente, ansiar, almejar, cobiçar. O sinônimo da palavra Cobiça: Desejo ardente de possuir e conseguir alguma coisa; desejo imoderado de bens, riquezas ou honras; ambição, avidez, concupiscência. 

Esclarecimento Pr. Esequias Soares: Os católicos romanos e os luteranos dividem em dois o décimo mandamento: 1 - "Não cobiçarás a casa do teu próximo" 2 - "Não cobiçarás a mulher do teu próximo" Enquanto essas sentenças são lidas como mandamentos distintos, eles consideram: "Não terás outros deuses" e "Não farás para ti imagem de escultura" como um único mandamento. Na soma permanecem os dez mandamentos. Ambos mantiveram a tradição catequética medieval desde Agostinho de Hipona. Nós seguimos o sistema das igrejas reformadas, que vem dos judeus e é anterior a tudo isso (Conforme Flávio Josefo, História dos Hebreus, CPAD, pág. 165-166) [8]

 1.1 - O Décimo Mandamento
 Abrangência do Décimo Mandamento 
Pr.Esequias Soares: O tema diz respeito à proibição da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida (Gn 3.6; 1Jo 2.16). Isso envolve muitos tipos de pecado como sensualidade, luxúria, busca desenfreada por possessões ilícitas, obsessão pelo pode, ostentação esnobe e orgulho. Esse mal continua no gênero humano desde a sua queda até a atualidade. [8]

 Finalidade do Décimo Mandamento Pr.Esequias Soares: A finalidade do décimo mandamento é erradicar o desejo perverso de querer o que é do próximo [8]

 1.2 - Não cobiçarás
 O mandamento não se resume em desejar a casa ou a mulher do seu próximo, vai muito mais além, envolve desejar qualquer coisa que pertença ao seu próximo. Pr. Esequias Soares: Desejar o que pertence a outro é o pecado que o décimo mandamento condena. O Novo Testamento menciona esse último mandamento do Decálogo (Rm 7.7; 13.9). Trata-se de cobiçar a casa do outro, a mulher do próximo e em seguida o mandamento inclui servo e serva,
boi e jumento, e termina com as palavras "nem coisa alguma do teu próximo". A cobiça é o desejo excessivo de possuir aquilo que pertence ao outro. A descrição deixa claro que não se trata de simplesmente almejar uma casa ou um boi, mas de desejos incontroláveis de possuir a casa e o boi que já tem dono, e isso por meio ilícito (At 20.33; 1Co 10.6; Tg 4.2). É o mesmo que roubar (Mq 2.2) [8] Dicionário Wycliffe Deus proíbe a cobiça de todo tipo quanto fala da casa do vizinho, de sua esposa, servo boi, jumento ou de qualquer coisa que lhe pertença (Êx 20.17). O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5) ou adoração a deuses e posses, e a condena junto com outros pecados. O Senhor Jesus viu cobiça no jovem rico quando lhe citou os seis mandamentos da segunda tábua da lei, e então o desafio ao décimo mandamento ao ordenar que ele vendesse tudo que tinha e desse o dinheiro aos pobres.

 1.3 - Um Mal Corrosivo
 A cobiça adoece a pessoa e a sociedade (a) A cobiça é um terreno fértil para outros pecados, como a ganância que alimenta guerras e o comércio de armas (b) A cobiça é uma pretensão exagerada e individualista de apoderar-se do bem de outrem. (c) A cobiça é uma necessidade de ter o que o outro tem, como uma condição de "se igualar ao outro" (d) A cobiça é duvidar da capacidade de Deus de nos sustentar (e) A cobiça é duvidar de que Deus, ao Seu tempo e ao Seu modo, nos dará o que precisamos (f) A cobiça leva a outros pecados, como roubo, o adultério e todo tipo de ação maldosa contra o próximo. (g) A cobiça produz inveja, descontentamento ou insatisfação, e isso adoece a pessoa, adoece a alma, corrói a pessoa levando-a a tratamentos neurológicos, psiquiátricos. A fome de posses cria um vício, pois a busca pela felicidade completa nunca ocorrerá de fato, após uma felicidade momentânea, vem a frustração e nossas buscas infindas que nunca fecha o ciclo. Só Jesus pode trazer o contentamento e preencher o vazio da alma.

 O Remédio para a Cobiça O remédio contra a cobiça é a GRATIDÃO. Uma pessoa grata tende a desfrutar do que já conquistou, fica feliz com o que já recebeu. Jesus diz à multidão: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15).

2 - Os Perigos da Cobiça
 2.1 - A Cobiça é um Desejo Profano
 Cobiça x Desejo A cobiça é um desejo imoderado e inconfessável de possuir algo que pertence a outrem, enquanto o desejo é uma aspiração, necessidade ou expectativa de que algo aconteça. A cobiça é pecado, pois se trata de um desejo profano, corrompido pela inclinação da natureza pecaminosa do ser humano. A cobiça leva a pessoa a ter inveja e ódio do próximo por ele ter aquilo que não se tem, isso adoece a alma. O desejo por ter algo por si só não é pecado, ele é moderado, permite esperar o seu tempo, aceita ser estruturado por um limite, não é invasor e nem destrutivo. Pr. Esequias Soares: A lei não proíbe o desejo em si, mas o desejo daquilo que pertence a outro. Não é pecado desejar bens e conforto, as coisas boas de que necessitamos na vida. Na verdade, viver é desejar. Desejar uma casa é mais natural do que respirar, mas para isso é necessário trabalhar e fazer economias até conseguir a realização do seu desejo com ajuda de Deus. [8]

 2.2 - Cobiçar pode ser um Desejo Mortal 
A cobiça pode levar uma pessoa a "grandes pecados" como matar e roubar, por isso é tão condenável quanto os demais mandamentos. Jesus coloca a cobiça no mesmo patamar do roubo, assassinato e adultério (Mc 7.21-22).

 2.3 - A Cobiça é um Falso Amor
 Ao cobiçar Bate-seba esposa de Urias, o que Davi fez para satisfazer seus desejos ? (2 Sm 11) Ao cobiçar a vinha de Nabote, o que Acabe fez para satisfazer seus desejos ? (1Rs 21.1-6) Observe até onde Davi e Acabe foram levados em suas atitudes maldosas para que seus desejos desenfreados pelo que é do outro fosse realizado. 
Vamos analisar sobre a Cobiça de Acabe pela vinha de Nabote. 

A Proposta de Compra da Vinha foi Recusada 
Pr. Esequias Soares: O relato do confisco criminoso da vinha de Nabote é um dos mais chocantes da Bíblia e serve como amostra do que a cobiça é capaz de fazer. A vinha de Nabote era uma propriedade vizinha ao palácio do rei Acabe, em Samaria. O rei apresentou uma proposta de compra ou troca aparentemente justa. Mas Nabote recusou a oferta do rei: "Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais" (1Rs 21.3). Havia nessa recusa uma questão familiar, cultural e religiosa. A propriedade era um bem sagrado que não se transferia definitivamente para outra família.
Professor, enfatize que Nabote recusou vender sua vinha "porque ela fazia parte da herança da família, portanto o título não podia ser transferido a alguém que não fizesse parte de sua tribo" (Lv 25.23; Nm 36.7)[8]
 O Direito de Propriedade Pr. Esequias Soares: O rei ficou "desgostoso e indignado [...] deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão" (1Rs 21.3). O rei Acabe adoeceu, pois a cobiça por algo que não lhe pertencia o havia dominado. A bíblia diz que a medida da impiedade de Acabe se completou quando ele se casou com Jesabel, uma princesa fenícia de origem pagã, devota de Baal. Ela era filha de Etbaal, rei de Sidom (1Rs 16.29-32). Jesabel não respeitava o sagrado direito de propriedade estabelecido por Deus na leis de Moisés. Ela não hesitou em elaborar um plano criminoso para condenar Nabote À morte e confiscar sua vinha (1Rs 21.9,10). [8]

 O pecado de Acabe e Jezabel
 Pr. Esequias Soares: O plano de Jezabel funcionou com a conivência do marido. Envolveu a elite da sociedade e a corte palaciana, o que por si só mostra que a sociedade de Samaria estava completamente dominada, pois o texto menciona "anciãos e nobre" corrrompendo falsas testemunhas (1Rs 21.8-10). A acusação foi a seguinte: "Blasfemaste contra Deus e contra o rei" (1Rs 21.10). Agora, Nabote devia ser "legalmente" apedrejado até a morte por ter se recusado a negociar sua propriedade com o rei. As duas testemunhas davam consistência legal ao processo (Lv 24.10-16; Dt 17.6). [8] 
O Casal não contava com um testemunha verdadeira 
Pr. Esequias Soares: Estava tudo acabado e benfeito social e juridicamente. Ao saber da notícia, Acabe ficou curado de sua enfermidade e foi tomar posse da vinha de Nabote (1Rs 21.15,16). Eles violaram o sexto mandamento "Não Matarás", o oitavo "Não Furtarás", o Nono "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" e o décimo "Não cobiçarás" (Dt 5.17,19-21). Isso sem contar os três primeiros mandamentos que já vinham violando, com sua idolatria, desde o princípio. Mas Acabe e Jezabel não contavam com uma testemunha que sabia de tudo e tinha autoridade para se vingar dessas barbaridades (1Rs 21.17-19) [8]

 3 - O Lado Positivo do Décimo Mandamento O décimo mandamento não apenas proíbe o ato de desejar desenfreadamente o que de outrem, mas também nos levar a reflexão positiva sobre nossas atitudes e valores como cristãos. Temos sido gratos a Deus pelo que nós temos ou temos sido pessoas descontentes como grande parte da sociedade ?

3.1 - Devemos Aprender a Estar Contentes Será que existem cristãos descontentes, sem alegria ? Será que existem cristãos ansiosos e mui preocupados com a vida ? Sim, existem cristão descontentes e que vivem ansiosos, e isso é fruto de uma vida sem intimidade com Deus. O cristão que coloca sua vida na mãos de Jesus e confia nEle, é uma pessoa grata pelo que tem e não vive ansiosa pela vida futura pois sua segurança e confiança está em Cristo. Quem tem intimidade com Deus alinha sua vida aos bens espirituais e eternos, o cristão que alinha sua vida aos bens terrenos estará sempre insatisfeito. O puritano Jeremiah Burroughs escreveu: "É um ditado comum de que existem muitas pessoas que não estão bem nem quanto cheias (fartas), nem quando jejuando ... Há algumas pessoas que tem disposições tão irritáveis e desagradáveis que não importa em que condições elas são colocadas. são sempre antipáticas. Há alguns que têm corações desagradáveis, e eles são desagradáveis em todas as circunstâncias que encontram". Desempregado ou Empregado, Doente ou Saudável, Solteiro ou Casado, Rico ou Pobre, Frutífera ou Estéril, Com Fome ou Farto, independente da circunstância da nossa vida podemos estar descontentes, aquele que coloca sua visão nas condições temporais e bens terrenos estará sempre insatisfeito, por vezes ingratos à Deus, pois sempre está querendo mais. Alexandre, o Grande, com todo o mundo aos seus pés, chorava por um outro mundo para conquistar. A infelicidade do cristão, o descontentamento e a forma como vemos a Deus estão diretamente ligados. Descontentamento grita: "Você merece o melhor" e sussurra: "Deus não está dando o que você merece" ... Satanás é o mestre da mistura de mentiras com verdades. É uma mentira que você merece algo melhor ... Essa mentira leva a acreditar que você é mais sábio do que Deus e que possa mostrar a direção que Deus deve tomar para a sua vida. A verdade é que merecemos a ira de Deus, mas recebemos diariamente sua misericórdia e sua graça, quanto ao sofrimento e as adversidades da vida, Paulo escreveu: "Porque eu considero que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória que há de ser revelada a nós" , o apóstolo tinha intimidade com Deus e visão nos bens celestiais. Se Deus nunca fizer outra coisa por nós. Ele já fez o suficiente, enviou Jesus para nos salvar, nos resgatar da condenação eterna, aprenda a viver contente e dando graças e louvor por tudo que Deus fez e faz ! 
3.2 - Devemos Crer na Suficiência de Deus 
Quando praticamos a cobiça estamos duvidando da capacidade de Deus de nos sustentar. A cobiça é duvidar de que Deus, ao Seu tempo e ao Seu modo, nos dará o que precisamos.

3.3 - Devemos Viver com Simplicidade 
Viva a simplicidade da vida, colocando Deus a frente e tudo, confiando sempre, sendo grato a Deus pelo que nos chega a mão. Olhai para o céu, não há prazer terreno que possa se comparar com a glória que há de ser revelada. Aleluia ! Viva a vida indo ainda mais longe, lutando sempre contra o descontentamento, interpretando tudo o que vem a nós como um motivo para se alegrar. O puritano Jeremiah Burroughs escreveu: "Tenha bons pensamentos de Deus e faça boas interpretações de seus planos para você. ... a principal maneira de ajudar a manter o conforto e satisfação em nossos corações é fazer boas interpretações dos feitos de Deus para nós". 

 Referências [1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009 [2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais [3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje [4] Revista Betel Dominical Adultos - 2T - 2024 [5] versículoscomentados.com.br [6] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD [7] Revista Betel Jovens e Adultos - 3T - 1996 - Pág.12 [8] Revista Lições Bíblicas Adultos - 1T - 2015 - Pág.76-82

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

 


Falso testemunho é o ato de mentir ou dar um depoimento falso em um processo judicial, de forma deliberada, com a intenção de enganar o juiz ou outras autoridades, prejudicando a busca pela verdade. Esse ato é considerado um crime no Código Penal Brasileiro, especificamente no artigo 342, que estabelece que quem prestar falso testemunho ou falsa perícia, com o intuito de prejudicar alguém, pode ser punido com reclusão de 1 a 3 anos e multa.

 Na Bíblia, o falso testemunho é condenado de forma clara, sendo considerado um pecado grave. Ele é mencionado, especialmente no contexto dos Dez Mandamentos, onde o nono mandamento diz: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êxodo 20:16 e Deuteronômio 5:20). Isso significa que mentir sobre outra pessoa, distorcer a verdade, ou fazer acusações falsas é um ato de injustiça que fere tanto a pessoa acusada quanto a própria ética e moralidade de quem falseia. o falso testemunho tem uma conotação muito séria, pois ele pode levar a decisões injustas, como condenar alguém injustamente. Em várias passagens, a Bíblia ensina sobre a importância da verdade, da justiça e da honestidade, e o falso testemunho é visto como uma violação desses princípios fundamentais. Por exemplo:

Pv 14.5,25 Provérbios 19:5: "A testemunha falsa não ficará impune, e o que profere mentiras não escapará." Provérbios 12:17: "O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a falsa testemunha engana." A prática do falso testemunho é um reflexo de um coração enganoso e é vista como uma ação que destrói a confiança e a harmonia nas relações humanas. Mateus 15:19: "Porque do coração procedem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfêmias."

1- A proteção da honra. Deus é a Verdade. A verdade se refere a realidade ou aos fatos. Em termos simples, algo é considerado verdadeiro quando reflete com precisão o estado das coisas ou os eventos como realmente são. A verdade é aquilo que corresponde à realidade. Ou seja, uma afirmação é verdadeira se ela refletir de maneira precisa e fiel os fatos ou a realidade objetiva. Por exemplo, a frase "a água ferve a 100°C" é verdadeira porque corresponde a uma característica observada da água. Ele deseja que amemos a verdade e sejamos autênticos tanto nas palavras quanto nas ações. O Senhor está atento ao nosso coração e àquilo que sai de nossa boca. Ele nos chama a viver de acordo com a verdade, não apenas em palavras, mas em todo o nosso ser, refletindo honestidade e pureza em nossos pensamentos e atitudes.

1.1- O sistema de justiça no mundo antigo. Nos tribunais do mundo antigo, a condenação muitas vezes se baseava no testemunho de uma única pessoa. Nesse contexto, a vida do réu estava em risco, já que o falso testemunho poderia ser fatal. O mandamento contra o falso testemunho tem como objetivo proteger a vida humana. Referências bíblicas como Números 35:30 e Deuteronômio 19:15-20 destacam a gravidade dessa questão. O acusador era responsável por lançar a primeira pedra (Dt 17:7), simbolizando a seriedade da acusação. Caso fosse provado que a alegação era falsa, o acusador deveria ser punido, conforme Deuteronômio 19:18-19.

1.2

- Os cuidados com as palavras. O nono mandamento trata não apenas do falso testemunho, mas também da mentira e da fofoca. Falso Testemunho - Declaração falsa sob juramento; enganar decisões judiciais. Mentira - Declaração falsa; Enganar. A mentira é associada ao engano, à falsidade e à hipocrisia, 2. Provérbios 19:9: "A testemunha falsa não ficará impune, e quem profere mentiras perecerá." A mentira, especialmente em contexto legal (testemunho falso), tem consequências graves e a promessa de julgamento. 5. João 8:44: "Vós sois do diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." Jesus afirma que o diabo é o "pai da mentira", sendo a mentira algo que está em oposição direta à natureza de Deus, que é a verdade.

6. **Apocalipse 21:8: "Mas, quanto aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos homicidas, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte." A mentira é colocada entre os pecados graves que levam à condenação eterna. A Bíblia ensina que os mentirosos, como aqueles que praticam outros pecados, enfrentam sérias consequências espirituais. Fofoca - Disseminação de informações falsas ou verdadeiras sobre uma pessoa sem seu consentimento. A fofoca geralmente tem o objetivo de denegrir e causar intrigas. Quando a Bíblia condena a fofoca, ela está alertando contra o ato de prejudicar a reputação de alguém com comentários que não nos dizem respeito. Para Deus, a reputação de uma pessoa tem um valor inestimável. 2. Provérbios 16:28: "O homem perverso espalha a discórdia, e o difamador separa os amigos íntimos." 3. Provérbios 20:19: "Quem anda difamando revela os segredos; não te metas, pois, com quem muito abre a boca." 4. Efésios 4:29: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e para que transmita graça aos que a ouvem." 1.3 - O cuidado com o que se ouve. Assim como é errado falar mal, também é errado ouvir e julgar precipitadamente. Muitas vezes, ao ouvir algo sobre outra pessoa, fazemos julgamentos precipitados. 3. O Perigo de Formar Julgamentos Precipitados: Ao ouvir algo sobre outra pessoa, a tendência humana é frequentemente formar julgamentos rápidos. A Bíblia nos ensina que isso é perigoso e prejudicial. Jesus mesmo alerta em Mateus 7:1-2: *"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o juízo com que julgardes, sereis julgados."* Julgar precipitadamente não só é prejudicial para a pessoa julgada, mas também para quem faz o julgamento, pois a medida de julgamento que usamos será aplicada a nós mesmos. 2- Amando a Verdade Vivemos em tempos de completa inversão de valores, onde o certo é visto como errado, e o errado, como certo. No entanto, a verdade é atemporal e jamais perde sua relevância. Para o crente, a verdade não é apenas uma escolha, mas uma questão de caráter que deve permear nosso modo de pensar, falar e agir, refletindo nossa fé e compromisso com o que é justo e íntegro.

2.1- O diabo é mentiroso Jesus o chama de "Pai da mentira" (João 8:44). Por trás de toda mentira, está a influência do diabo, que distorce a verdade e semeia engano (Mt 5.37). Mentir é uma característica do "velho homem", algo que ainda persiste em muitos, conforme alertado em Colossenses 3:9. Esse comportamento revela a luta interna. 2.2. - A verdade vem de Deus - Somos chamados a viver em verdade porque servimos ao Deus da verdade. Em Levítico 19:11-12, Deus nos instrui a sermos honestos e íntegros, refletindo Seu caráter em nossas ações. Quando nossa vida está profundamente ligada a Deus, a honestidade, o amor e tudo o que é justo fluem naturalmente de nós, pois Ele é a fonte de todos 2.3 – Cristo a verdade que liberta Jo 14.6,7 Jo 8.32 3 – CONSELHOS PRATICOS O nono mandamento tem o objetivo de proteger a honra e a vida. A mentira é a falsidade, aborrecem a Deus e prejudicam o próximo. 3.1-Preservando a boa reputação. Nenhum homem deseja ter sua reputação atacada ou o nome de sua família atacada, o bom nome e a reputação demoram para serem construídos, mas podem ser destruídos em segundos.

Ef 4.25 ; 2 Co 8.20,21; Sl 15.3;

3.2 – O PERIGO DA VIOLAÇAO DO MANDAMENTO É muito comum as pessoas mentirem, principalmente para seu benefício. Ananias e Safira At 5. Esse não era um pecado de roubo ou cobiça, mas de engano. O problema não estava no que fizeram, mas no que disseram. Pedro disse que Satanás estava por trás do ato ( At 5.3,4).

3.3 - A ocupação Cristã - tempo de redes sociais, muitas informações e muita fake News. E nesse tempo que nos cristãos, somos chamados a ser revolucionários nessa sociedade pós verdade. Os efeitos das falsas informações trazem muitos malefícios para a sociedade, destroem famílias, assassinam casamentos, implementam falsas teorias. Nossa ocupação deve ser a palavra de Deus Cl 3.2; Fp 4.8

CONCLUSAO


domingo, 17 de novembro de 2024

LIÇAO 8 - Não adulteraras ; uma obrigação moral para a santidade e preservação da família

 


A SANTIDADE DO CASAMENTO E O SÉTIMO MANDAMENTO

Introdução

A instituição do casamento, criada por Deus para ser santa e inviolável, enfrenta hoje uma crescente banalização. A infidelidade conjugal tem sido normalizada em diversas esferas da sociedade. Contudo, a Bíblia é clara ao afirmar que o adultério é um pecado grave e repudiado por Deus (Êxodo 20:14). Esse mandamento não é apenas uma regra moral, mas uma proteção divina para a família e, por consequência, para a sociedade.


Aspectos do Sétimo Mandamento

  1. Preservação do Vínculo Matrimonial
    O sétimo mandamento ressalta a santidade do matrimônio, essencial para a estabilidade da família e da sociedade. O adultério é uma violação grave desse vínculo sagrado, no qual um dos cônjuges se entrega a outra pessoa que não é seu parceiro.

  2. A Gravidade do Pecado
    Em Israel, o adultério era punido com a morte (Levítico 20:10; Deuteronômio 22:21-22). Era visto como uma afronta direta a Deus, pois desonra o modelo estabelecido por Ele desde a criação (Gênesis 2:24).

  3. Deus Nunca Aprovou a Poligamia
    Embora presente em relatos bíblicos, a poligamia nunca foi a vontade perfeita de Deus. O plano original sempre foi uma relação monogâmica e fiel.


A Abordagem de Jesus Acerca do Adultério

Jesus elevou o entendimento sobre o adultério. Ele explicou que esse pecado não começa no ato, mas nos desejos e pensamentos (Mateus 5:28). Tiago 1:14-15 descreve a progressão do pecado: começa com a cobiça, evolui para o desejo carnal e culmina no ato.

Além disso, o Novo Testamento ensina que o casamento reflete a relação de Cristo com a Igreja (Efésios 5:32). A infidelidade conjugal é uma violação dessa representação espiritual, afetando nosso relacionamento com Deus e desonrando o cônjuge.

Jesus enfatizou a santidade do matrimônio, afirmando que o que Deus uniu, o homem não deve separar (Mateus 19:6).


O Objetivo do Mandamento

  1. A Bênção do Sexo Dentro dos Padrões Bíblicos
    Quando vivenciado no contexto do casamento, o sexo é uma bênção divina. Contudo, o adultério destrói famílias e compromete gerações futuras.

  2. Proteção da Família
    O sétimo mandamento visa proteger a estrutura familiar, essencial para formar filhos com sólidos valores morais. Lares estáveis promovem um discernimento claro entre o certo e o errado, influenciando positivamente a sociedade.

  3. Enfrentar os Ataques da Imoralidade
    A sociedade contemporânea enfrenta o flagelo da perversão sexual. Como cristãos, devemos valorizar e proteger o casamento, rejeitando qualquer comportamento ou influência que ameace a santidade dessa instituição.


Conclusão

O sétimo mandamento nos ensina a importância da fidelidade no casamento, refletindo a santidade da união entre Cristo e Sua Igreja. O adultério é uma afronta a Deus e uma ameaça à estabilidade das famílias e da sociedade. Que possamos buscar a graça de Deus para zelar pelo matrimônio, fortalecendo nossos lares e criando uma geração que honre os princípios divinos.

sábado, 16 de novembro de 2024

LIÇAO 7 - NAO MATARAS

 







Aspectos essenciais do sexto mandamento.

Esse mandamento se refere ao fato de tirar a vida de alguém com premeditação e traição, motivado por desejos perversos, ambiciosos ou desleais (Gn 9.6).

O texto do sexto mandamento pode deixar claro para nós que nem toda morte é proibida por causa da “reverência pela vida”. O texto hebraico indica que o mandamento está lidando com a morte ilícita, isto é, com a morte que viola a justiça. A palavra usada aqui (rasah) nunca aparece em contextos envolvendo o caso de Deus matar alguém ou no caso da morte de um inimigo em tempos de guerra. Esse mandamento também não proíbe a morte de alguém condenado por um tribunal. O sexto mandamento está falando sobre um tipo muito especíco de morte.

 

1.1- O aspecto espiritual do mandamento.

O aspecto fundamental do mandamento é a sacralidade da vida humana.

 1) Somos feitos a imagem de Deus;

 2) Deus e o doador da vida (Gn 1.26;2.7).

Gn 9.6

1.2- Aspecto legal do mandamento

Mesmo que o assassinato fosse considerado um pecado gravíssimo, contudo a lei estabelecia critérios para o julgamento, a fim de evitar precipitações, injustiças e engano. Havia necessidade de testemunhas ( Nm 35.30). Ex 23.7.

Falsas testemunhas deveriam sofrer a punição do acusado contra quem dessem o falso testemunho ( Ex 20.16;Dt19.16-22).

1.3- Aspecto intencional do mandamento

O que fazer nos casos de homicídio involuntário.

Os casos incluíam acidentes, legítima defesa, defender a família ou bens e propriedades. Deus criou as cidades de refúgio. O sistema era que, após o homicídio involuntário, o assassino pudesse fugir para uma dessas cidades de refúgio ( Nm 35.15-21).

 DT 29.11-13.

Jesus apresentou quão amplo e o sexto mandamento.

Ele não somente proíbe o ato em si, mas também a violência é os maus pensamentos e intentos contra o próximo.

 2.1 - Uma questão de Coração. MT 5.21-26. Os escribas e fariseus se apegavam a letra fria da lei, Jesus vai ao centro da questão, o espírito da lei. Mt 15.19. Caim Gn 4, Lameque Gn 4.

 2.2 - Uma ação motivada pela irá.  Aos olhos de Deus o criminoso não é apenas o que tira a vida de outro, mas o que nutre o ódio, rancor contra o outro. Não apenas o ato, mas o desejo é pecado. Quantas vezes já ouvimos a frase: " Fulano morreu pra mim”!

2.3 –

3. O RESPEITO AO DOM DA VIDA

O sexto mandamento tem implicações importantes para a sociedade contemporânea. Há um grande desrespeito á vida.

3.1 – CUIDADO EM PRESERVAR A VIDA

Cuidado com nossa vida quanto com a dos semelhantes.

A vida pertence a Deus, somente ele pode dar ou tirar.

O sexto mandamento e um convite a vivermos em paz.

3.2 – UM CODIGO A SER RESPEITADO

Antes de ser escrito em pedra, esse código moral já existia na consciência do homem ( Rm 1.19;2.14,15).

Gn 4.14;9.6

" Não matarás" já era um mandamento antigo, o respeito a vida era conhecido pelos Mesopotâmios, Egípcios e outros povos antigos. O código de Hamurabi (1750 a.C) e um exemplo clássico, contudo, não se revestia de autoridade divina.

O Código de Hamurabi foi o primeiro código de leis da história, criado pelo rei Hamurábi na Mesopotâmia, entre 1792 e 1750 a.C.  O código foi escrito em uma pedra de diorito, usando a escrita cuneiforme, e continha 282 leis. O código era baseado na Lei do Talião, que punia o criminoso de forma semelhante ao crime cometido, ou seja, “olho por olho, dente por dente”.

O Código de Hamurabi, em seu contexto histórico, enfatizava a ordem e a justiça por meio de punições severas, com o objetivo de dissuadir crimes graves, incluindo o assassinato, e manter a paz social.

O código foi descoberto no início do século XX, quando uma estela contendo os artigos foi encontrada no território do atual Irã. Atualmente, a pedra está em exposição no museu do Louvre, em Paris.  

3.3- A violação do mandamento

O desrespeito para com a vida humana é alarmante. Vivemos num tempo de desumanização, mas sobretudo pela falta de temor de Deus. Mata-se por motivos fúteis. Até legalizaram o homicídio, dando-lhe novos nomes, aborto e eutanásia.

Conclusão

 

 


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

HONRAR PAI E MÃE

 



Introdução

1 – A IMPORTANCIA DA HONRA NO LAR

Tudo começa em casa.

A honra é um valor essencial para a harmonia e a saúde de qualquer relacionamento familiar. Quando um lar é fundamentado em honra, ele se torna um lugar de apoio, compreensão e crescimento. A honra no lar não é apenas uma demonstração de respeito ou afeto, mas um compromisso em tratar os outros com dignidade, paciência e valorização.

1.1 – A   FAMILIA E   A SOCIEDADE

O Quinto mandamento trata da honra dos filhos para com os pais.

Existe uma conexão muito poderosa entre a família e a sociedade. Sem famílias estruturadas, o resultado será nações desestruturadas.

A maneira mais fácil de desintegrar uma nação e atacar a família.

A família está sob ataque.

Filhos desobedientes podem contribuir para a destruição da família ( Ef 6.2).

Gera problemas com os pais e superiores.

Gera problemas para si.

Pode levar a tragedias.

1.2 – OS PAIS DEVEM RECEBER A HONRA DE SEUS FILHOS

Os pais são representantes de Deus na família (autoridade delegada).

Por que os pais devem ser honrados:

Vontade de DEUS

Existiram antes de nós e cuidaram de nós

Devido a sua importância.

A honra aos pais é um princípio fundamental em muitas culturas e tradições. Ensinar os filhos a honrarem os pais não é apenas um ato de obediência, mas uma lição de gratidão e reconhecimento pela dedicação e sacrifícios feitos pelos pais. A honra, quando ensinada e praticada desde cedo, forma crianças respeitosas, empáticas e capazes de construir relacionamentos saudáveis.

 

Além disso, os pais têm um papel importante em modelar a honra para seus filhos. Crianças aprendem a honrar observando como os pais se tratam e como estes tratam outras pessoas. Os pais que demonstram respeito e consideração pelos outros acabam por ensinar essas virtudes de maneira natural e autêntica aos filhos, ajudando-os a compreender o valor de honrar e respeitar os outros.

 

1.3 – BONS FILHOS SÃO SEMPRE PRESENTES

Independente de nossos pais, temos que ter a postura de bons filhos.

Não importa o que os outros fizeram comigo e sim o que eu faço com o que fizeram comigo.

Fui abandonado(a), fui negligenciado(a),fui abusado(a)

Nosso relacionamento com nossos pais irá afetar todos os demais relacionamentos que tivermos.

Filhos que desrespeitam os pais vão desrespeitar autoridades.

Filhos que não tratam bem seus pais não trataram bem seus cônjuges.

Não existem pais perfeitos, assim como não existem filhos perfeitos, todos precisam de melhores ajustes.

Bons filhos além de honrar estão sempre atentos as necessidades de seus pais.

 

 

2 – A HONRA ESTÁ ACIMA DE TUDO

Honrar tem haver com reconhecimento do peso (importância, relevância) de uma pessoa e sua autoridade. Então, honrar aos pais e dar a eles o devido peso de suas autoridades.

Obediência – ouvir. Tem que ser imediata, sem reclamação e de boa vontade ( Mt 21.28-31).

Respeito – Não desafiar, afrontar, ofender, agredir fisicamente. Um filho não pode se ver superior ou igual a seu pai.

Salomão ( 1 Rs 2.19).

Falar bem – Não difamar, diminuir. Elogiar, admirar, homenagear.

Cuidar – sustento – Mt 15.1-6 ; 1 Tm 5.3-8

Há inúmeros exemplos no Antigo Testamento da responsabilidade do filho em cuidar do sustento dos pais (Gn 47.12; Js 2.13,18; 6.23; 1Sm 22.3). O Senhor Jesus citou e viveu este mandamento (Mt 15.4, 5; 19.19; Mc 7.10-12; Lc 2.51).

 Oferta Corbã. O termo “corbã”, korban, é aramaico e significa literalmente “sacrifício”, mas o contexto aqui é algo muito triste. Trata-se de um artifício para fugir “legalmente” do compromisso de sustentar pai e mãe na velhice. O filho podia ser absolvido dessa responsabilidade se fizesse uma promessa de doação em dinheiro destinada ao Templo (Mc 7.11,12). Era uma desculpa para não ajudar os pais, pois se consagrava a Deus tudo o que possuía. Assim, ele dizia aos pais que não podia oferecer ajuda nem fazer nada por eles porque tudo já estava comprometido diante de Deus.

 

 Ensino de Jesus. Deus não exige esse tipo de oferta de ninguém em sua Palavra, por isso o Senhor Jesus foi contundente com as autoridades religiosas de Israel. Essa doutrina dos fariseus era uma afronta a Deus e à sua Palavra (Mc 7.13). Eles violavam a lei sob um manto de santidade, exibindo uma religiosidade externa e falsa. Ninguém precisa sacrificar a família pela causa do evangelho. Quem cuida do pai e da mãe já está fazendo a obra de Deus; o cuidado da família deve ser prioritário, só depois é que vem a Igreja (1Tm 5.8). Esse é o pensamento cristão, que muitas vezes, infelizmente, é invertido entre nós

A ordem divina é para os adultos; não se restringe à infância e adolescência. Não importa o estado civil ou o status social, todos devem respeitar e reverenciar de coração os pais. Em nenhum lugar da Bíblia ensina que essa ordem seja somente para crianças e adolescentes. Quando o moço e a moça chegam à maioridade, ou mesmo se casam, seus pais continuarão sendo os seus genitores e os filhos devem honrá-los e respeitá-los.

 

 

2.1 – A HONRA E UMA ATITUDE DO CORAÇAO

 independente da família que você nasceu e da forma que seus pais o criaram, os filhos precisam ter uma postura de honra para com seus pais. A ordem e dada aos filhos.

 

 

2.2 – A HONRA E A BASE DAS BOAS RELAÇOES

A maneira que nós relacionamos com nossos pais afetará profundamente nossos relacionamentos com Deus e as pessoas. O princípio declarado no 5 mandamento é uma base solida para um convívio saudável, harmonioso na família, escola, igreja, trabalho e, inclusive em nosso matrimônio. Qualquer pessoa que tenha problemas não resolvidos com os pais entrará no relacionamento conjugal com um sério revés e provavelmente terá problemas em outras áreas da vida ( PV 1.8;26.2).

2.3 – O PESO DA HONRA

 A honra traz bençãos os filhos, a desonra certamente trará muitos males ( PV 19.26;EF 6.1-3).Rebelar se contra a autoridade dos pais tem se tornado algo comum em nossos dias( 1 Tm 1.8,9; 2 Tm 3.1-4. Maldições sobre os rebeldes (LV 20.9; DT 21.18,19,21;27.16;Pv 20.20;30.17).

 

3 – LIÇOES RELEVANTES ACERCA DA HONRA AOS PAIS

 

 

3.1 – A OBEDIENCIA AOS PAIS TENDE A PRESERVAR A VIDA DOS FILHOS

Os filhos que honram seus pais, aprendem com seus ensinos e experiência. Isso resulta em evitar muitos dos erros comuns da vida ( PV 3.1,2;4.10-13;6.20-23).

 A rebelião dos filhos produz efeitos desastrosos para a família e sociedade. Absalão, filho de Davi e um exemplo de desonra.  O filho prodigo ( Lc 15. ).

 

3.2 – A AUTORIDADE DIVINA E A BASE DE TODA AUTORIDADE HUMANA

 Deus estabeleceu autoridades que devem ser respeitadas. Quem não obedece aos pais tem sérios problemas com autoridades.

3.3 – JESUS CRISTO: MAIOR EXEMPLO DE SUJEIÇAO E OBEDIENCIA

Fp 2.5 fez-se semelhante aos homens.

 Era submisso aos seus pais (LC 2.51). Ele o fez e boa vontade .

Aprendeu a profissão de se pai ( Lc 4.21;Mc 6.3).

 Jesus amparou sua mãe quando estava na cruz (Jo 19.26).

 

CONCLUSÃO