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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

sexta feira

 

*LEITURA COMPLEMENTAR* LIÇÃO 5 Rute: Lições de lealdade, o caminho da redenção *SEXTA* | 1Co 4.2 Rute foi decidida e achada fiel ao seu chamado. *“Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um se ache fiel.”* *Rute não permitiu que as perdas do passado apagassem a esperança do futuro.* Sua decisão de seguir Noemi e servir ao Deus de Israel demonstrou uma fé firme e uma fidelidade rara. *Ela não buscava recompensas, mas escolheu permanecer fiel mesmo sem garantias,* confiando que o Senhor recompensaria sua entrega. *Deus honra os que permanecem constantes em meio às incertezas.* A fidelidade de Rute a levou a ser parte da linhagem de Jesus uma recompensa muito maior do que ela poderia imaginar. Quando somos fiéis no pouco, o Senhor nos coloca sobre o muito, revelando Seu propósito perfeito em nossa caminhada. *LIÇÃO IMPORTANTE:* A fidelidade nos pequenos passos de hoje prepara o caminho para grandes propósitos amanhã. *QUE TENHAS UMA SEXTA-FEIRA PRODUTIVA E ABENÇOADA CHEIA DA PROVIDÊNCIA DE DEUS*

A Morte de Jesus: O Véu Rasgado e o Caminho Aberto

 Devocional – Mateus 27:45-54

Título: "A Morte de Jesus: O Véu Rasgado e o Caminho Aberto"

Leitura Bíblica:
“Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: ‘Eli, Eli, lama sabactani?’ isto é, ‘Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?’ Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: ‘Este chama por Elias.’ E logo um deles correu, tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, deu-Lha a beber. Mas os outros disseram: ‘Deixa, vejamos se Elias vem salvá-Lo.’ Mas Jesus, clamando novamente com grande voz, entregou o espírito. E, eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas, abriram-se os sepulcros, e muitos corpos dos santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele estavam, guardando a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, temeram grandemente e disseram: ‘Verdadeiramente este era o Filho de Deus.’”
— Mateus 27:45-54


Introdução:

A morte de Jesus foi o momento culminante do Seu sacrifício por nós, e a descrição de Sua morte em Mateus 27 revela a magnitude do evento. Quando Jesus exclamou "Eli, Eli, lama sabactani?", Ele expressou a dor do afastamento temporário de Deus devido ao peso do pecado do mundo que Ele estava carregando. A partir desse momento, a terra tremeu e o véu do templo se rasgou, simbolizando a abertura do caminho para Deus, através do sacrifício de Jesus. O véu, que separava o Santo dos Santos, foi rasgado de cima para baixo, mostrando que, por meio de Cristo, podemos agora acessar a presença de Deus de maneira direta. Este evento marca o fim do sistema de sacrifícios e rituais, e a inauguração de uma nova aliança entre Deus e a humanidade.


Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:

  1. A dor e a separação de Jesus refletem o peso do pecado que Ele carregou
    A frase de Jesus, "Meu Deus, Meu Deus, por que Me desamparaste?", revela o sofrimento de estar separado de Deus por causa dos pecados da humanidade. Jesus, o Filho de Deus, experimentou a separação para que nós não precisássemos passar por isso.
    👉 Reflexão: Você compreende o preço do pecado e como Jesus, ao sofrer essa separação de Deus, nos oferece a possibilidade de estarmos eternamente com Ele? Como isso influencia a maneira como você lida com o pecado em sua vida?

  2. O véu rasgado simboliza o novo acesso a Deus por meio de Jesus
    O véu do templo que se rasgou foi um sinal poderoso de que, através da morte de Jesus, temos agora acesso direto ao Pai. Não precisamos mais de sacerdotes ou sacrifícios para nos aproximarmos de Deus, pois Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, que fez o sacrifício definitivo.
    👉 Reflexão: Você valoriza o acesso direto a Deus por meio de Jesus? Como você pode se aproximar mais de Deus em sua vida diária, lembrando-se de que o véu foi rasgado para você?

  3. A morte de Jesus é a prova do amor incondicional de Deus por nós
    O sacrifício de Jesus na cruz revela o imenso amor de Deus, que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por nós. Isso deve nos levar a uma resposta de amor e gratidão.
    👉 Reflexão: Como você tem respondido ao amor de Deus revelado na morte de Jesus? De que maneira você pode demonstrar mais amor a Ele, vivendo para cumprir Sua vontade?


Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:

  1. Viva com gratidão pela liberdade que você tem em Cristo
    O véu foi rasgado para que você tenha acesso direto a Deus. Isso significa que você pode orar, buscar e experimentar a presença de Deus a qualquer momento.
    👉 Aplicação: Dedique um tempo do seu dia para orar e buscar a presença de Deus, lembrando-se de que Ele está acessível a você, por meio de Jesus.

  2. Reconheça o sacrifício de Jesus como a chave para a salvação
    A morte de Jesus na cruz não foi apenas uma tragédia; ela foi o cumprimento do plano de salvação de Deus para nos resgatar do pecado. Lembre-se diariamente do sacrifício de Cristo e viva de forma que honre esse sacrifício.
    👉 Aplicação: Ao começar o dia, reflita sobre o sacrifício de Jesus. Como você pode viver com mais gratidão por Sua morte, buscando cumprir a missão de Deus em sua vida?

  3. Compartilhe a boa notícia da nova aliança com os outros
    O véu foi rasgado, e todos agora têm acesso a Deus através de Cristo. Isso é uma boa notícia, e é nossa responsabilidade compartilhá-la com os outros, para que mais pessoas possam experimentar a proximidade com Deus.
    👉 Aplicação: Pense em alguém em sua vida que ainda não conhece a Cristo. Ore por essa pessoa e busque maneiras de compartilhar o evangelho com ela, lembrando-se de que o acesso a Deus foi aberto por Jesus.


Oração Final:

Senhor Jesus,
Agradecemos por Tua morte na cruz, que nos deu acesso direto ao Pai e nos ofereceu perdão e vida eterna. A Tua dor e separação de Deus nos lembram do grande custo do nosso perdão. Ajuda-nos a viver com gratidão por esse sacrifício e a nos aproximar de Ti com um coração cheio de amor. Que possamos viver em resposta ao Teu grande amor e compartilhar essa boa notícia com os outros.
Em Teu nome,
Amém.


Este devocional sobre a morte de Jesus e o véu rasgado nos desafia a refletir sobre o grande preço do perdão e o acesso que temos a Deus por meio de Cristo. Que possamos viver em gratidão, aproveitando o privilégio de estar na presença de Deus a qualquer momento, e compartilhando com outros essa maravilhosa boa notícia.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

QUINTA

*“Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé.”*  (Mateus 1.5)

 

A história de Rute é uma das mais belas demonstrações de como Deus transforma uma vida comum em instrumento de Sua promessa. Ela, uma mulher estrangeira e viúva, foi acolhida pela graça divina e unida ao povo de Deus pela fé e obediência. Ao casar-se com Boaz, Rute foi inserida numa linhagem que culminaria no nascimento de Cristo, o Redentor do mundo.

 

Nada está fora do alcance da graça de Deus. Rute nos ensina que, quando escolhemos seguir o Senhor, Ele muda o rumo da nossa história e nos faz participar de algo muito maior do que nós mesmos. Sua fidelidade hoje pode abençoar gerações futuras e marcar o plano divino.

 

*MEDITAR E PRATICAR* A graça de Deus inclui, restaura e transforma quem decide permanecer fiel.

 


Lição 5: O início do cerco de Jerusalém

A Crucificação de Jesus: O Maior Sacrifício de Amor

Devocional – Mateus 27:32-44

Título: "A Crucificação de Jesus: O Maior Sacrifício de Amor"

Leitura Bíblica:
“Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem forçaram a carregar a cruz de Jesus. Quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas, depois de prová-lo, Ele não quis beber. E, tendo-O crucificado, dividiram as Suas roupas, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: ‘Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.’ E, sentados, O guardavam ali. E puseram-lhe acima da cabeça a causa de sua condenação, escrita: ‘Este é Jesus, o Rei dos judeus.’ Então, foram crucificados com Ele dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. E os que passavam blasfemavam d’Ele, balançando a cabeça, e dizendo: ‘Tu que destróis o templo e em três dias o edificas, salva-Te a Ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz!’ Da mesma forma, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, zombavam d’Ele, dizendo: ‘A outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos n’Ele. Confiou em Deus; livre-O agora, se O ama; pois disse: ‘Sou Filho de Deus.’’ E da mesma forma também os ladrões que estavam crucificados com Ele O ultrajavam.”
— Mateus 27:32-44


Introdução:

A crucificação de Jesus é o ápice do Seu sofrimento e sacrifício por nós. Ele foi desprezado, zombado e rejeitado, não apenas pelos líderes religiosos, mas também pelas multidões e até pelos próprios ladrões crucificados ao Seu lado. No entanto, esse momento de humilhação profunda e dor indescritível foi, ao mesmo tempo, o momento da maior demonstração de amor que a humanidade já conheceu. Jesus não desceu da cruz, não salvou a Si mesmo, porque Ele estava cumprindo o plano de salvação de Deus para nós. Esse sacrifício nos chama a refletir sobre o preço do perdão e a forma como devemos responder ao amor incondicional de Cristo.


Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:

  1. O sacrifício de Jesus revela o imenso amor de Deus por nós
    Apesar de ser humilhado e zombado, Jesus permaneceu na cruz por amor a nós. Seu sacrifício não foi para Si mesmo, mas para nos salvar, demonstrando o maior amor possível.
    👉 Reflexão: Você reconhece o imenso sacrifício de Cristo por sua vida? Como o amor incondicional de Deus te motiva a viver uma vida de gratidão e obediência a Ele?

  2. A cruz é o lugar onde nossas falhas são perdoadas
    Os zombadores e aqueles que passavam pela cruz não compreendiam que, ao rejeitar Jesus, estavam ignorando a única maneira de serem perdoados. A cruz não era apenas um símbolo de morte, mas o ponto de encontro entre a justiça de Deus e o perdão para todos os que creem.
    👉 Reflexão: Você tem experimentado o perdão que vem através da cruz de Cristo? Como você pode viver com a consciência de que o sacrifício de Jesus te trouxe perdão e reconciliação com Deus?

  3. O silêncio de Jesus diante das acusações é um modelo de confiança em Deus
    Jesus não respondeu às zombarias e acusações, porque sabia que estava cumprindo a vontade de Seu Pai. Em vez de se defender, Ele confiou completamente na soberania de Deus, permitindo que o plano divino se cumprisse.
    👉 Reflexão: Em momentos de acusações ou perseguições, você consegue confiar em Deus e permanecer em silêncio, como Jesus fez? Como você pode aprender a depender mais da soberania de Deus em sua vida?


Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:

  1. Viva em gratidão pelo sacrifício de Cristo
    O sacrifício de Jesus na cruz nos chama a viver de forma grata, reconhecendo o preço que Ele pagou por nossa salvação. A gratidão por esse sacrifício deve refletir-se em nossas atitudes e escolhas diárias.
    👉 Aplicação: Pergunte-se: “Estou vivendo uma vida que reflete a gratidão pelo sacrifício de Cristo? Como posso viver de forma mais consciente da Sua morte e do Seu amor por mim?”

  2. Resista à tentação de zombar ou rejeitar a cruz
    As multidões e os líderes religiosos zombaram de Jesus, mas Ele permaneceu firme em Seu propósito. Quando enfrentamos zombarias ou rejeição por causa da nossa fé, devemos manter nossa confiança em Deus e permanecer firmes na cruz de Cristo.
    👉 Aplicação: Se alguém zombar ou rejeitar sua fé, lembre-se do exemplo de Jesus. Ore por força e coragem para manter sua fé firme, sabendo que o sacrifício de Cristo vale mais do que a opinião dos outros.

  3. Confie no plano de Deus, mesmo quando a situação parecer sem sentido
    Jesus sabia que Sua morte era parte do plano de salvação de Deus, mesmo quando parecia que tudo estava fora de controle. Quando enfrentamos dificuldades e momentos de sofrimento, podemos confiar que Deus tem um plano maior, mesmo quando não entendemos as circunstâncias.
    👉 Aplicação: Em momentos de crise ou sofrimento, lembre-se de que Deus está no controle. Confie que Ele tem um plano maior e use esse tempo para crescer na fé e na dependência d'Ele.


Oração Final:

Senhor Jesus,
Te agradecemos por Teu sacrifício na cruz, que nos revela o profundo amor de Deus por nós. Perdoa-nos pelas vezes em que tomamos esse sacrifício como algo sem grande significado. Ajuda-nos a viver com gratidão por Tua morte, sabendo que ela nos trouxe perdão e reconciliação com Deus. Que possamos seguir Teu exemplo de confiança e obediência, mesmo nos momentos de humilhação e dificuldade. Que nossa vida seja um reflexo da Tua graça e do Teu amor.
Em Teu nome,
Amém.


Este devocional sobre a crucificação de Jesus nos desafia a refletir sobre o preço do perdão e o amor incondicional de Cristo. Mesmo diante das zombarias e da dor, Jesus permaneceu firme em Sua missão de nos salvar. Que possamos viver com gratidão, confiança e obediência, lembrando sempre do grande sacrifício que Ele fez por nós.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

quarta

 

Texto Bíblico:
"Boaz tomou Rute, e ela se fez sua mulher. Ele a possuiu, e o Senhor lhe deu concepção, e ela deu à luz um filho. As mulheres disseram a Noemi: 'Louvado seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar um parente redentor. Que o nome dele seja celebrado em Israel! Ele será para você um restaurador da vida e um sustentador da sua velhice, pois a sua nora, que te ama e que é melhor para você do que sete filhos, o deu à luz.' Noemi pegou o menino e o colocou no seu colo, e cuidou dele. As vizinhas lhe deram o nome, dizendo: 'Noemi tem um filho!' E o chamaram de Obede. Este foi o pai de Jessé, pai de Davi." (Rute 4:13-22, NVI)

Meditação:

Nos últimos versículos do livro de Rute, vemos o desfecho de uma história de lealdade, fidelidade e redenção. Rute, uma mulher viúva e estrangeira, é finalmente redimida através do casamento com Boaz, um parente que assume o papel de "goel", o redentor da família. Esse casamento não apenas resgata a linhagem de Elimeleque, o marido de Naomi, mas também traz uma nova vida, uma nova esperança. Rute e Boaz tornam-se pais de Obede, que, por sua vez, será avô de Davi, um dos maiores reis de Israel, e ancestral de Jesus Cristo.

Esse final glorioso nos lembra que, mesmo nos momentos de dor e perda, Deus tem um plano maior para nossas vidas. Ele é o redentor que traz vida onde havia desolação, restaura o que estava perdido e transforma situações desesperadoras em histórias de esperança e redenção.

Reflexão:

A história de Rute e Boaz é uma poderosa ilustração do que significa ser redimido. Rute, uma mulher de origem estrangeira e sem esperança, encontrou sua redenção em Boaz. Da mesma forma, todos nós fomos redimidos por meio de Jesus Cristo, nosso "goel" espiritual, que nos resgatou do pecado e da morte. O final da história, com o nascimento de Obede, não é apenas um final feliz para Rute e Naomi; é também um vislumbre do cumprimento do plano de Deus para a humanidade.

Em nossas vidas, muitas vezes enfrentamos perdas e momentos de desespero, mas Deus nos chama a confiar em Sua soberania. Ele tem um plano redentor para nossas vidas e nos guia em direção a algo maior do que podemos ver ou imaginar. O fim da história de Rute nos ensina que, mesmo no meio das dificuldades, há esperança, pois Deus é aquele que faz a história da redenção avançar, em nossa vida e no mundo.

Aplicação Prática:

Hoje, ao refletirmos sobre Rute 4:13-22, somos desafiados a confiar em Deus como nosso Redentor. A história de Rute nos ensina que Deus não é indiferente ao sofrimento, mas Ele trabalha de maneiras muitas vezes inesperadas para trazer Sua restauração e bênção. Como Rute, devemos ser fiéis nas nossas escolhas e confiar que Deus está trabalhando para nos redimir e nos restaurar, mesmo quando a jornada parece difícil.

Na vida prática, isso pode significar confiar em Deus quando estamos passando por dificuldades, sabendo que Ele está trabalhando em nossa vida, mesmo quando não vemos os resultados imediatamente. Pode ser também a decisão de buscar a restauração de relacionamentos quebrados ou a coragem de seguir adiante, acreditando que, com Deus, sempre há uma nova oportunidade. Como Noemi, podemos celebrar as vitórias de outros e reconhecer que o plano de Deus para a nossa vida é sempre bom e fiel.

Oração:

"Senhor, obrigado por ser o nosso Redentor. Assim como Rute foi restaurada e redimida, sabemos que Tu tens um plano maior para as nossas vidas. Ajuda-nos a confiar em Ti em tempos de dificuldade, acreditando que a Tua mão está trabalhando em nossa vida. Que possamos ser fiéis a Ti e, como Noemi, celebrar as bênçãos que Tu trazes, reconhecendo a Tua fidelidade."

 

 

Lição 5: A Alma — A natureza imaterial do ser humano

 

TEXTO ÁUREO 

“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.” (Mt 10.28).  

 

VERDADE PRÁTICA 

Cuidar da alma é uma atitude fundamental para uma vida cristã estável e uma eternidade de alegria e paz. 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE   

Gênesis 1.27,28; 2.15-17; Mateus 10.28.

 

INTRODUÇÃO 

Na primeira lição apresentamos um conceito preliminar da alma, demonstrando seu lugar na tríplice constituição do homem. Vimos que, junto do espírito e inseparável dele, a alma compõe a parte imaterial ou espiritual do ser humano, que o torna uma pessoa, criado à imagem de Deus. Nesta lição buscaremos nos aprofundar no conceito e distinção da alma, estudando seus atributos e sua importância no relacionamento com Deus e com o próximo.

Palavra-Chave:  ALMA

I. ATRIBUTOS DA ALMA

1. De volta ao Gênesis. A parte imaterial do ser humano é o que mais o diferencia dos animais, como bem evidenciado na criação (Gn 2.7). O homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e autodeterminação. O Criador fez-lhe seu representante, dando-lhe poder de governo sobre toda a obra criada (Sl 8.3-6): “[...] enchei a terra, e sujeita-a; e dominai [...]” (Gn 1.28). Sua capacidade de administração, compreensão e decisão moral é resultado do caráter consciente e autônomo da alma humana. Isso é exemplificado originalmente na aptidão de lavrar e guardar o jardim (Gn 2.15), discernir entre o certo e o errado e fazer escolhas (Gn 2.16,17) e dar nomes aos animais (Gn 2.19). A parte afetiva do homem é demonstrada na afirmação divina da necessidade de uma companheira e na expressão de satisfação de Adão ao receber Eva, que alguns eruditos consideram ser a primeira composição poética da história humana (Gn 2.18,23).

 

2. Entre o espírito e o corpo. A alma do homem é sua personalidade ou distintivo pessoal. Seus três principais atributos são: emoção ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou vontade. É, portanto, a sede dos afetos, raciocínio, impulsos, desejos e decisões. O ser humano emprega esses atributos em sua comunicação com Deus e com o mundo físico, principalmente seus semelhantes. Para ter comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para comunicar-se com o próximo, o veículo são o corpo e seus órgãos sensoriais (pele, olhos, ouvidos, nariz, boca). Pode-se dizer, então, que a alma funciona entre o espírito, que se conecta com Deus, o Ser Divino, e o corpo, que se conecta com o mundo dos homens. O cântico de Maria, na casa de sua prima, Isabel, é uma típica cena dessa tríplice interação e comunicação (Lc 1.46,47).

 

3. A alma abatida. Os afetos da alma em relação a Deus são vistos na poesia do Salmo 42, quando o salmista conversa consigo mesmo: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença” (Sl 42.5). O contexto indica que o autor experimentava aflição espiritual e alguma crise em sua comunhão com Deus (vv.4,9; 43.2), por isso sua alma estava entristecida e suspirava: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.2). O Salmo 84.2 também ilustra essa função da alma, assim como o Salmo 51, no qual Davi fala de sua tristeza e do anseio por um espírito reto, voluntário e renovado, o que devolveria alegria à integralidade de seu ser (Sl 51.7-12).

 

SINOPSE I

 

A alma é a sede das emoções, da razão e da vontade, expressando a personalidade humana criada à imagem de Deus.  

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

 

A ALMA E A PRESENÇA DE DEUS

“Assim como a água é essencial para a vida física, Deus e a sua presença são essenciais para a vida espiritual, e também para a máxima satisfação e plenitude em todos os aspectos da vida. Aqueles que verdadeiramente confiam em Deus sentirão fome e sede de ter um relacionamento mais profundo com Ele, de desfrutar do favor e da atividade sobrenatural do Senhor em sua vida.

 

(1) Parar de sentir sede de Deus é o mesmo que morrer espiritualmente. Não devemos permitir que nada tire o nosso desejo intenso de conhecer a Deus e os seus propósitos. Precisamos evitar a distração com preocupações, necessidades, sucessos, atrações e prazeres da vida. Essas coisas podem bloquear a nossa sede de Deus e roubar de nós o desejo e a disciplina necessários para buscar um relacionamento mais profundo com Ele através da Palavra e da oração (Mc 4.19).

 

(2) Devemos orar para que o nosso desejo da presença de Deus se torne mais profundo e mais forte. Isso vai requerer uma abertura maior para a completa demonstração dos dons, da direção e do poder do Espírito Santo (veja o quadro A OBRA DO ESPÍRITO SANTO, p.2147). A nossa paixão por ver os propósitos de Cristo serem cumpridos na terra também deve se intensificar até que ela nos leve à oração fervorosa e nos dê uma sede espiritual, como um cervo que “brama pelas correntes das águas” em tempos de seca (v.1; veja Mt 5.6; 6.33, notas)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.945).

 

 

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

 

 

 

 

 

“ASPECTO DO SER HUMANO

 

 

 

A alma (heb. nephesh; gr. psychē), frequentemente traduzida como ‘vida’, pode ser brevemente definida como a parte não material do ser humano, que resulta da união de corpo e espírito. Ela inclui a mente, as emoções e o livre-arbítrio. Juntamente com o espírito humano, a alma continuará a viver quando a pessoa morrer fisicamente. [...] A alma está tão intimamente conectada à personalidade interior que o termo é usado, às vezes, como sinônimo de ‘pessoa’ (p.ex., Lv 4.2; 7.20; Js 20.3).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, editada pela CPAD.

 

 

 

 

 

 

II. A NATUREZA DA ALMA: IMATERIALIDADE E IMORTALIDADE

 

 

 

1. Distinção de substâncias. O texto de Mateus 10.28 é um excelente fundamento para o estudo da alma como parte da natureza imaterial do ser humano. Em um só versículo estão profundas verdades espirituais reveladas por Jesus a respeito de nossa psiquê; algumas delas relacionadas a debates alimentados ao longo de toda a História, inclusive no contexto da Igreja. Em primeiro lugar, Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes material e imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer por ação humana), outra intangível (a alma, que não pode ser destruída pelo homem). Nesse ponto é importante observar que em vários textos das Escrituras a parte imaterial é representada ora pela alma, ora pelo espírito (Ec 12.7; Tg 2.26; Ap 6.9). Nesses casos as referências sempre abrangem ambas as substâncias devido à sua inseparabilidade.

 

2. Imaterialidade e responsabilidade pessoal. Ao tratar do perecimento da alma e do corpo no Inferno, Jesus refuta as concepções antropológicas materialistas existentes desde a Antiguidade. Em tempos modernos temos o marxismo, que prega que o homem se resume à matéria, ignorando a existência de uma alma consciente após a morte (Lc 16.19-31). Essa ideologia ateísta nega a pecaminosidade e a responsabilidade moral do indivíduo. Considera que o mal é estrutural; que a culpa é da sociedade; que as pessoas individualmente são vítimas de estruturas opressoras. Identificam pecados sociais, mas não individuais. Esse engano desconsidera a necessidade de arrependimento, conversão e salvação pessoal e mantém as almas de seus adeptos no caminho da perdição eterna (At 3.19; Jo 17.3). Toda ideologia que promete soluções absolutas para os problemas do homem por meio de doutrinas sociais, políticas ou econômicas incorre no mesmo erro (Pv 4.12,27; At 4.12).

 

3. Materialismo e teologia. A visão materialista da natureza humana vai além das questões político-ideológicas. Afeta também a teologia, principalmente quanto à missão da Igreja, a ortopraxia, isto é, a prática correta. No campo católico, inspira a Teologia da Libertação. No protestantismo, a Teologia da Missão Integral. Ambas se alimentam de concepções socioeconômicas e políticas comuns ao marxismo, que, por sua vez, tem como fundamento o ideário materialista e crítico, que busca tirar Deus do cenário humano e instigar as lutas de classes. Toda negação da condição pecaminosa do homem é, no mínimo, um ateísmo prático, independentemente do viés que assuma (Lm 3.39; Tt 1.16). Algumas correntes teológicas contemporâneas reinterpretam as Escrituras com base em vertentes da teologia da libertação, e compartilham do mesmo campo de distorção e confusão espiritual (Lc 11.17; 1Co 14.33). Conflitam com a sã doutrina, que é essencial para a salvação da alma (1Tm 4.6,16; 2Tm 4.1-3).

 

 

 

 

 

 

SINOPSE II

 

A alma é imaterial e imortal, distinta do corpo, e continuará existindo após a morte, sendo responsável diante de Deus.

 

 

 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

 

 

 

 

 

“A ALMA DO HOMEM NÃO ESTÁ NO SANGUE

 

 

 

Quando a Bíblia, em Levítico 17.11, afirma: ‘a alma da carne está no sangue’, a palavra ‘alma’ está sendo usada como sinônimo de ‘vida’. Veja em Gênesis 9.4: ‘A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis’. A ideia de que o sangue significa a alma do homem, abre a porta para muitas contradições. Vejamos o texto de Apocalipse 6.9,10: ‘E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?’. Se a alma fosse a mesma coisa que o sangue, como então as almas poderiam estar no Paraíso, debaixo do altar, uma vez que o seu sangue havia sido derramado sobre a terra?” (BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2020, p.131).

 

 

 

 

 

 

III. ALMA RENOVADA E SUBMISSA A DEUS

 

 

 

1. Edificação e saúde. A estabilidade de nossa vida cristã e nosso destino eterno dependem de como cuidamos de nossa alma (Lc 12.13-21). A oração é um meio eficaz para nos livrar da ansiedade, um transtorno de dimensão global (Fp 4.6; 1Pe 5.7). Deus nos dá sua paz e protege nossas emoções e pensamentos (Fp 4.7); e nos guia no caminho de sua vontade (Cl 3.15). Nossa parte é alimentar nossa mente apenas com o que edifica (Fp 4.6-8). O que falamos? O que ouvimos? O que lemos? O que vemos? Nossos hábitos diários determinam a saúde de nossa alma (Sl 1.1).

 

2. Purificação e renovação. Ainda quanto aos cuidados da alma, a Bíblia nos adverte dos maus pensamentos (Mt 15.19), dos desejos impuros e perversos (Tg 1.14,15; Pv 21.10) e das intenções e inclinações malignas (1Pe 2.1; Nm 21.5). Devemos purificar e renovar nossa alma (1Pe 1.22; Ef 4.23,24), para que sejamos transformados e experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2), vivendo em santidade e temor (Dt 4.15; Js 23.11-13).

 

 

 

 

 

 

SINOPSE III

 

A alma precisa ser purificada e renovada continuamente para viver em santidade e comunhão com a vontade divina.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O cristão precisa viver em plena santificação, o que inclui a contínua rejeição de pensamentos, sentimentos e desejos pecaminosos, mantendo pura a sua alma (1Pe 1.22; 1Jo 1.7). Atribui-se a Lutero a frase que diz: “Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas”.

 

 

 

 

O Sofrimento de Jesus: O Preço do Nosso Perdão

Devocional – Mateus 27:27-31

Título: "O Sofrimento de Jesus: O Preço do Nosso Perdão"

Leitura Bíblica:
“Então, os soldados do governador levaram Jesus para o pretório e reuniram toda a tropa ao redor d’Ele. E, despindo-O, puseram-Lhe um manto escarlate, e, tecendo uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e uma cana em Sua mão direita. E, ajoelhando-se diante d’Ele, zombavam dizendo: ‘Salve, Rei dos judeus!’ E cuspiam n’Ele, e, tomando a cana, batiam-Lhe na cabeça. Depois de O terem zombado, tiraram-Lhe o manto e O vestiram com Suas próprias vestes, e O levaram para crucificá-Lo.”
— Mateus 27:27-31


Introdução:

Este trecho revela a humilhação e o sofrimento físico que Jesus enfrentou antes de Sua crucificação. Os soldados zombam de Sua realeza, colocando sobre Ele uma coroa de espinhos e uma capa escarlate, zombando da Sua identidade como Rei dos judeus. Jesus, o Rei do Universo, foi tratado com desprezo e crueldade, sendo humilhado por aqueles a quem Ele veio salvar. Isso nos mostra o quanto Ele estava disposto a sofrer por nós, pagando o preço pelo nosso perdão. O sofrimento físico e emocional de Jesus nos desafia a refletir sobre o preço que Ele pagou por nossos pecados e o grande amor que Ele demonstrou por cada um de nós.


Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:

  1. O sofrimento de Jesus revela a profundidade do amor de Deus
    O sofrimento de Jesus não foi em vão. Ele suportou toda essa dor e humilhação para nos redimir. Esse amor sacrificial nos lembra que nosso perdão e salvação têm um custo alto, mas foi pago com o sangue de Cristo.
    👉 Reflexão: Você tem refletido sobre o sofrimento de Jesus por você? Como o sacrifício d’Ele por sua vida impacta sua maneira de viver e de amar os outros?

  2. Jesus foi humilhado para que fôssemos exaltados
    A humilhação de Jesus, que foi tratado como um criminoso e zombado, é um exemplo de como Ele se fez pequeno para nos dar grandeza. Ele, que é Rei dos reis, se fez servo para salvar a humanidade.
    👉 Reflexão: Você tem vivido com humildade, reconhecendo o preço que Jesus pagou para que você fosse exaltado como filho de Deus? Como pode seguir o exemplo de Cristo em servir aos outros com humildade?

  3. O custo do perdão é mais alto do que imaginamos
    O sofrimento de Jesus é a evidência clara de que o perdão de nossos pecados tem um custo imenso. Jesus não apenas foi humilhado fisicamente, mas também carregou o peso de nossos pecados em Sua cruz.
    👉 Reflexão: Você tem reconhecido o preço do perdão de seus pecados? Como a consciência de que Jesus pagou um preço tão alto por você pode te motivar a viver de maneira mais fiel e grata a Ele?


Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:

  1. Viva em gratidão pelo sacrifício de Jesus
    O sofrimento de Cristo não deve ser apenas uma reflexão em tempos de dor, mas algo que molda nossa vida diária. A gratidão por Sua morte e sacrifício deve nos mover a viver de maneira que honre o preço que Ele pagou por nós.
    👉 Aplicação: Pergunte a si mesmo: “Estou vivendo uma vida de gratidão por tudo o que Jesus fez por mim? Como posso expressar essa gratidão em minhas atitudes diárias?”

  2. Imite a humildade de Cristo
    Jesus foi humilhado por amor a nós. Seu exemplo de humildade deve nos inspirar a viver de maneira simples, colocando os outros à frente de nossas próprias necessidades e desejos.
    👉 Aplicação: Reflita sobre como você pode servir aos outros com humildade. Existem oportunidades em sua vida para colocar os outros à frente de si mesmo, como Cristo fez?

  3. Compreenda o valor do perdão e compartilhe-o com os outros
    O perdão de Jesus, comprado com tanto sofrimento, nos chama a perdoar os outros. Quando lembramos do preço do perdão, somos mais inclinados a estender graça e perdão a quem nos ofendeu.
    👉 Aplicação: Se você tem dificuldade em perdoar alguém, lembre-se do perdão que Jesus nos concedeu. Ore pedindo a Deus um coração disposto a perdoar, assim como Ele nos perdoou.


Oração Final:

Agradecemos por Teu imenso sacrifício por nós. O Teu sofrimento e humilhação na cruz nos mostram o quão profundo é o Teu amor por cada um de nós. Ajuda-nos a viver com gratidão por tudo o que fizeste, reconhecendo o preço do perdão e sendo inspirados pela Tua humildade. Que possamos viver vidas que honrem Teu sacrifício, servindo aos outros com amor e humildade, e perdoando como fomos perdoados.
Em Teu nome,
Amém.


Este devocional sobre o sofrimento de Jesus nos leva a refletir sobre o imenso preço do perdão e como a humilhação de Cristo revela o profundo amor de Deus por nós. Que possamos viver com gratidão, humildade e amor, reconhecendo o sacrifício de Jesus e imitando Seu exemplo em nossas próprias vidas.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

terça

 

Texto Bíblico:
"Assim, Rute ficou com as servas de Boaz, para colher até o fim da colheita da cevada e a colheita do trigo, e morava com a sua sogra." (Rute 2:23, NVI)

Meditação:

Este versículo marca uma etapa importante na jornada de Rute. Depois de ter sido recebida com bondade e generosidade por Boaz, ela continua seu trabalho nas colheitas, obedecendo a uma prática comum da época, onde as viúvas e os pobres podiam colher o que fosse deixado para trás pelos ceifeiros. Rute não escolhe a opção mais fácil ou o caminho mais rápido, mas ela persevera, mostrando fidelidade no trabalho e comprometimento com sua sogra Noemi.

A decisão de Rute de continuar trabalhando nas colheitas, mesmo após o encontro com Boaz, é um reflexo de sua diligência, humildade e compromisso com a responsabilidade que assumiu. Ela não se deixa seduzir por promessas de uma vida mais fácil, mas escolhe, de forma prática, continuar sua luta com integridade e com fé, sabendo que Deus cuidaria do futuro.

Reflexão:

Rute nos ensina sobre a importância da perseverança no trabalho diário e da fidelidade nas pequenas coisas. Apesar de ter recebido favor de Boaz, ela não deixou de ser diligente. Ela continuou a colher, mesmo que pudesse esperar uma ajuda maior ou uma mudança imediata. Muitas vezes, em nossa vida cristã, somos tentados a esperar que Deus faça tudo por nós sem a necessidade de esforço ou perseverança da nossa parte. No entanto, a história de Rute nos lembra que a fidelidade no trabalho diário, nas pequenas atitudes e na confiança constante no Senhor são essenciais para que Deus possa agir em nosso favor.

Aplicação Prática:

Em nossa caminhada com Deus, muitas vezes somos chamados a persistir nas tarefas cotidianas, mesmo quando as respostas não vêm de imediato. Pode ser que estejamos em uma fase de "colheita", onde temos que ser fiéis nas pequenas responsabilidades ou esperar por um milagre que ainda está por vir. A história de Rute nos ensina que, mesmo diante de desafios e incertezas, devemos continuar com integridade, paciência e compromisso, sabendo que Deus está trabalhando, mesmo quando não vemos imediatamente os resultados.

Em nossa vida diária, isso pode significar ser fiel em nosso trabalho, mesmo quando as recompensas não são visíveis. Pode ser continuar em uma situação difícil, confiando que Deus usará nossa perseverança para nos conduzir ao que Ele tem preparado para nós. Como Rute, devemos continuar colhendo, sendo fiéis nas pequenas coisas, com a certeza de que Deus tem algo maior reservado para nós no final.

Oração:

"Senhor, ajuda-me a ser fiel e perseverante nas minhas tarefas diárias. Que, assim como Rute, eu continue a fazer o que me é confiado com diligência, confiando que Tu estás trabalhando em minha vida e no meu futuro. Que minha fé se reflita nas minhas atitudes e no meu trabalho diário, e que eu possa ver Tua mão em cada passo."


liçao 5 -

Jesus Perante Pilatos: Justiça e Humildade

Devocional – Mateus 27:11-26

Título: "Jesus Perante Pilatos: Justiça e Humildade"

Leitura Bíblica:
Jesus foi levado a Pilatos, o governador, e este lhe perguntou: ‘És tu o rei dos judeus?’ Jesus respondeu: ‘Tu o dizes.’ E, acusado pelos principais sacerdotes e anciãos, nada respondeu. Então Pilatos lhe disse: ‘Não ouves quantas coisas testemunham contra ti?’ Mas Ele nada respondeu, de modo que o governador se maravilhou.
E, por ocasião da festa, Pilatos libertaria um preso a pedido do povo. Eles tinham então um preso famoso chamado Barrabás. A multidão, reunida, começou a pedir a libertação de Barrabás, e a morte de Jesus. Pilatos perguntou: ‘Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?’
Pois ele sabia que, por inveja, haviam entregado Jesus. Enquanto estava sentado no tribunal, sua esposa mandou-lhe dizer: ‘Não te metas com esse justo; pois hoje, por causa Dele, muito sofri em sonho.’
Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a pedir a libertação de Barrabás e a condenação de Jesus. Então Pilatos perguntou de novo: ‘Qual quereis que eu vos solte?’ E eles disseram: ‘Barrabás!’ Pilatos perguntou: ‘Que farei então de Jesus, chamado Cristo?’ Todos responderam: ‘Crucifica-o!’
E Pilatos, vendo que nada adiantava, antes crescia o tumulto, tomou água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: ‘Sou inocente do sangue deste justo; vede vós.’ E todo o povo respondeu: ‘O seu sangue seja sobre nós e sobre nossos filhos!’ Então lhes soltou Barrabás; e Jesus foi açoitado e entregue para ser crucificado.”
— Mateus 27:11-26


Introdução:

Jesus é levado a Pilatos, o governador romano, e enfrenta acusações falsas, manipulação e injustiça. Pilatos, mesmo reconhecendo a inocência de Jesus, cede à pressão da multidão e entrega Jesus para ser crucificado. Nesse momento, vemos a perfeita humildade de Cristo diante da injustiça humana, que não se defende, mas cumpre o plano de Deus para a salvação da humanidade. Ele não recua diante do julgamento injusto e nos mostra como enfrentar a injustiça com paz e submissão à vontade divina.


Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:

  1. A injustiça não interrompe o plano de Deus
    Jesus enfrentou uma acusação injusta, mas isso não impediu que o plano de Deus para a salvação fosse cumprido. Mesmo quando as circunstâncias parecem fora de controle, Deus está no comando e cumpre Suas promessas.
    👉 Reflexão: Você tem confiado em Deus em situações de injustiça ou pressão? Como pode entregar suas circunstâncias nas mãos de Deus, confiando que Ele tem um propósito maior?

  2. Humildade e submissão diante da adversidade
    Jesus não argumentou nem resistiu a Pilatos. Sua humildade nos ensina que, em momentos de injustiça ou perseguição, podemos confiar em Deus e agir com sabedoria, evitando confrontos desnecessários, mas permanecendo firmes na fé.
    👉 Reflexão: Como você reage diante de situações injustas? Você consegue permanecer humilde e confiante, como Jesus, ou tende a reagir com raiva e defesa própria?

  3. A influência da multidão e da pressão social
    Pilatos cedeu à pressão do povo, mostrando como a opinião e pressão social podem levar a decisões erradas. Precisamos estar alertas para não ceder às pressões do mundo, mas permanecer firmes na verdade de Deus.
    👉 Reflexão: Quais áreas da sua vida têm sido influenciadas pela opinião alheia? Como você pode tomar decisões baseadas na verdade de Deus, e não apenas no que os outros esperam ou exigem?


Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:

  1. Confie em Deus, mesmo quando enfrentamos injustiça
    Assim como Jesus, podemos confiar que Deus está no controle, mesmo quando somos tratados injustamente ou acusados falsamente.
    👉 Aplicação: Ao enfrentar injustiças, pratique a entrega de sua situação a Deus em oração, confiando que Ele age a seu favor.

  2. Pratique humildade em momentos de pressão
    Humildade não significa fraqueza; significa confiança em Deus e controle sobre suas reações.
    👉 Aplicação: Em discussões ou conflitos, busque responder com calma, paciência e fé, lembrando que Deus é quem julga com justiça.

  3. Não ceda à pressão social ou à opinião alheia
    Pilatos cedeu à multidão e cometeu injustiça. Devemos aprender a tomar decisões firmes baseadas na vontade de Deus, não apenas no que é popular ou esperado pelos outros.
    👉 Aplicação: Reflita sobre decisões recentes: você escolheu agradar a Deus ou aos homens? Busque a sabedoria divina antes de agir.


Oração Final:

Obrigado por nos mostrar o exemplo de humildade, submissão e fé diante da injustiça. Perdoa-nos pelas vezes em que cedemos à pressão social ou agimos impulsivamente em vez de confiar em Ti. Ensina-nos a permanecer firmes na verdade, a confiar no Teu plano, e a agir com humildade e coragem em todas as situações. Que possamos seguir Teu exemplo em nossas vidas diárias, sabendo que Tu és fiel e justo.
Em Teu nome,
Amém.


Este devocional sobre Jesus diante de Pilatos nos desafia a refletir sobre nossa reação à injustiça, à pressão social e à adversidade. Que possamos permanecer firmes, humildes e confiantes na justiça de Deus, mesmo quando o mundo parece agir contra nós.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

SEGUNDA

 

Texto Bíblico:
"Então, Orfa beijou a sogra, mas Rute se apegou a ela." (Rute 1:14, NVI)

Meditação:

Neste versículo, vemos duas reações muito distintas diante de uma situação difícil. Orfa, após ouvir a dura recomendação de Noemi para voltar para sua terra, toma a decisão de se despedir e voltar à sua casa, talvez buscando segurança e um futuro previsível. Porém, Rute escolhe outra postura. Ela decide se apegar a Noemi, contrariando a lógica humana e buscando um destino incerto, mas cheio de esperança. Rute não se baseia apenas nas circunstâncias, mas se apega a algo mais profundo: a lealdade, o compromisso e a confiança em Deus.

O ato de "se apegar" a Naomi vai além do simples carinho. Ele é um símbolo de compromisso inabalável e de fé, que se reflete na disposição de seguir mesmo sem saber o que o futuro trará. Essa atitude de Rute é um reflexo da fidelidade que, como cristãos, devemos ter para com Deus, confiando que, mesmo nas situações mais incertas, Ele estará conosco e nos conduzirá ao propósito que Ele preparou para nós.

Reflexão:

Em momentos difíceis, muitos de nós somos tentados a "beijar e partir", como Orfa, deixando para trás aquilo que nos desafia, em busca de um caminho mais fácil ou mais seguro. Mas Deus nos convida a ser como Rute, que escolhe se apegar a Ele e ao Seu propósito, mesmo quando o caminho à frente é incerto. Rute se lançou na jornada de fé com Naomi, sabendo que a providência de Deus, e não as circunstâncias, seria seu guia.

Aplicação Prática:

Hoje, diante das dificuldades que enfrentamos, somos chamados a fazer escolhas. Podemos seguir o caminho mais fácil, como Orfa, ou podemos nos apegar a Deus como Rute. Em nossa vida, essa "pegada" a Deus se traduz em continuar nossa jornada com Ele, confiar em Sua provisão e não desistir mesmo quando os ventos da vida são contrários. Nossa fé não deve ser condicionada às circunstâncias, mas sim ao caráter fiel e imutável de Deus. Então, em situações de incerteza, que possamos "nos apegar" mais a Deus, confiando que Ele nunca nos deixará.

Oração:
"Senhor, ajuda-me a seguir Teu caminho, mesmo quando ele parecer incerto. Que eu tenha a fé e a coragem de me apegar a Ti, sabendo que Tu és a minha esperança e o meu futuro."


LIÇAO 5 - Rute: Lições de Lealdade, o Caminho da Redenção

 

Introdução

Texto de Referência:

 

Rute 1:14-18  

 

1 - A Origem de Rute

 

Quem era Rute ?

Rute foi uma mulher moabita que se tornou uma das figuras mais admiráveis da Bíblia Sagrada, conhecida por sua fidelidade, fé e lealdade. A história dela está registrada no Livro de Rute, no Antigo Testamento.

 

Quem era os Moabitas ?

"Assim as duas filhas de Ló conceberam de seu pai. A mais velha teve um filho e pôs-lhe o nome de Moabe; este é o pai dos moabitas até hoje" (Gn 19:36-37).

Podemos notar que a origem dos Moabitas foi moralmente conturbada, mas isso não foi impeditivo para que se tornasse uma nação organizada.

A terra de Moabe era uma região fértil e montanhosa, com planícies adequadas para a agricultura e criação de gado.

A relação entre Israel e Moabe foi marcada por conflitos e tensões religiosas, vejamos:

(a) Quando os israelitas saíram do Egito, os moabitas recusaram ajuda e contrataram o profeta Balaão para amaldiçoá-los (Nm 22-24).

(b) Mais tarde, mulheres moabitas seduziram os israelitas levando-os à idolatria em Baal-Peor, o que trouxe juízo divino (Nm 25).

(c) Durante o reinado de Davi e outros reis, Moabe frequentemente lutou contra Israel, ora dominando, ora sendo dominado.

Os Moabitas adoravam o deus Quemós(ou Camos), mencionado em várias passagens bíblicas: "E Salomão edificou um altar a Quemós, abominação de Moabe..." (1Rs 11.7).

Essa idolatria os distanciava de Israel, que servia ao Deus verdadeiro, YHWH (Senhor).

Podemos considerar Moabe como uma nação idólatra, perversa e arrogante (Is 16.6). Em 2 Reis 3:26-27, o rei de Moabe, Mesa, sacrificou o seu próprio filho no muro da cidade para tentar obter vitória contra Israel. Nem todos Moabitas eram cruéis, Rute era um exemplo perfeito de uma moabita bondosa e leal que mais tarde tornou-se serve temente ao Deus de Israel.

Com o passar dos séculos, Moabe foi conquistada pelos babilônicos e, posteriormente, desapareceu como nação distinta.

 

1.1 - Rute, a companheira

O casal israelita, Elimeleque e Noemi juntamente com seus filhos haviam se mudado para Moabe por causa de uma grande fome em Belém de Judá.

Depois de algum tempo, Elimeleque e seus dois filhos morreram, deixando Noemi e suas Noras (Rute e Orfa) viúvas.

Quando Noemi decidiu voltar a Belém, ela orientou as noras a ficarem em Moabe. Orfa obedeceu, mas Rute tomou a decisão extraordinária, preferiu abandonar sua terra, seu povo e seus deuses para acompanhar Noemi e servir ao Deus de Israel.

Sua palavras ficaram marcadas na história bíblica: "Não me instes para que te deixe, e me afaste de ti; porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, e o teu Deus é o meu Deus." (Rt 1.16).

 

1.2 - Uma história de Amizade

A história de Rute e Noemi vai além de uma simples Amizade, mesmo dentro de um contexto de falta de perspectiva ou garantias de futuro, nos traz lições preciosas sobre Fidelidade, Lealdade e Fé verdadeira em Deus.

 

1.3 - O Início da História

Conforme já vimos acima, ao tomar conhecimento que a situação de Belém de Judá havia melhorado, e o problema da fome já era uma situação do passado em Judá, Noemi decidiu voltar para sua terra, nesse contexto, Noemi teve uma atitude de grande amor, realismo e desprendimento ao oferecer a Rute e Orfa a opção de voltarem para suas famílias: "Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo" (Rt 1.8).

 

A Lei do Levirato

A Lei do Levirato (do hebraico yibbum, "casamento do cunhado") era uma prática prevista na Lei de Moisés para proteger o nome e a herança das famílias em Israel: "Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, a mulher do falecido não se casará fora com homem estranho; seu cunhado virá a ela, e a tomará por mulher, e exercerá o levirato" (Dt 25.5-6).

Essa Lei tinha o propósito de:

(a) Preservar o nome e a herança do falecido dentro da família

(b) Garantir sustento e descendência à viúva

(c) Evitar que a terra da família fosse perdida.

 

Aplicação da Lei do Levirato no caso de Noemi

Noemi não tinha mais filhos vivos (Malom e Quiliom morreram).

Ela era idosa, e não poderia gerar novos filhos para que um dia casassem com as noras. Portanto, a Lei do Levirato não podia ser cumprida. Esse foi um dos motivos de Noemi dar a opção de suas noras retornarem aos seus pais: "Tornai, minhas filhas; por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos? Tornai, filhas minhas, ide-vos, porque já sou velha demais para ter marido ... ainda que dissesse: Tenho esperança ... esperáreis por eles até que viessem a ser homens?" (Rt 1.11-13).

Noemi estava afirmando que não havia mais nenhum homem na família que pudesse casar-se com Rute e Orfa, conforme a Lei do Levirato (Lei do Resgatador), portanto não havia futuro com ela, melhor recomeçar suas vidas em Moabe.

Rute não escolheu o caminho mais fácil. Ela era moabita, jovem, e poderia ter recomeçado a vida em sua terra natal. Mas, por amor à sua sogra, decidiu acompanhá-la e cuidar dela, mesmo sem nenhuma garantia de futuro: "Não me instes para que te deixe, e me afaste de ti; porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, e o teu Deus é o meu Deus." (Rt 1.16).

 

 

2 - Rute foi recompensada por sua Fidelidade

Rute não apenas escolheu seguir Noemi, ela escolheu seguir o Deus de Noemi. Isso é extraordinário, porque os moabitas eram um povo idólatra, que servia a Quemós e outros deuses pagãos. Mas Rute declarou: "O teu Deus será o meu Deus" (Rt 1.16). Ela estava abandonando os deuses de Moabe e se convertendo ao Deus verdadeiro de Israel. Sua Escolha foi, portanto, um ato de conversão e fé genuína. 

 

2.1 - A Bênção da Lealdade

A lealdade de Rute é um dos aspectos mais belos e marcantes da sua história. Entre tantas virtudes dessa mulher moabita, sua lealdade brilha como uma joia rara em meio à dor, à perda e à incerteza: "Rute, porém, se apegou a ela" (Rt 1.14).

Rute foi fiel quando não havia vantagem, e essa fidelidade a conduziu ao plano redentor de Deus.

Rute teve Lealdade em meio à perda, ela não foi Leal apenas a Noemi, ela foi leal também ao Deus de Noemi.

Ela abandonou sua cultura, seus deuses e sua segurança para seguir o Deus de Israel. Sua lealdade humana estava enraizada em um fé espiritual sólida.

 

2.2 - Rute e Orfa

Falar de Orfa é tão importante quanto falar de Rute, porque as duas enfrentaram a mesma situação, mas tomaram decisões diferentes, e isso ensina muito sobre fé, escolhas e compromisso.

A Bíblia mostra que Orfa amava Noemi, e inicialmente quis segui-la. Mas, depois que Noemi insistiu para que voltassem às suas famílias, Orfa cedeu: "Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa, beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela" (Rt 1:14). Esse versículo é muito revelador, vejamos :

Orfa beijou e partiu, um gesto de afeto, mas sem compromisso duradouro, sumiu da história.

Rute se apegou, gesto de fidelidade e perseverança.

 

A decisão de Orfa foi lógica e até compreensível:

(a) Ela estava voltando para sua família e sua cultura

(b) Em Moabe, teria chance de se casar novamente

(c) Não teria que enfrentar a pobreza e a rejeição em Israel

Mas, espiritualmente, ela voltava também aos deuses de Moabe, uma decisão humana, não de fé: "Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses, volta tu também após ela" (Rt 1.15).

 

O que aprendemos com Orfa ?

Orfa representa aqueles que têm bons sentimentos, mas não tomam decisões profundas de fé.

Ela não foi má, apenas voltou atrás diante das dificuldades.

Boas intenções não bastam, é preciso perseverar na fé até o fim.

As decisões espirituais exigem renúncia. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor.

Orfa escolheu a segurança do que conhecia, enquanto Rute escolher a fé no desconhecido.

Enquanto Orfa sumiu da história, Rute tornou-se ancestral de Davi e de Jesus.

Deus não condena Orfa, mas exalta a escolha de Rute, mostrando que a fé e a lealdade trazem recompensas eternas.

 

Aplicação Espiritual

Rute representa o coração que decide firmemente seguir a fé, mesmo sem garantias humanas.

Orfa representa muitos que:

(a) começam bem a caminhada com Deus, mas param no meio do caminho

(b) Têm afeto e simpatia pelo Evangelho, mas não se comprometem plenamente

(c) Amam, mas não se apegam; acreditam, mas não confiam até o fim.

 

2.3 - A Convicção de quem sabe o que quer

A motivação de Rute para não acatar o conselho de Noemi e permanecer com ela foi muito mais espiritual do que emocional.

Rute tomou uma decisão de fé, amor e aliança com Deus, não apenas por apego familiar.

Rute não pensava como uma moabita comum. Ela havia visto a fé de Noemi e de seu povo, e essa fé tinha tocado seu coração. Rute percebeu que o Deus de Israel era real e digno de confiança. Rute escolheu seguir a Deus, não apenas a sogra.

Rute havia conhecido o Deus vivo através da convivência com Noemi. Mesmo diante da dor e da perda, ela tinha a convicção que o Deus de Israel era o Deus Verdadeiro e que existia algo santo e verdadeiro na fé de sua sogra Noemi.

A convicção de Rute fez ela escolher a identidade da fé em vez da segurança da cultura.

Rute por certo não imaginava tudo o que viria depois, casar com Boaz, ser bisavó de Davi, e fazer parte da genealogia de Jesus, mas em seu coração, havia esperança de que Deus estava conduzindo sua história. 

 

3 - O Remidor

O Remidor (em hebraico Goel) que significa resgatador, parente redentor ou vingador de sangue tinha um papel fundamental na estrutura familiar, social e espiritual de Israel.

No Tempo de Rute, o Remidor representava justiça, proteção familiar e preservação da herança.

O Remidor era um parente próximo com responsabilidades legais e morais perante a família. O papel do Remidor aparece em várias situações da Lei de Moisés. Eis as principais:

 

1) Resgatar Propriedades vendidas por necessidade

Se um israelita empobrecesse e tivesse que vender suas terras, um parente próximo deveria comprá-las de volta para que a herança da família não se perdesse: "Se o teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o seu parente mais chegado, o seu remidor (goel), e resgatará o que seu irmão vendeu" (Lv 25.25). O objetivo era manter a terra dentro da família, pois a herança era sagrada, um presente de Deus a cada tribo.

 

2) Resgatar Pessoas vendidas como servos

Se um israelita se vendesse como escravo por causa de dívidas, um parente poderia resgatá-lo, pagando o valor devido: "Depois de haver-se vendido, poderá ser remido; um de seus irmãos o poderá remir" (Lv 25.47-49). O Remidor restaurava a liberdade e a dignidade do parente.

 

3) Vingar o sangue do parente morto injustamente

O Goel haddam ("vingador de sangue) podia buscar justiça por um assassinato dentro da família: "O vingador do sangue matará o homicida; encontrando-o, o matará" (Nm 35.19). Essa era uma forma de preservar a justiça e a honra familiar na ausência de um sistema policial como o moderno.

 

4) Casar-se com a viúva do parente falecido (Lei do Levirato)

Se um homem morresse sem deixar filhos, o parente mais próximo poderia se casar com a viúva para gerar descendência em nome do falecido: "Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer, e não tiver filho, a mulher do falecido não se casará fora com homem estranho; seu cunhado virá a ela, e a tomará por mulher, e exercerá o levirato" (Dt 25.5-6).

Essa é a parte mais importante para o contexto do livro de Rute, Boaz atuou como Remidor nesse sentido.

 

3.1 - Boaz, o Remidor

"E Boaz disse aos anciãos e a todo o povo: Vós sois hoje testemunhas de que comprei da mão de Noemi tudo o que pertencia a Elimeleque, a Quiliom e a Malom. E também tomo por mulher a Rute, a moabita, viúva de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herança" (Rt 4.9-10).

No caso de Boaz, o papel remidor se aplicou da seguinte forma:

(1) Resgatar a propriedade de Elimeleque (marido de Noemi)

(2) Casar-se com Rute, a viúva, para preservar o nome e a herança da família.

Assim, Boaz age como o verdadeiro remidor :

(a) Redime a terra

(b) Preserva a linhagem familiar

(c) Protege as viúvas

(d) E mantém o nome de Elimeleque vivo em Israel

Boaz era um israelita rico, justo e piedoso, parente próximo de Elimeleque (marido falecido de Noemi), portanto, o remidor.

 

3.2 - Boaz e Rute

Ao chegar de Moabe nas terras dos Israelitas, Rute começa a colher espigas nos campos de Boaz para sustentar Noemi e a si mesma. Boaz percebe o caráter íntegro, de lealdade e fé da moabita Rute. Ele a protege e elogia, mostrando bondade e justiça: "Bem me foi contado tudo quanto fizeste à tua sogra, depois da morte de teu marido..." (Rt 2:11).

Boaz é parente de Elimeleque e, portanto, tem o direito e o dever de resgatar a herança da família e casar-se com a viúva (Rute), garantindo a preservação do nome e da propriedade.

Ele cumpre esse papel com integridade e respeito.

Boaz compra a terra de Elimeleque e pede formalmente para casar-se com Rute, observando a lei de Israel (Rt 4.1-10).

 

3.3 - A Recompensa de Rute e Noemi

Boaz resgata as Terras de Elimeleque para a viúva Noemi e também se casa com a viúva Rute, cumprindo seu papel de Remidor na integridade.

Boaz e Rute têm um filho chamado Obede, que será pai de Jessé e avô do rei Davi, e para finalizar, Rute, a moabita, se torna parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1:5).

 

O papel de Boaz é um tipo (figura profética) de Jesus Cristo, nosso Redentor, vejamos um comparativo :