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segunda-feira, 23 de junho de 2025

LIÇAO 13 - Dízimos e ofertas hoje: um compromisso de fé e generosidade no Reino de Deus

 

Dizimo se refere a 10 parte.

Era uma pratica comum no mundo antigo, era pago a Reis e deuses.

O texto bíblico mais conhecido e usado sobre o assunto e Malaquias 3.10,11

10 - Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

11 - E, por causa de vós, repreenderá o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.

"É o hábito regular pelo qual um cristão, procurando ser fiel ao ensino das Escrituras, separa para Deus pelo menos 10% de sua renda, como um reconhecimento das dádivas divinas e que Ele e o Senhor de tudo o que temos."


 1.1. O dízimo nos dias de Abraão.

 Gênesis 14. 18- 20.

Essa é a primeira vez que a Bíblia relata a entrega do dízimo. Portanto, essa prática antecede as leis cerimoniais e judiciais do povo judeu, transmitidas por intermédio de Moisés.

 

1.2. O dízimo nos dias de Jacó. Gênesis 28 18- 22

Assim como seu avô Abraão entregou o dízimo, Jacó prometeu dar o dízimo de tudo ao Senhor, caso regressasse a salvo da viagem que estava por fazer. Jacó disse que, se Deus não lhe deixasse faltar nada, ele levantaria um altar e daria o dízimo de tudo. Aqui, Jacó mostrou a intenção de entregar o dízimo como reconhecimento pelo favor de Deus

 "Anos depois, quando Jacó se reencontra com Esaú, Jacó oferece um presente de forma insistente a Esaú. Gênesis 33, 11. Toma, peço-te a minha bênção que te foi trazida, porque Deus graciosamente me atendado e porque tenho de tudo."

 

1.3. O dízimo nos dias de Moisés.

Nos dias de Moisés, a primeira referência ao dízimo ocorre no livro de Levítico, levítico 27. 30 a 32. Depois disso, o dízimo é mencionado em relação ao sustento dos sacerdotes, números 18. 20 a 32. No livro de Deuteronômio, os dízimos são relacionados ao serviço do Senhor. Deuteronômio 14, 22 e 23.

A prática do Dízimo aparece na Lei Mosaica como obrigação legal e sistemática para a nação de Israel.

Características do Dízimo Mosaico

 

1. Obrigatoriedade

Diferente do voto de Jacó, o dízimo se tornou um mandamento de Deus para todo o povo de Israel. Era uma obrigação para cada israelita que possuía terras ou rebanhos.

 

2. Dízimo em Produtos

O Dízimo era primeiramente dos produtos da terra (grãos, vinho, azeite) e do gado/rebanho (Lv 27.30-32). Se o dízimo dos produtos da terra fosse resgatado em dinheiro, um acréscimo de 20% era cobrado (Lv 27.31)

 

3. Múltiplos Dízimos (Interpretação)

Embora haja debates entre os estudiosos, muitas interpretações sugerem a existência de pelo menos dois, e possivelmente três, tipos de dízimos na lei mosaica:

- Dízimo Levítico/Sacerdotal (Nm 18)

- Dízimo da Festa Anual (Dt 14.22-27)

- Dízimo para os Pobres (Dt 14.28-29; 26.12-15)

 

4. Sem Penalidade Legal Direta

A Lei Mosaica não estipula uma punição civil específica para quem não pagasse o Dízimo, mas era considerado uma transgressão moral grave contra Deus, como visto em Malaquias 3. O ato de declarar diante de Deus que se havia cumprido a obrigação era importante (Dt 26.12-15).

 

A Lei do Dízimo nos dias de Moisés era, portanto, um sistema complexo e vital para a organização social, econômica e religiosa de Israel. Ela garantia o sustento do sacerdócio, a manutenção do culto e a provisão para os menos favorecidos, tudo como uma expressão da soberania de Deus sobre a terra e a vida do Seu povo.

 

IMPORTANTE

O "roubo" mencionado em Malaquias 3 não era apenas uma falha individual em dar 10%, mas um colapso sistêmico. Os sacerdotes e o povo estavam negligenciando suas responsabilidades em relação aos dízimos e ofertas, o que resultava na falta de sustento para os levitas e na paralisação da obra do Templo. O povo não estava levando "todos os dízimos ao celeiro" (Ml 3.10), indicando que os armazéns do Templo estavam vazios e o sistema de sustento estava comprometido.

Alguns estudiosos também apontam que os sacerdotes podem ter contribuído para o problema talvez por má administração ou desvio dos dízimos que o povo trazia. No entanto, a repreensão direta em Malaquias 3.8-10 é para o povo por não trazer a totalidade do que era devido.

 

2 - O dízimo no Novo Testamento.

No Novo Testamento, a ênfase na contribuição muda da obrigatoriedade legal para a voluntariedade e generosidade, impulsionadas pela graça e pelo amor de Cristo.

Mateus 23, 23.

2.1. Jesus falou sobre o dízimo

Alguns cristãos defendem a ideia de que a prática do dízimo se limita ao tempo do AT, sendo totalmente dispensável no NT. Eles baseiam suas observações em Mateus 23.23, quando Jesus disse: 'Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas'.

Jesus não repreendeu aqueles homens por entregar o dízimo, mas pela hipocrisia de achar que cumpriam a Lei, mesmo sem se importar com o próximo. Ou seja, dizimar é um ato de obediência, mas não nos exime de praticar as boas obras que glorificam o Pai (Mt 5.16).

2.3. Por que dizimar?

Tanto no AT quanto no NT, a Bíblia Sagrada se refere ao dízimo como um ato de fidelidade e reconhecimento de que tudo o que temos vem de Deus. Sendo assim, vejamos algumas razões para dizimar.

A. Nos doar ao reino

B. Nos doar à igreja do Senhor

C. Nos doar aos santos a quem o Senhor ama

D. Expressar nossa fé em Deus

E. Expressar nossa fidelidade a Deus – 1 Co 4.2 “Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.

F. Adorar a Deus

G. Reconhecer que tudo vem de Deus e que somos apenas seus mordomos. Sendo assim, entregar os dízimos com amor e contentamento deve ser uma prática de todo cristão.

H – Gratidão

 

 

3. Ofertando com amor. Ex 25.1,2;35.5

Deus convocou o povo de Israel para que levasse ofertas alçadas para a construção do santuário onde ele habitaria. Êxodo 25.2 O relato bíblico nos revela que foram feitas ofertas generosas ao Senhor. Ouro, prata e cobre. Tudo ofertado de coração por desejo próprio. Êxodo 35.5 Os israelitas se disponibilizaram para atender aquele pedido, ofertando com alegria e fartura. Ex 35.20-29.36.5-7

 

3.1. As ofertas no Antigo Testamento

Davi sabia reconhecer o valor terreno e espiritual das ofertas. Certa vez, ele se negou a receber de Araúna a doação de um terreno, pois disse, não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada. Segundo Samuel 24, 24. Após comprar o terreno de Araúna, o rei Davi construiu ali um altar para apresentar oferta ao Senhor. 2 Samuel 24, 25

 

3.2. As ofertas no Novo Testamento.

Logo no início das atividades da igreja em Jerusalém, entre as práticas marcantes daquela comunidade, que estavam a generosidade, a prontidão e a voluntariedade na contribuição financeira dos primeiros convertidos. Atos 2.42-47;2 Co 8.1-5.

No Novo Testamento, a ênfase dos dízimos e ofertas é na generosidade voluntária e alegre, motivada pelo amor e gratidão a Deus, e não pela obrigação de um percentual fixo ou pelo medo de uma maldição (2 Coríntios 9.7). A contribuição deve ser proporcional ao que se tem e à benção recebida.

3.3. Por que ofertar?

As ofertas voluntárias, além dos dízimos, são como a igreja mantém seus compromissos financeiros, incluindo a manutenção dos templos e o sustento de obreiros. Ao ofertar com liberalidade, o cristão mostra confiança em seus líderes, comprometimento com o trabalho que a igreja desenvolve. frente a isso, qualquer oferta vinda do desejo verdadeiro de servir e agradar a Deus é bem-vinda porque as ofertas também são uma maneira de adorar ao rei dos reis

 

CONCLUSAO

 

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