Dizimo se refere a 10 parte.
Era uma pratica comum no mundo
antigo, era pago a Reis e deuses.
O texto bíblico mais conhecido e
usado sobre o assunto e Malaquias 3.10,11
10 - Trazei todos os dízimos à
casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova
de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não
derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.
11 - E, por causa de vós,
repreenderá o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no
campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
"É o hábito regular pelo qual um cristão, procurando ser fiel ao ensino das Escrituras, separa para Deus pelo menos 10% de sua renda, como um reconhecimento das dádivas divinas e que Ele e o Senhor de tudo o que temos."
Gênesis 14. 18- 20.
Essa é a primeira vez que a Bíblia relata a entrega do
dízimo. Portanto, essa prática antecede as leis cerimoniais e judiciais do povo
judeu, transmitidas por intermédio de Moisés.
1.2. O dízimo nos dias de Jacó. Gênesis 28 18- 22
Assim como seu avô Abraão entregou o dízimo, Jacó prometeu
dar o dízimo de tudo ao Senhor, caso regressasse a salvo da viagem que estava
por fazer. Jacó disse que, se Deus não lhe deixasse faltar nada, ele levantaria
um altar e daria o dízimo de tudo. Aqui, Jacó mostrou a intenção de entregar o
dízimo como reconhecimento pelo favor de Deus
"Anos depois,
quando Jacó se reencontra com Esaú, Jacó oferece um presente de forma
insistente a Esaú. Gênesis 33, 11. Toma, peço-te a minha bênção que te foi
trazida, porque Deus graciosamente me atendado e porque tenho de tudo."
1.3. O dízimo nos dias de Moisés.
Nos dias de Moisés, a primeira referência ao dízimo ocorre
no livro de Levítico, levítico 27. 30 a 32. Depois disso, o dízimo é mencionado
em relação ao sustento dos sacerdotes, números 18. 20 a 32. No livro de
Deuteronômio, os dízimos são relacionados ao serviço do Senhor. Deuteronômio
14, 22 e 23.
A prática do Dízimo aparece na Lei Mosaica como obrigação
legal e sistemática para a nação de Israel.
Características do Dízimo Mosaico
1. Obrigatoriedade
Diferente do voto de Jacó, o dízimo se tornou um mandamento
de Deus para todo o povo de Israel. Era uma obrigação para cada israelita que
possuía terras ou rebanhos.
2. Dízimo em Produtos
O Dízimo era primeiramente dos produtos da terra (grãos,
vinho, azeite) e do gado/rebanho (Lv 27.30-32). Se o dízimo dos produtos da
terra fosse resgatado em dinheiro, um acréscimo de 20% era cobrado (Lv 27.31)
3. Múltiplos Dízimos (Interpretação)
Embora haja debates entre os estudiosos, muitas
interpretações sugerem a existência de pelo menos dois, e possivelmente três,
tipos de dízimos na lei mosaica:
- Dízimo Levítico/Sacerdotal (Nm 18)
- Dízimo da Festa Anual (Dt 14.22-27)
- Dízimo para os Pobres (Dt 14.28-29; 26.12-15)
4. Sem Penalidade Legal Direta
A Lei Mosaica não estipula uma punição civil específica para
quem não pagasse o Dízimo, mas era considerado uma transgressão moral grave
contra Deus, como visto em Malaquias 3. O ato de declarar diante de Deus que se
havia cumprido a obrigação era importante (Dt 26.12-15).
A Lei do Dízimo nos dias de Moisés era, portanto, um sistema
complexo e vital para a organização social, econômica e religiosa de Israel.
Ela garantia o sustento do sacerdócio, a manutenção do culto e a provisão para
os menos favorecidos, tudo como uma expressão da soberania de Deus sobre a
terra e a vida do Seu povo.
IMPORTANTE
O "roubo" mencionado em Malaquias 3 não era apenas
uma falha individual em dar 10%, mas um colapso sistêmico. Os sacerdotes e o
povo estavam negligenciando suas responsabilidades em relação aos dízimos e
ofertas, o que resultava na falta de sustento para os levitas e na paralisação
da obra do Templo. O povo não estava levando "todos os dízimos ao
celeiro" (Ml 3.10), indicando que os armazéns do Templo estavam vazios e o
sistema de sustento estava comprometido.
Alguns estudiosos também apontam que os sacerdotes podem ter
contribuído para o problema talvez por má administração ou desvio dos dízimos
que o povo trazia. No entanto, a repreensão direta em Malaquias 3.8-10 é para o
povo por não trazer a totalidade do que era devido.
2 - O dízimo no Novo Testamento.
No Novo Testamento, a ênfase na contribuição muda da
obrigatoriedade legal para a voluntariedade e generosidade, impulsionadas pela
graça e pelo amor de Cristo.
Mateus 23, 23.
2.1. Jesus falou sobre o dízimo
Alguns cristãos defendem a ideia de que a prática do dízimo
se limita ao tempo do AT, sendo totalmente dispensável no NT. Eles baseiam suas
observações em Mateus 23.23, quando Jesus disse: 'Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! Pois que dizimais da hortelã, do endro e do cominho e
desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis,
porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas'.
Jesus não repreendeu aqueles homens por entregar o dízimo,
mas pela hipocrisia de achar que cumpriam a Lei, mesmo sem se importar com o
próximo. Ou seja, dizimar é um ato de obediência, mas não nos exime de praticar
as boas obras que glorificam o Pai (Mt 5.16).
2.3. Por que dizimar?
Tanto no AT quanto no NT, a Bíblia Sagrada se refere ao
dízimo como um ato de fidelidade e reconhecimento de que tudo o que temos vem
de Deus. Sendo assim, vejamos algumas razões para dizimar.
A. Nos doar ao reino
B. Nos doar à igreja do Senhor
C. Nos doar aos santos a quem o Senhor ama
D. Expressar nossa fé em Deus
E. Expressar nossa fidelidade a Deus – 1 Co 4.2 “Ora, além
disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado
fiel”.
F. Adorar a Deus
G. Reconhecer que tudo vem de Deus e que somos apenas seus
mordomos. Sendo assim, entregar os dízimos com amor e contentamento deve ser
uma prática de todo cristão.
H – Gratidão
3. Ofertando com amor. Ex 25.1,2;35.5
Deus convocou o povo de Israel para que levasse ofertas
alçadas para a construção do santuário onde ele habitaria. Êxodo 25.2 O relato
bíblico nos revela que foram feitas ofertas generosas ao Senhor. Ouro, prata e
cobre. Tudo ofertado de coração por desejo próprio. Êxodo 35.5 Os israelitas se
disponibilizaram para atender aquele pedido, ofertando com alegria e fartura.
Ex 35.20-29.36.5-7
3.1. As ofertas no Antigo Testamento
Davi sabia reconhecer o valor terreno e espiritual das
ofertas. Certa vez, ele se negou a receber de Araúna a doação de um terreno,
pois disse, não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem
nada. Segundo Samuel 24, 24. Após comprar o terreno de Araúna, o rei Davi
construiu ali um altar para apresentar oferta ao Senhor. 2 Samuel 24, 25
3.2. As ofertas no Novo Testamento.
Logo no início das atividades da igreja em Jerusalém, entre
as práticas marcantes daquela comunidade, que estavam a generosidade, a
prontidão e a voluntariedade na contribuição financeira dos primeiros
convertidos. Atos 2.42-47;2 Co 8.1-5.
No Novo Testamento, a ênfase dos dízimos e ofertas é na
generosidade voluntária e alegre, motivada pelo amor e gratidão a Deus, e não
pela obrigação de um percentual fixo ou pelo medo de uma maldição (2 Coríntios
9.7). A contribuição deve ser proporcional ao que se tem e à benção recebida.
3.3. Por que ofertar?
As ofertas voluntárias, além dos dízimos, são como a igreja
mantém seus compromissos financeiros, incluindo a manutenção dos templos e o
sustento de obreiros. Ao ofertar com liberalidade, o cristão mostra confiança
em seus líderes, comprometimento com o trabalho que a igreja desenvolve. frente
a isso, qualquer oferta vinda do desejo verdadeiro de servir e agradar a Deus é
bem-vinda porque as ofertas também são uma maneira de adorar ao rei dos reis
CONCLUSAO

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