E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. Gênesis 26.14
A inveja, à luz da Bíblia e da psicologia, é a dor diante do bem do outro, um ressentimento que corrói o coração e destrói a comunhão.
Ela aparece cedo na Escritura, como em Caim, que “se irou” ao ver Deus aceitar a oferta de Abel (Gn 4.5). Psicologicamente, nasce da comparação constante e do sentimento de inferioridade.
É por isso que a Palavra adverte-nos a guardar o coração contra esse veneno silencioso.
No episódio de Gênesis 26.14, observamos que a prosperidade de Isaque - fruto direto da bênção divina - despertou nos filisteus um profundo incômodo.
A expressão “de maneira que os filisteus o invejavam” revela não apenas um sentimento, mas também um a postura de oposição ao agir de Deus na vida do patriarca.
Assim como José foi alvo de inveja dos seus irmãos (Gn 37.11), Isaque também enfrentou
a hostilidade gerada pelo olhar distorcido daqueles que não reconhecem a origem das dádivas.
A inveja opõe-se frontalmente ao amor ao próximo, virtude que celebra o bem do outro e alegra-se com 0 seu crescimento. Conforme Paulo ensina, “o amor não arde em ciúmes” (1 Co 13.4, ARA).
Enquanto a inveja fecha 0 coração e impede a graça de fluir, 0 amor simplesmente o abre para 0 Espírito, tornando-nos capazes de desejar o bem, partilhar alegrias e reconhecer a ação de Deus na vida alheia.
É no exercício do amor que curamos a alma da comparação destrutiva.
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus [...] de benignidade” (Cl 3.12).
A caminhada cristã exige que renunciem os aos sentimentos que nos afastam do Senhor e uns dos outros.
Quando vem os alguém prosperar, precisam os treinar 0 coração para bendizer, e não para rivalizar.
Que cada atitude nossa reflita 0 caráter de Cristo, para que sejam os bênção em meio ao mundo e testemunho vivo da graça que transforma 0 coração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário