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segunda-feira, 15 de junho de 2026

AMAR UNS AOS OUTROS

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros: como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. João 13.34-35

O mandamento apresentado por Jesus em João 13.34-35 não é novo apenas na forma, mas também na medida e na fonte. 

Amar “com o eu vos amei” desloca 0 amor do campo do sentimento para 0 da entrega sacrificial. 

Trata-se de um amor que nasce da cruz, que serve, perdoa e também se doa. 

Esse amor não é apenas exigência ética, mas também sinal visível da nova vida em Cristo. 

A identidade do discípulo não se prova por discursos, dons ou posições, mas por uma prática concreta:

amar 0 outro à semelhança de Cristo, tornando o Evangelho visível no cotidiano.

A reconciliação de Jacó com Esaú em Gênesis 33.1-10 ilustra de modo histórico essa verdade. 

Após anos de culpa, medo e separação, Jacó encontra o irmão não com espada, mas com quebrantamento. 

Aquele que antes enganara agora se humilha; o que fora ofendido agora abraça. 

0 reencontro revela que a graça de Deus transforma relações rompidas e restaura histórias marcadas pela dor. 

0 amor que reconcilia não apaga o passado, mas ressignifica-o. 

Onde havia rivalidade, Deus faz nascer comunhão; onde havia medo, Ele estabelece paz.

À luz dessa narrativa, três lições impõem-se à vida do crente. A primeira é que amar exige iniciativa espiritual: Jacó dá passos concretos em direção à reconciliação. 

A segunda é que amar pressupõe humildade, pois não há reconciliação sem renúncia do orgulho. 

E a terceira é que amar produz cura não apenas no outro, mas também em quem ama. 

0 Evangelho sempre nos chama a viver relacionamentos redimidos, nos quais o amor vence a lógica da vingança, e o perdão torna-se testemunho do agir de Deus na história humana. 

Quando o crente escolhe amar, ele torna-se sinal do Reino no presente. 

Amar como Cristo amou é permitir que a reconciliação alcance nossas relações, nossa com unidade e nossa geração. 

É assim que o mundo ainda hoje reconhece quem pertence verdadeiramente a Jesus.

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