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sábado, 31 de janeiro de 2026

Deus pode usar as circunstâncias para proteger e avançar o Seu plano.

 Vamos continuar com Atos 21:37-40, onde Paulo, agora preso, tem a oportunidade de falar com a multidão que o acusava. Este episódio destaca a coragem de Paulo em falar em nome do evangelho, sua habilidade de se comunicar e a defesa da sua missão diante das autoridades. A forma como ele usa sua cidadania romana também é uma lição sobre como Deus pode usar as circunstâncias para proteger e avançar o Seu plano.

Texto: Atos 21:37-40

37 Quando Paulo estava para ser introduzido na fortaleza, disse ao comandante: "Posso falar contigo?" E ele disse: "Sabes o grego?"
38 "Não és tu aquele egípcio que, antes destes dias, excitou uma revolta e conduziu quatro mil sicários ao deserto?"
39 Paulo, porém, disse: "Eu sou judeu, de Tarso, cidade da Cilícia, um cidadão de uma cidade não insignificante; peço-te, permite-me falar ao povo."
40 O comandante, permitindo-lhe, Paulo se pôs de pé na escada e fez sinal com a mão ao povo. Quando houve grande silêncio, ele falou-lhes em língua hebraica, dizendo:

Reflexões sobre Atos 21:37-40:

  1. A Coragem de Paulo em Defender o Evangelho:
    Mesmo preso e na presença de autoridades romanas, Paulo não perde a oportunidade de se comunicar e defender sua missão. Ele usa sua voz e sua posição para testemunhar sobre o evangelho, algo que ele sempre fez, independentemente das circunstâncias. Esse é um exemplo claro de coragem cristã: estar disposto a falar em nome de Cristo, mesmo quando há grande risco ou oposição. Paulo não se deixou intimidar pela situação, mas permaneceu firme em sua missão.

  2. A Sabedoria de Paulo ao Usar sua Cidadania Romana:
    Ao se identificar como cidadão romano, Paulo usa sua posição para garantir mais proteção. Embora fosse um homem de fé, Paulo também sabia usar suas circunstâncias e sua cidadania de maneira sábia para proteger a si mesmo e continuar sua missão. Isso nos ensina que devemos ser inteligentes e usar os recursos e as oportunidades que Deus nos dá para cumprir a Sua vontade, sempre com sabedoria.

  3. O Poder da Comunicação:
    Quando Paulo percebe que o comandante não o reconhece como judeu, ele usa o fato de ser cidadão romano e sua capacidade de falar grego para estabelecer uma conexão. Quando se prepara para falar à multidão, ele faz isso na língua hebraica, mostrando seu conhecimento cultural e sua habilidade de comunicar a mensagem de maneira eficaz para diferentes públicos. Isso nos lembra da importância da comunicação clara e contextualizada ao compartilhar a mensagem do evangelho.

  4. A Sensibilidade Cultural de Paulo:
    O fato de Paulo falar à multidão em hebraico é uma demonstração de sua sensibilidade cultural e sua compreensão de seu público. Ele sabia que, para alcançar o coração dos judeus, seria necessário usar a língua e o contexto cultural em que eles estavam familiarizados. A habilidade de Paulo de se adaptar ao seu público sem comprometer a mensagem do evangelho é uma lição importante para nós ao compartilharmos nossa fé com outros.

Reflexões para a Vida Cristã:

  1. Coragem para Falar em Nome de Cristo: Como Paulo, somos chamados a falar a verdade do evangelho com coragem, mesmo diante de dificuldades ou oposição. Quando enfrentamos desafios, podemos nos perguntar: "Estou pronto para falar sobre minha fé, mesmo quando é difícil ou arriscado?"

  2. Sabedoria em Usar os Recursos de Deus: Paulo usou sua cidadania romana de forma estratégica para proteger sua vida e seu ministério. Isso nos desafia a pensar sobre como podemos usar os recursos e oportunidades que Deus nos dá, como nossas habilidades, experiências e circunstâncias, para avançar o Seu reino.

  3. Comunicação Eficaz do Evangelho: Assim como Paulo, devemos ser sensíveis ao público com o qual estamos nos comunicando. Devemos aprender a adaptar a maneira como compartilhamos o evangelho para que seja compreensível e relevante para aqueles que nos ouvem, sem comprometer a mensagem.

  4. Sensibilidade Cultural ao Compartilhar a Fé: A capacidade de Paulo de falar em hebraico, a língua do seu povo, mostra sua sensibilidade cultural. Ao compartilhar o evangelho, precisamos estar atentos às culturas e contextos das pessoas com quem estamos falando, para sermos mais eficazes em nossa comunicação.

Aplicações Práticas:

  1. Seja Corajoso em Compartilhar Sua Fé: Mesmo em circunstâncias difíceis, não deixe de falar sobre sua fé. Pergunte a si mesmo: "Como posso ser mais corajoso ao compartilhar minha fé, mesmo quando a situação não é favorável?"

  2. Use os Recursos e Oportunidades com Sabedoria: Reflita sobre como você pode usar suas habilidades e oportunidades para avançar o Reino de Deus. Pergunte a si mesmo: "Estou usando as oportunidades e recursos que Deus me deu para Sua glória?"

  3. Aprenda a Comunicar o Evangelho de Forma Eficaz: Seja sensível ao contexto e às necessidades daqueles a quem você está falando. Pergunte a si mesmo: "Como posso adaptar minha comunicação para ser mais eficaz ao compartilhar o evangelho, sem comprometer sua essência?"

  4. Seja Sensível à Cultura ao Compartilhar Sua Fé: Quando se comunicar com pessoas de diferentes culturas, procure aprender sobre suas necessidades e valores, para ser mais eficaz na apresentação do evangelho. Pergunte a si mesmo: "Como posso me adaptar ao contexto cultural das pessoas com quem estou compartilhando minha fé?"

Oração Final:

Senhor Deus,
Obrigado pela coragem de Paulo em sempre falar a verdade, mesmo diante da adversidade. Ajuda-nos a ser corajosos ao compartilhar nossa fé, a usar com sabedoria os recursos e as oportunidades que Tu nos dás, e a comunicar o evangelho de forma clara e eficaz. Dá-nos sensibilidade cultural ao falar com os outros, para que possamos alcançar muitos com a Tua mensagem de salvação.
Em nome de Jesus,
Amém.


Se desejar, podemos continuar para os próximos versículos ou refletir sobre outras lições de Paulo.

O jejum nos fortalece espiritualmente - Ne 1.4

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Texto: Mateus 6:16-18 (NVI)

16 "Quando jejuarem, não fiquem com rostos tristes, como os hipócritas, pois eles desfiguram o rosto para que os outros vejam que estão jejuando. Em verdade, lhes digo que já receberam a recompensa.
17 Mas, quando você jejuar, unja a cabeça e lave o rosto,
18 para que o seu jejum seja visto, não pelos outros, mas pelo seu Pai, que está em secreto; e o seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.

1. Observação - O que o texto diz?

Primeiro, vamos observar o que o texto diz de maneira direta. Aqui estão alguns pontos importantes:

  • Jejum e Hipocrisia (versos 16-17): Jesus fala sobre como os fariseus e hipócritas jejuavam. Eles desfiguravam seus rostos para que as pessoas soubessem que estavam jejuando. Mas Jesus nos ensina a não fazer isso, a não chamar a atenção para nossas práticas espirituais. Em vez disso, devemos cuidar de nossa aparência para que o jejum seja uma prática entre nós e Deus.

  • Recompensa do Pai (verso 18): O Pai que vê em secreto recompensará aqueles que jejuam de maneira sincera. O foco é a relação íntima com Deus e não a aprovação dos outros.


2. Interpretação - O que o texto significa?

Agora, vamos interpretar o que o texto está nos dizendo de forma mais profunda.

  • Jejum e Hipocrisia: O jejum é uma prática espiritual importante, mas Jesus está nos ensinando que ele deve ser praticado com o coração certo, sem o desejo de impressionar os outros. A hipocrisia é uma atitude externa que visa impressionar as pessoas, mas que não reflete uma mudança interior genuína. A verdadeira adoração e jejum devem ser privados e entre você e Deus.

  • Recompensa do Pai: A recompensa que Deus dá não é algo que buscamos pela visibilidade ou reconhecimento público. A recompensa do Pai é muito mais valiosa do que a aprovação humana. Ela é baseada na sinceridade do nosso coração e na nossa motivação em buscá-Lo em secreto


3. Aplicação - O que eu faço com isso?

Agora, vamos aplicar as lições desses versos à nossa vida cotidiana.

  • Jejum e Práticas Espirituais: Como você tem se envolvido em práticas espirituais, como jejum, oração e leitura da Bíblia? Você tem feito isso com o objetivo de agradar a Deus ou de ser reconhecido pelas pessoas? O desafio aqui é refletir sobre as nossas motivações. Devemos buscar a Deus com sinceridade, independentemente de sermos vistos ou elogiados por outras pessoas.

  • Foco nas Recompensas Eternas: Em vez de buscar recompensas temporárias, como a aprovação dos outros, devemos nos concentrar em agradar a Deus. Pergunte-se: "Estou acumulando tesouros no céu por meio das minhas ações e escolhas, ou estou mais preocupado com o que as pessoas pensam de mim agora?" Avalie suas prioridades e peça a Deus para ajudá-lo a viver para o Seu reino e Sua glória.


Conclusão

Este trecho de Mateus 6:16-18 nos desafia a viver com sinceridade em nossa relação com Deus. Devemos evitar a hipocrisia e buscar o Pai em secreto, com a motivação correta. Além disso, somos lembrados de que o que realmente importa não são os bens temporais que possuímos, mas os tesouros que acumulamos no céu, através de uma vida de obediência e dedicação a Deus.

Este estudo nos convida a refletir sobre as nossas motivações nas práticas espirituais e a focar no que é eterno, não no que é passageiro.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Este episódio revela lições sobre resistência à injustiça, a fidelidade à missão de Deus e o poder de Deus para proteger Seus servos

 Vamos continuar com Atos 21:27-36, onde Paulo é preso em Jerusalém após ser erroneamente acusado pelos judeus de profanar o templo. A situação se torna tensa, e Paulo é quase linchado pela multidão, mas é salvo pela intervenção das autoridades romanas. Este episódio revela lições sobre resistência à injustiça, a fidelidade à missão de Deus e o poder de Deus para proteger Seus servos.

Texto: Atos 21:27-36

27 Quando os sete dias estavam prestes a ser completados, os judeus da província da Ásia, ao verem Paulo no templo, agitaram toda a multidão e o apoderaram,
28 gritando: "Israelitas, socorro! Este é o homem que ensina a todos por toda parte contra o povo, contra a lei e contra este lugar; e, além disso, trouxe gregos para o templo e profanou este santo lugar."
29 Pois haviam visto com ele na cidade a Trófimo de Éfeso, a quem julgavam ter levado para o templo.
30 Toda a cidade se agitou, e o povo correu para o local; apoderaram-se de Paulo e o arrastaram para fora do templo, imediatamente fechando as portas.
31 Enquanto estavam tentando matá-lo, a notícia chegou ao comandante da corte de que toda Jerusalém estava em confusão.
32 Ele logo tomou consigo soldados e centuriões e correu para o local. Quando os judeus viram o comandante e os soldados, cessaram de bater em Paulo.
33 O comandante, aproximando-se, prendeu-o e mandou que o levassem com duas correntes. Então perguntou: "Quem é este homem e o que fez?"
34 Alguns da multidão gritavam uma coisa, e outros, outra; e, como a confusão era grande e o comandante não podia saber com certeza o que estava acontecendo, ordenou que levassem Paulo para a fortaleza.
35 Quando chegaram à escada, Paulo foi carregado pelos soldados por causa da violência da multidão,
36 pois a multidão do povo seguia gritando: "Tire-o da face da terra!"

Reflexões sobre Atos 21:27-36:

  1. A Injustiça Contra Paulo:
    Paulo é preso após ser falsamente acusado de profanar o templo, uma acusação sem fundamento. A situação é marcada pela injustiça, pois ele não havia feito nada do que lhe foi imputado. Esse episódio nos ensina que, como cristãos, podemos ser mal interpretados ou injustiçados por nossa fé. No entanto, devemos confiar em Deus para nos defender e nos proteger, assim como Ele fez com Paulo, evitando que a multidão o matasse.

  2. A Reação da Multidão e a Confusão:
    A multidão reage com violência e acusações, sem realmente entender o que estava acontecendo. A falta de entendimento e discernimento na sociedade pode levar a reações impensadas e prejudiciais. Isso nos ensina que devemos ser cuidadosos com as acusações precipitadas e buscar entender as situações de forma justa antes de tomar ações.

  3. Deus Usa a Autoridade Romana para Proteger Paulo:
    A intervenção das autoridades romanas, embora motivada por questões de ordem pública, serve para salvar a vida de Paulo. Deus usa as circunstâncias e até mesmo autoridades que não são cristãs para cumprir Seus planos e proteger Seus servos. Isso nos lembra que Deus pode agir através de qualquer pessoa ou situação para proteger e cumprir Seu propósito em nossas vidas.

  4. A Perseverança de Paulo na Missão:
    Mesmo diante da oposição e do perigo de morte, Paulo não desiste de sua missão. Ele permanece firme na pregação do evangelho, sabendo que as dificuldades e a perseguição fazem parte do caminho cristão. Isso nos desafia a refletir sobre nossa própria perseverança na fé e no serviço a Deus, mesmo quando enfrentamos dificuldades ou incompreensão.

Reflexões para a Vida Cristã:

  1. Lidar com Injustiça e Perseguição: Assim como Paulo, podemos ser acusados injustamente ou mal interpretados por nossa fé. Como reagimos quando isso acontece? Podemos aprender a confiar em Deus e em Sua justiça, mesmo quando somos maltratados ou incompreendidos, sabendo que Ele está no controle de todas as coisas.

  2. Cuidado com as Acusações Precipitadas: A multidão em Jerusalém reagiu de forma impulsiva, sem realmente entender o que estava acontecendo. Isso nos ensina a ser cuidadosos ao formar julgamentos ou espalhar acusações sem antes investigar os fatos. Precisamos ser mais reflexivos e compassivos em nossas relações com os outros.

  3. Confiar em Deus para Proteger Seus Servos: Assim como Paulo foi protegido pela intervenção das autoridades romanas, podemos confiar que Deus usará qualquer meio necessário para proteger Seus filhos e cumprir Seu plano. Em momentos de perigo, podemos descansar em Sua soberania e confiar que Ele cuida de nós.

  4. Permanecer Fiel à Missão: Paulo não desistiu da missão, mesmo diante de grande oposição. Isso nos desafia a manter nossa fé e nosso compromisso com o evangelho, independentemente das dificuldades que enfrentamos. Devemos estar prontos para perseverar, sabendo que a missão de Deus é mais importante do que qualquer sofrimento temporário.

Aplicações Práticas:

  1. Responda com Confiança em Deus ao Ser Injustiçado: Quando você enfrentar perseguição ou for mal interpretado por sua fé, lembre-se de que Deus está no controle. Confie que Ele fará justiça e que, mesmo na adversidade, Ele está com você.

  2. Evite Julgamentos Precipitados: Se você se deparar com uma situação que envolva acusações contra outra pessoa, procure investigar com calma e justiça antes de tirar conclusões. Procure entender as situações em sua totalidade.

  3. Confie que Deus usará Circunstâncias para Proteger Seu Plano: Quando se sentir em perigo ou vulnerável, lembre-se de que Deus é capaz de usar qualquer situação, até mesmo autoridades seculares, para cumprir Sua vontade e proteger você. Confie em Sua proteção e providência.

  4. Mantenha-se Fiel ao Chamado de Deus, Mesmo nas Dificuldades: Se você estiver enfrentando dificuldades ou perseguições por causa da sua fé, lembre-se de que Deus está com você e que Sua missão é mais importante do que qualquer obstáculo. Permaneça firme e fiel no cumprimento do Seu chamado.

Oração Final:

Senhor Deus,
Obrigado pela proteção que nos dá em momentos de adversidade, assim como protegeste Paulo. Ajuda-nos a confiar em Ti quando enfrentamos injustiças e perseguições, sabendo que Tu estás no controle e que nenhuma dificuldade é maior do que a Tua soberania. Dá-nos força para continuar firmes em nossa missão, mesmo diante das dificuldades, e para viver com sabedoria, evitando julgamentos precipitados.
Em nome de Jesus,
Amém.


Se desejar, podemos continuar com os próximos versículos ou refletir sobre outros aspectos desta passagem.

Deus se agrada do jejum dos seus servos - Jl 2.12

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Lição 5 - Bem-aventurados os mansos

Este trecho nos ensina sobre a importância da sensibilidade cultural, da sabedoria ao lidar com diferentes contextos e da obediência a conselhos sábios em nossa caminhada cristã.

 Vamos continuar com Atos 21:15-26, onde Paulo chega a Jerusalém, é recebido pelos líderes da igreja e segue as instruções dadas por Tiago e os anciãos para evitar um conflito com os judeus. Este trecho nos ensina sobre a importância da sensibilidade cultural, da sabedoria ao lidar com diferentes contextos e da obediência a conselhos sábios em nossa caminhada cristã.

Texto: Atos 21:15-26

15 Depois de alguns dias, partimos para Jerusalém.
16 Alguns dos discípulos de Cesareia também nos acompanharam, trazendo um homem de Chipre chamado Maná, velho discípulo, com quem nos hospedamos.
17 Quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
18 No dia seguinte, Paulo foi com os nossos a Tiago, e todos os anciãos estavam presentes.
19 Depois de saudá-los, Paulo lhes relatou, detalhadamente, tudo o que Deus fizera entre os gentios pelo seu ministério.
20 Quando ouviram isso, glorificaram a Deus e disseram-lhe: "Vês, irmão, quantos milhares há entre os judeus que creram, e todos eles são zelosos da lei.
21 E agora, ouviram dizer a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatar da lei de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem seus filhos nem observem as tradições.
22 Que fazer, pois? Sem dúvida, a multidão se reunirá, porque ouvirão que vieste.
23 Faze, portanto, o que te dizemos: temos quatro homens que fizeram voto.
24 Toma-os contigo, purifica-te com eles e paga as suas despesas, para que todos saibam que não há nada do que ouviram a teu respeito, mas que tu mesmo andas ordenadamente, guardando a lei.
25 Mas quanto aos gentios que creram, nós escrevemos, decidindo que não devem guardar coisa alguma disso, exceto que se abstenham da carne sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual."
26 Então Paulo tomou consigo os homens, no dia seguinte, e, purificando-se com eles, entrou no templo, anunciando que se cumpririam os dias da purificação, até que se oferecesse o sacrifício por cada um deles.

Reflexões sobre Atos 21:15-26:

  1. A Recepção dos Irmãos em Jerusalém:
    Paulo chega a Jerusalém e é calorosamente recebido pelos irmãos, mostrando a unidade da igreja, mesmo com as diferenças culturais e étnicas. O acolhimento dos discípulos de Jerusalém é uma demonstração do amor e da fraternidade cristã, onde, independentemente da origem, todos são unidos em Cristo. Isso nos ensina sobre a importância da hospitalidade e da unidade no corpo de Cristo.

  2. O Relato de Paulo sobre o Trabalho com os Gentios:
    Paulo compartilha com os líderes da igreja de Jerusalém as maravilhosas obras que Deus havia feito entre os gentios. Seu ministério gerou frutos, e ele faz questão de dar glória a Deus por cada conversão. Isso nos desafia a sempre reconhecer que o trabalho que fazemos no Reino de Deus é pela graça de Deus, e devemos sempre ser gratos pelas vitórias que Ele nos dá.

  3. Sensibilidade Cultural e Sabedoria Prática:
    Os líderes de Jerusalém, ao ouvirem o relatório de Paulo, percebem o risco de um conflito com os judeus que ainda seguiam as tradições da lei, mas que haviam se convertido ao cristianismo. Para evitar esse conflito, eles sugerem que Paulo participe de um ritual de purificação no templo, junto com outros homens que haviam feito um voto. Essa sugestão reflete a sabedoria em navegar por questões culturais, respeitando as tradições enquanto se mantém fiel ao evangelho. A sensibilidade de Paulo para com os judeus cristãos mostra que, embora ele fosse radical na pregação do evangelho, ele também era cuidadoso para não desnecessariamente escandalizar aqueles que eram mais fracos na fé.

  4. Obediência ao Conselho dos Líderes:
    Mesmo sendo um apóstolo com um ministério significativo, Paulo escolhe seguir o conselho de Tiago e dos outros anciãos, demonstrando humildade e obediência à liderança da igreja. Isso nos ensina a importância de ouvir e seguir conselhos sábios, mesmo quando sentimos que temos autoridade ou uma missão direta de Deus. A verdadeira liderança é aquela que sabe se submeter quando necessário e trabalha em unidade com a comunidade de fé.

  5. A Paz Entre os Gentios e os Judeus Cristãos:
    A decisão de não exigir que os gentios guardem a lei judaica, exceto em questões relacionadas à pureza e à moralidade, reflete a resolução de conflitos entre os judeus e os gentios na igreja primitiva. Esse equilíbrio entre respeitar as tradições e garantir a liberdade cristã é uma lição importante para nós hoje, à medida que buscamos viver em harmonia com diferentes culturas dentro da igreja global.

Reflexões para a Vida Cristã:

  1. Buscar a Unidade no Corpo de Cristo: Paulo foi bem recebido em Jerusalém, mesmo com as diferenças culturais entre os cristãos de origem judaica e gentílica. A igreja é um lugar onde as diferenças devem ser superadas pelo amor e pela unidade em Cristo. Estamos fazendo a nossa parte para promover a unidade no corpo de Cristo, ou estamos alimentando divisões?

  2. Ser Sensível às Questões Culturais e Relacionamentos: A decisão de Paulo de seguir o conselho dos líderes em Jerusalém mostra a importância da sensibilidade cultural. Às vezes, podemos ser chamados a agir de maneira sábia para evitar conflitos desnecessários, sem comprometer nossa fé. Como podemos ser mais sensíveis às questões culturais e respeitar as diferentes crenças e práticas dentro da igreja, sem comprometer os princípios fundamentais do evangelho?

  3. Submeter-se à Liderança da Igreja: Mesmo com o seu vasto ministério e autoridade, Paulo se submete à liderança da igreja em Jerusalém. Isso nos desafia a refletir sobre como temos tratado os líderes em nossa comunidade e se estamos dispostos a aceitar conselhos e orientações sábias para o bem da igreja.

  4. Proclamar o Evangelho com Sabedoria: O fato de Paulo não exigir que os gentios guardem toda a lei, mas pedir que eles se abstenham de práticas imorais, demonstra uma sabedoria pastoral. Ao compartilharmos o evangelho, devemos ser sábios em como aplicamos as Escrituras, levando em consideração o contexto cultural das pessoas a quem estamos falando.

Aplicações Práticas:

  1. Promova a Unidade no Corpo de Cristo: Busque viver em harmonia com os irmãos da igreja, valorizando as diferenças, mas mantendo o foco em Cristo. Pergunte a si mesmo: "Como posso contribuir para a unidade em minha igreja e na comunidade cristã em geral?"

  2. Seja Sensível às Culturas e Religiões: Ao interagir com pessoas de diferentes origens culturais ou religiosas, procure ser sensível e respeitoso. Pergunte a si mesmo: "Estou sendo sábio ao lidar com as diferenças culturais e com as práticas de outras pessoas em minha igreja ou comunidade?"

  3. Busque a Sabedoria na Liderança da Igreja: Se você tem um papel de liderança, seja humilde e aberto a conselhos. Se você não está em uma posição de liderança, confie em seus líderes e ore por eles. Pergunte a si mesmo: "Estou buscando sabedoria e orientação de meus líderes espirituais?"

  4. Compartilhe o Evangelho com Sabedoria: Ao falar sobre o evangelho, seja sensível ao contexto e à cultura das pessoas, sem comprometer a verdade. Pergunte a si mesmo: "Como posso aplicar o evangelho de maneira que seja sensível ao contexto cultural e ainda permaneça fiel à verdade?"

Oração Final:

Senhor Deus,
Obrigado pelo exemplo de Paulo, que nos ensina a viver com sabedoria, sensibilidade cultural e humildade em relação à liderança da igreja. Ajuda-nos a promover a unidade entre os irmãos, respeitando as diferenças, mas mantendo o foco no que nos une em Cristo. Dá-nos sabedoria para navegar nas complexidades da vida cristã e para viver de maneira que honre o Teu nome em todas as circunstâncias.
Em nome de Jesus,
Amém.


Se desejar, podemos continuar com a próxima seção ou refletir mais sobre os aspectos dessa passagem.

A busca pelo Senhor em jejum - 2 Cr 20.3

 Título: A busca pelo Senhor em jejum

Texto Base: 2 Crônicas 20:3

"Então Jehosafá temeu, e pôs o seu rosto para buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá." (2 Crônicas 20:3, ARA)

Meditação
Este versículo nos leva a uma poderosa reflexão sobre como devemos reagir diante dos desafios da vida. Jehosafá, ao ser informado de uma grande ameaça vinda dos inimigos de Judá, ficou aterrorizado, como qualquer um de nós ficaria diante de uma situação desesperadora. No entanto, sua primeira reação não foi fugir ou tomar ações militares imediatas, mas ele "pôs o seu rosto para buscar ao Senhor", proclamando um jejum em todo o reino.

O jejum, neste contexto, não é apenas uma prática religiosa, mas um gesto profundo de humildade, arrependimento e dependência de Deus. Jehosafá sabia que, diante de um problema que estava além do seu controle, ele precisava buscar a ajuda divina. Ao convocar o povo para jejuar, ele estava fazendo mais do que apenas um ritual; ele estava unificando o povo de Judá em um clamor conjunto ao Senhor, reconhecendo que apenas Deus poderia salvar a nação.

Reflexão
Quantas vezes nós, em nossos momentos de aflição, buscamos soluções rápidas ou nos apoiamos apenas em nossas forças? O exemplo de Jehosafá nos ensina que, diante das crises, a primeira atitude deve ser buscar a face de Deus com humildade, oração e jejum. Não se trata de forçar a mão de Deus, mas de reconhecer nossa dependência total Dele e a fé de que Ele tem o controle de todas as coisas. O jejum, como vimos, é um sinal de que estamos entregando nossa vida a Ele, confiando em Sua soberania.

Aplicação Prática
Em momentos de dificuldades ou desafios, podemos seguir o exemplo de Jehosafá. Se estamos enfrentando dificuldades pessoais, familiares, profissionais ou até espirituais, que tal começar com um momento de jejum e oração, buscando a direção e intervenção de Deus? Não precisamos esperar para estar em uma crise extrema. Ao estabelecer uma prática regular de oração e jejum, podemos fortalecer nossa intimidade com Deus e aprender a confiar mais profundamente em Sua providência.

Deus sempre responde aos corações sinceros que O buscam, e assim como em 2 Crônicas 20, Ele pode agir poderosamente em nossas vidas, trazendo a solução e a paz que precisamos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Esse trecho revela o processo de discernimento da vontade de Deus, a coragem em seguir o chamado de Deus, mesmo diante das adversidades, e a importância de se submeter à soberania de Deus.

 Vamos continuar com Atos 21:1-14, onde Paulo se aproxima de Jerusalém e enfrenta os conselhos e as preocupações dos discípulos, que preveem dificuldades à sua chegada. Esse trecho revela o processo de discernimento da vontade de Deus, a coragem em seguir o chamado de Deus, mesmo diante das adversidades, e a importância de se submeter à soberania de Deus.

Texto: Atos 21:1-14

1 Depois de nos separarmos deles, partimos e navegamos diretamente para Cos, e, no dia seguinte, para Rodes, e dali para Pátara.
2 Encontrando um navio que atravessava para a Fenícia, embarcamos e partimos.
3 Tendo avistado a ilha de Chipre e deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e desembarcamos em Tiro. Ali o navio devia descarregar sua carga.
4 Procuramos os discípulos e permanecemos ali sete dias. E, pelo Espírito, estes disseram a Paulo que não subisse a Jerusalém.
5 Mas, terminados aqueles dias, partimos e seguimos o nosso caminho, acompanhados por todos, com mulheres e filhos, até fora da cidade. E, depois de orarmos uns pelos outros, nos despedimos.
6 Em seguida embarcamos no navio e voltamos para casa.
7 Quando completamos a viagem de Tiro a Ptolemaida, saudamos os irmãos e ficamos com eles um dia.
8 No dia seguinte, partimos e chegamos a Cesareia, e entrando na casa de Filipe, o evangelista, um dos sete, ficamos com ele.
9 Este tinha quatro filhas virgens, que profetizavam.
10 E, ficando ali por alguns dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo.
11 Ele, vindo ter conosco, tomou o cinto de Paulo, e, amarrando os próprios pés e as mãos, disse: "Assim diz o Espírito Santo: 'O judeus em Jerusalém amarrarão desta maneira o homem dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios.'"
12 Quando ouvimos isso, tanto nós como os do lugar rogamos a Paulo que não subisse a Jerusalém.
13 Paulo, porém, respondeu: "Que fazeis, chorando e quebrantando o meu coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus."
14 E, como não pudemos dissuadi-lo, então, dissemos: "Faça-se a vontade do Senhor."

Reflexões sobre Atos 21:1-14:

  1. A Direção do Espírito e o Discernimento de Paulo:
    Em Tiro, os discípulos, "pelo Espírito", advertiram Paulo sobre o perigo que o aguardava em Jerusalém. Embora eles tenham sido sinceros em seu desejo de proteger Paulo, o apóstolo estava ciente de que o Espírito o chamava para Jerusalém, mesmo sabendo que ele enfrentaria prisão e tribulações. Isso nos ensina que, por mais que os conselhos de outros cristãos sejam valiosos, precisamos ouvir e seguir a direção do Espírito em nossa vida, mesmo quando ela nos leva por caminhos difíceis.

  2. A Coragem de Seguir o Chamado de Deus:
    Paulo demonstrou grande coragem ao decidir ir a Jerusalém, apesar dos avisos e da pressão de seus amigos. Ele estava disposto a sofrer e até mesmo morrer, se fosse necessário, por causa do nome de Jesus. Esse nível de compromisso com o chamado de Deus desafia a nossa própria disposição de seguir a Deus incondicionalmente, independentemente das dificuldades e adversidades que possam surgir.

  3. A Submissão à Soberania de Deus:
    Quando os discípulos, tanto em Tiro quanto em Cesareia, tentam dissuadir Paulo, ele mostra que, apesar da dor e do sofrimento iminente, ele está em paz com a vontade de Deus. "Faça-se a vontade do Senhor", foi a conclusão dos discípulos, demonstrando que, em última instância, nossa vida deve ser dirigida pela soberania de Deus. Mesmo quando não entendemos completamente os planos de Deus ou quando eles envolvem sofrimento, devemos confiar que Sua vontade é perfeita e boa.

  4. A Comunidade Cristã e a Solidariedade no Caminho:
    Um dos aspectos mais poderosos dessa passagem é ver a comunidade cristã unida em oração e em apoio a Paulo. Mesmo que Paulo tivesse uma missão clara e um chamado do Senhor, os irmãos e irmãs estavam preocupados com ele e o acompanhavam com orações. Isso nos lembra da importância de sermos uma comunidade que se apoia mutuamente, intercedendo uns pelos outros, especialmente quando nossos irmãos enfrentam desafios.

Reflexões para a Vida Cristã:

  1. Ouça a Voz do Espírito: Assim como Paulo, devemos estar atentos à direção do Espírito em nossas vidas. Os avisos e conselhos podem ser importantes, mas devemos discernir o que Deus realmente está pedindo de nós. Pergunte a si mesmo: "Estou ouvindo e seguindo o Espírito, mesmo quando a jornada parece difícil?"

  2. Coragem para Cumprir o Chamado de Deus: Seguir a vontade de Deus muitas vezes envolve desafios e dificuldades. A coragem de Paulo em enfrentar o sofrimento por causa do evangelho é um modelo para nós. Estamos dispostos a seguir Deus, mesmo quando isso nos leva por caminhos difíceis?

  3. Submissão à Soberania de Deus: Assim como os discípulos de Paulo em Éfeso, precisamos aprender a confiar plenamente na vontade de Deus, mesmo quando não entendemos completamente os Seus planos. A vontade de Deus deve ser nossa prioridade, e precisamos orar para que sejamos obedientes a Ele em todas as situações.

  4. Cuidado e Apoio na Comunidade Cristã: A comunidade cristã deve ser um lugar de apoio mútuo e intercessão. Quando nossos irmãos enfrentam dificuldades, devemos nos unir a eles em oração e encorajamento. Pergunte a si mesmo: "Como posso ser mais solidário e orar pelos meus irmãos e irmãs na fé?"

Aplicações Práticas:

  1. Discernir a direção do Espírito: Quando enfrentar decisões difíceis, ore por discernimento do Espírito Santo e confie em Sua direção, mesmo que ela nos leve para um caminho difícil ou incerto.

  2. Coragem para seguir o chamado de Deus: Não se deixe deter pelos desafios ou pelas dificuldades. Tenha coragem para seguir o chamado de Deus, sabendo que Ele estará com você em todos os momentos.

  3. Submeter-se à vontade de Deus: Se você está em uma situação de incerteza ou dor, busque a paz em saber que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Submeta-se a Ele e confie em Sua soberania.

  4. Apoiar os outros na comunidade cristã: Se você vê um irmão ou irmã passando por dificuldades, ofereça seu apoio, interceda por eles em oração e caminhe com eles em solidariedade.

Oração Final:

Senhor Deus,
Obrigado pelo exemplo de Paulo, que nos ensina a ouvir a Tua voz e a seguir o Teu chamado, mesmo quando ele nos leva por caminhos difíceis. Dá-nos coragem para cumprir a Tua vontade, sabendo que Tu estás conosco em todas as circunstâncias. Ajuda-nos a confiar plenamente na Tua soberania, mesmo quando não entendemos os Seus planos, e que possamos ser uma comunidade que se apoia mutuamente, orando uns pelos outros.
Em nome de Jesus,
Amém.


Se desejar, podemos continuar para os próximos versículos ou refletir mais sobre os temas dessa passagem.

LIÇÃO 5 - A IMPORTANCIA DO JEJUM NA VIDA DO DISCIPULO DE CRISTO

 

Introdução
Texto de Referência : 

1 - Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

16 - E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
17 - Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,
18 - para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.

1 - Compreendendo o Jejum
Precisamos compreender biblicamente qual é a maneira correta de fazer uso da prática do Jejum e o seu propósito.


O que é o Jejum Bíblico ?
O Jejum Bíblico é a abstinência voluntária de alimentos (ou de algo lícito), por um período determinado, com o propósito espiritual de buscar a Deus, humilhar-se diante d'Ele, consagrar-se, orar e alinhar o coração à Sua vontade.
O Jejum Bíblico não é um ritual para impressionar a Deus, mas uma disciplina espiritual que nos aproxima d'Ele, silencia a carne e fortalece o espírito.
O Jejum Bíblico não é uma dieta para perda de peso, um ritual mecânico, um meio de barganhar favores divinos ou uma demonstração pública de espiritualidade. 
O Jejum Bíblico não deve ser usado para tentar convencer Deus a fazer a vontade humana, nem como penitência para "pagar" pecados, pois isso ignora a Graça.

Na cultura bíblica,  o termo "Jejum" no hebraico é "Tsom" e no grego é "nesteia" ambos referem-se especificamente ao ato de comer alimentos. Isso acontece porque o alimento é a nossa dependência biológica mais básica. Ao jejuar comida, você declara: "A minha vida depende mais de Deus do que do pão".

Sobre Abstenção de Outros Prazeres
A Bíblia também apresenta o conceito de privação de outras coisas para fins espirituais. O apóstolo Paulo, por exemplo, fala sobre a abstinência temporária de relações sexuais no casamento para que o casal se dedique à oração (1Co 7:5).
Isso abre o precedente para que muitos cristãos chamam hoje de "Jejum de Propósito" que podem incluir: Deixar de lado por algum tempo o que consome muito do seu tempo e atenção para busca de valores espirituais em oração.

Quais são os Elementos centrais do Jejum Bíblico ?
(a) É espiritual, não apenas físico (Is 58:3-7; Mt 6:16-18)
(b) Envolve humilhação e arrependimento (Jl 2:12; Sl 35:13)
(c) Está ligado à oração (Dn 9:3; At 13:2-3)
(d) Expressa dependência total de Deus (Ed 8:21)
(e) Não é para exibição, mas para intimidade com Deus (Mt 6:16)

Divisão Didática das Modalidades de Jejum na Bíblia
Podemos fazer uma divisão por Modalidade de Jejum de acordo com a Bíblia para fins didáticos, que ajuda muito no Ensino na EBD. Segue uma Classificação clara e bíblica :

1. Quanto ao número de Pessoas

Praticado por uma pessoa, em busca pessoal diante de Deus.
Ênfase: Consagração, direção e fortalecimento espiritual.
Exemplos: Moisés (Êx 34.28), Daniel (Dn 10.2-3), Jesus (Mt 4.1-2).

(b) Jejum Coletivo (ou Congregacional)
Convocado para todo o povo ou comunidade
Ênfase: arrependimento, livramento e intervenção divina.
Exemplos : Israel em Mizpá (1Sm 7.6)
                   Jeosafá e Judá (2Cr 20.3-4)
                   Esdras (Ed 8.21)

2. Quanto à forma de alimentação

(a) Jejum Total
Abstinência completa de comida e bebida por um período curto.
Normalmente praticado por até 3 dias, em situações extremas de clamor. Exemplo: Ester 4:16; Atos 9:9.

(b) Jejum Parcial
Abstinência de certos alimentos, não de todos.
Daniel não comeu manjares finos, carne nem bebeu vinho (Dn 10:2-3). O Ato de Daniel não foi apenas o ato de recusar-se a se alimentar com determinadas comidas do rei, durante 21 dias Daniel pranteou, lamentou, orou e fez uma busca espiritual.

(c) Jejum Normal (ou Comum)
Abstinência de alimentos sólidos, mas com ingestão de água.
Foi o Jejum mais praticado em Israel.
Exemplo: Jesus no deserto (Mt 4:2; Lc 4:2).

3. Quanto à duração

(a) Jejum de Curta duração
Um dia ou poucas horas.
Exemplos: Juízes 20:26

(b) Jejum Prolongado
Vários dias ou semanas.
Exemplos: Daniel (21 dias - Dn 10)
                  Ester (3 dias - Et 4:16)
                  Jesus (40 dias e quarenta noites - Mt 4:2)

4 . Quanto ao Propósito Espiritual

(a) Jejum de Arrependimento
Acompanhado de confissão e quebrantamento.
Exemplos: Nínive (Jn 3.5-10) e Neemias (Ne 9.1-2)

(b) Jejum de Intercessão
Em favor de outros ou da nação.
Exemplos: Moisés por Israel (Dt 9.18)
                  Daniel pelo Povo (Dn 9.3)

(c) Jejum por Direção e Consagração
para buscar orientação divina.
Exemplos: Esdras (Ed 8.21-23) e Igreja de Antioquia (At 13.2-3)

5. Quanto à Atitude do Coração

(a) Jejum Verdadeiro 
Feito com humildade e sinceridade (Isaías 58:6-7)

(b) Jejum Hipócrita
Feito para aparência religiosa (Mateus 6:16-18)

1.2 - O Jejum dos Hipócritas
Conforme Leitura de Referência (Mt 6:16-18), Jesus condena o Jejum feito para aparência e autopromoção, quando a pessoa busca aprovação humana e não a de Deus. 
O Jejum dos Hipócritas transforma um ato espiritual em teatro religioso, exibindo tristeza para ser visto. O verdadeiro jejum é discreto, sincero e dirigido a Deus, que vê em secreto e recompensa conforme a intenção do coração.

1.3 - Humilhando-se diante de Deus
O jejum de Esdras e Neemias é exemplo de jejum legítimo e aceitável diante de Deus, marcado por humilhação, arrependimento e dependência total do Senhor.
Em ambos, o jejum não foi ritual nem exibicionista, mas ato de quebrantamento, acompanhado de oração, confissão e obediência e Deus respondeu.

O Jejum de Esdras (Ed 8:21-23)
Esdras proclamou jejum para buscar direção, proteção e favor de Deus, reconhecendo que a segurança vinha do Senhor, não da força humana.

O Jejum de Neemias (Ne 1:9; 9:1)
Neemias jejuou em lamento e intercessão, confessando pecados e clamando pela restauração do povo;

2 - A Importância do Jejum
A Importância do Jejum Bíblico está no seu valor espiritual, formativo e relacional com Deus, e não em mérito humano.
O Jejum Bíblico não substitui a santidade, mas sensibiliza o coração do cristão, fortalece a fé e aprofunda a comunhão com o Pai. Quando feito com sinceridade, a prática produz transformação interior e clareza espiritual.
Podemos pontuar a importância do Jejum da seguinte forma :

1 - Humilhação diante de Deus
O Jejum expressa dependência e quebrantamento 
(Sl 35.13; Ed 8.21)

2 - Intensifica a Oração
Não substitui a oração, mas a acompanha, tornando o clamor mais focado (Dn 9.3; At 13.2)

3 - Busca de direção e discernimento
Usado quando decisões espirituais precisam ser tomadas
(Ed 8.21-23; At 14.23)

4 - Arrependimento e Restauração
Relaciona-se à confissão e mudança de vida (Jn 3.5-10; Ne 9.1-2)

5 - Preparação Espiritual
Prepara o servo de Deus para ministério e batalhas espirituais (Mt 4.1-2)

6 - Domínio próprio e disciplina espiritual
Ajuda a submeter o corpo ao Espírito (1Co 9.27)

7 - Alinhamento com a Vontade de Deus
Conforme Isaías 58, o verdadeiro jejum leva à justiça, misericórdia e obediência.

2.1 - Jejum e Arrependimento
A Bíblia deixa claro que o valor do jejum está na postura do coração, não apenas na abstinência. Sem as Atitudes Corretas abaixo, o Jejum perde seu valor espiritual, a saber :
(a) Humilhação sincera diante de Deus (Ed 8.21; Sl 35.13)
(b) Arrependimento e quebrantamento (Jl 2.12-13)
(c) Oração e dependência do Senhor (Dn 9.3)
(d) Discrição, não ostentação (Mt 6.16-18)
(e) Alinhamento com justiça e obediência (Is 58.6-7)
(f) Busca da vontade de Deus, não de interesses egoístas.

O Jejum convocado por Jezabel (1Rs 21.9)
O Jejum convocado por Jezabel é um exemplo claro de jejum falso e perverso. Ela convoca um jejum "religioso" para dar aparência de santidade a um plano de injustiça: acusar falsamente Nabote e tomar sua vinha.
Embora fosse chamado de "jejum", Deus não o reconhece, pois não havia arrependimento, verdade nem temor.

Características desse Jejum:
(a) Aparência espiritual, mas intenção maligna
(b) Uso do Jejum como instrumento de manipulação
(c) Total desconexão entre culto e justiça
(d) Religião usada para encobrir pecado

Conclusão Didática do Jejum convocado por Jezabel
(a) O Jejum Bíblico exige pureza de intenção
(b) Nem todo jejum proclamado é aprovado por Deus
(c) Jejum sem justiça é hipocrisia (Is 58, Am 5.21-24)
(d) Deus rejeita o jejum que encobre o pecado em vez de confrontá-lo.

O Profeta Isaías denunciou o Jejum do Povo (Is 58.1-14)
Isaías denuncia o povo porque, embora jejuasse e buscasse a Deus externamente, o povo vivia em injustiça, opressão e egoísmo. O jejum deles era ritual sem transformação, acompanhado de contendas, exploração do próximo e indiferença ao necessitado.
Deus rejeita esse jejum e ensina que o verdadeiro jejum envolve libertar o oprimido, praticar justiça, socorrer o pobre e andar em obediência.
Quando o jejum é acompanhado de uma vida reta, Deus promete luz, restauração, direção e alegria no Senhor.

2.2 - Jejum e Oração
Jesus associa Oração e Jejum de forma clara no contexto da batalha espiritual, ao ensinar sobre a libertação do jovem endemoninhado: "Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela Oração e Jejum" (Mt 17.21).
O ensino é que certas lutas espirituais exigem maior profundidade, envolvendo oração intensa acompanhada de Jejum.
Além disso, em Mateus 6.5-18, Jesus trata Oração e Jejum juntos como práticas normais da vida espiritual ("quando orardes ... quando jejuardes"), mostrando que caminham lado a lado.
Jesus não separa Oração de Jejum porque :
(a) Oração expressa dependência
(b) Jejum intensifica essa busca
(c) Ambos fortalecem o crente para discernimento e vitória espiritual.

2.3 - Jejum e Domínio Próprio
A relação entre o Jejum Bíblico e o Domínio Próprio é direta e formativa: o jejum treina o crente a submeter os desejos naturais à direção do Espírito.
Fique claro que o Jejum não é punição do corpo, mas treinamento espiritual. 
O Jejum não produz domínio próprio automaticamente, mas coopera com o Espírito Santo para formar um coração disciplinado, sensível e obediente a Deus. 

Relação Bíblica do Jejum e Domínio Próprio, a saber :

1 - Submissão do corpo ao Espírito
Paulo ensina a "disciplinar o corpo" (1Co 9.27).
O Jejum é um exercício prático dessa disciplina.

2 - Fortalecimento do Domínio Próprio
Domínio próprio é fruto do Espírito (Gl 5.22-23).
Ao Jejuar, o cristão aprende a dizer "não" para obedecer a Deus.

3 - Prioridade do espiritual sobre o físico
Jesus declarou que o homem vive "não só de pão" (Mt 4.4).
O Jejum reafirma essa verdade na prática.

4 - Resistência à Tentação
Ao enfraquecer a tirania dos apetites, o jejum ajuda a resistir aos desejos desordenados (Tg 1:14-15).

3 - A Resposta ao Jejum do Justo
Deus não decretou o jejum como obrigação contínua, mas como prática voluntária, fruto de um coração quebrantado.
O Jejum que agrada a Deus nasce da devoção, não dá imposição.
Jesus disse "quando jejuardes" (Mt 6.16), não "se jejuardes" , mostrando que o Jejum é esperado na vida espiritual, não por uma imposição religiosa, mas deve ser uma prática feita livremente e com sinceridade.

A Bíblia mostra repetidas vezes que Deus respondeu orações acompanhadas de Jejum, quando feitas com fé, humildade e sinceridade. Exemplos claros de respostas divinas:
- Moisés (Êx 34.28; Dt 9.18-19)
- Esdras (Ed 8.21-23)
- Neemias (Ne 1.4; 2.1-8)
- Ester e os judeus (Et 4.16; 9.1)
- Josafá (2Cr 20.3)
- Daniel (Dn 9.3,23; Dn 10.12)
- Nínive (Jn 3.5-10)
- Igreja Primitiva (At 13.2-3)
Neste tópico abordaremos o Jejum de Ester, Josafá e Daniel.

3.1 - Ester enfrentou o Desafio com Jejum
Diante da ameaça de extermínio, Ester convocou um jejum coletivo de três dias, acompanhado de oração (Et 4.16), reconhecendo sua total dependência de Deus.
O Jejum precedeu sua atitude corajosa diante do rei e resultou em livramento, reversão do decreto e salvação do povo judeu.

3.2 - Josafá buscou a Deus com Oração e Jejum
Diante da grande ameaça militar, Josafá proclamou jejum em todo Judá e conduziu o povo em oração pública, confessando sua incapacidade e confiando no poder do Senhor (2Cr 20.3-12).
Como resposta, Deus trouxe direção profética e vitória, mostrando que a dependência espiritual precede a intervenção divina.

3.3 - Daniel Jejuou por amor à sua nação
Daniel movido por intercessão e arrependimento, se humilhou em oração e jejum pelos pecados de Israel, buscando misericórdia e restauração para o seu povo (Dn 9.3-19).
A Bíblia afirma que desde o primeiro dia do Jejum e da oração de Daniel, a resposta foi enviada, trazendo perdão, revelação e esperança para a nação (Dn 9.23; Dn 10.12).


Comentário 
Pr. Éder Tomé