quinta-feira, 31 de julho de 2025
Chamados pelo Nome, Enviados com Autoridade
Devocional – Mateus 10:1-4
Título: "Chamados pelo Nome, Enviados com Autoridade"
“Chamando os seus doze discípulos,
Jesus lhes deu autoridade para expulsar espíritos imundos
e curar todas as doenças e enfermidades.
Estes são os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu;
Tomé e Mateus, o publicano;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.”
— Mateus 10:1-4
Introdução:
Jesus, ao ver a multidão aflita, ora por trabalhadores. Em seguida, chama os seus doze discípulos — agora chamados de “apóstolos” — e os envia com autoridade. A missão nasce da compaixão de Jesus e da oração por obreiros. A lista inclui homens comuns, com histórias distintas, temperamentos variados e até passados questionáveis. Mas todos foram chamados pelo nome, capacitados por Cristo e enviados com propósito.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus chama pessoas reais, com histórias imperfeitas e nomes próprios
Pedro impulsivo, Mateus cobrador de impostos, Simão nacionalista, Judas traidor... ainda assim, todos são chamados.
👉 Reflexão: Você crê que Jesus conhece seu nome, sua história e ainda assim te chama para algo maior?
2. A missão é dada com autoridade espiritual, não com habilidades naturais
Eles recebem autoridade do próprio Cristo — para curar, libertar, proclamar.
👉 Reflexão: Você tem confiado mais em seus recursos ou na autoridade que Jesus te concede?
3. A missão é coletiva, mas o chamado é pessoal
Jesus envia os doze como grupo, mas chama um por um. Cada nome tem lugar e propósito.
👉 Reflexão: Você reconhece seu papel único no corpo de Cristo, dentro da missão que Ele confiou à Igreja?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore hoje pelo seu chamado específico.
Pergunte: “Senhor, o que queres fazer por meio da minha vida neste tempo e lugar?” -
Valorize a diversidade dentro da missão de Deus.
Abrace pessoas diferentes de você — assim como Jesus chamou doze homens tão distintos. -
Aja com a autoridade de Cristo em situações espirituais.
Em oração, lembre-se: você foi chamado para orar com fé, resistir ao mal e cuidar dos feridos em nome dEle.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu chamas pelo nome,
e envias com autoridade do alto.
Obrigado porque não preciso ser perfeito —
basta estar disposto, disponível e obediente.
Perdoa-me pelas vezes em que duvidei do meu lugar no Teu Reino,
ou comparei meu chamado ao de outros.
Hoje eu Te digo:
“Eis-me aqui. Usa-me.”
Capacita-me com Teu Espírito.
Dá-me coragem para cumprir minha parte na missão.
E que, ao lado de tantos outros chamados,
eu proclame com fé, cure com compaixão e viva para a Tua glória.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 10:5-15 — “Proclamar e confiar: instruções para uma missão dependente”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
quarta-feira, 30 de julho de 2025
Olhos de Compaixão, Coração de Envio
Devocional – Mateus 9:35-38
Título: "Olhos de Compaixão, Coração de Envio"
“Jesus ia passando por todas as cidades e povoados,
ensinando nas sinagogas,
pregando as boas-novas do Reino
e curando todas as enfermidades e doenças.
Ao ver as multidões,
teve compaixão delas,
porque estavam aflitas e desamparadas,
como ovelhas sem pastor.
Então disse aos seus discípulos:
‘A colheita é grande,
mas os trabalhadores são poucos.
Peçam, pois, ao Senhor da colheita
que envie trabalhadores para a sua colheita.’”
— Mateus 9:35-38
Introdução:
Jesus percorre cidades, ensina, prega e cura — mas não apenas com ação, com olhos que veem e coração que sente. Ele enxerga a multidão aflita, desorientada, sem direção espiritual. Em vez de crítica, Ele sente compaixão. Em vez de resolver sozinho, Ele convoca oração e envio. Esta passagem nos mostra que o Reino não se expande apenas com milagres, mas com trabalhadores movidos por compaixão. O clamor de Jesus ainda ecoa: “a seara é grande…”
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus vê além da superfície — e sente compaixão real
Ele não vê apenas corpos, mas almas aflitas, desamparadas, carentes de pastoreio.
👉 Reflexão: Você enxerga as pessoas ao seu redor com os olhos de Jesus?
2. A colheita está pronta — o problema é a falta de trabalhadores
Jesus não diz que faltam perdidos, mas que faltam disponíveis.
👉 Reflexão: Você está disponível para ser resposta à oração por mais obreiros?
3. A missão começa com oração, mas não termina nela
Jesus manda pedir — mas o que ora logo se torna aquele que vai.
👉 Reflexão: Você tem orado por missões com disposição de ser enviado também?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore hoje especificamente por missões e por trabalhadores.
Peça que Deus envie — e esteja pronto para ouvir: “Você também!” -
Aproxime-se de alguém aflito com compaixão, não julgamento.
Mostre cuidado prático. Às vezes, um olhar e um gesto falam mais do que mil palavras. -
Pergunte a Deus onde Ele quer que você sirva na Sua colheita.
No seu bairro, trabalho, igreja ou até em outro país — Ele está chamando.
Oração Final:
Senhor da colheita,
Te agradeço porque olhas para este mundo com olhos cheios de compaixão,
e não com condenação.
Perdoa-me pelas vezes em que vi a dor dos outros com indiferença
ou me acomodei enquanto tantos precisam de direção.
Abre meus olhos para enxergar como Tu enxergas.
Abre meu coração para sentir como Tu sentes.
E abre minhas mãos para servir onde Tu me chamares.
Envia mais trabalhadores, Senhor — e se quiseres, envia-me a mim.
Que minha vida seja parte da Tua colheita de salvação.
Em nome de Jesus,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 10:1-4 — “Chamados pelo nome, enviados com autoridade”, marcando o início do segundo grande discurso de Jesus em Mateus: o discurso missionário. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
terça-feira, 29 de julho de 2025
Fé Que Clama Até Ser Ouvida
Devocional – Mateus 9:27-34
Título: "Fé Que Clama Até Ser Ouvida"
“Saindo Jesus dali,
dois cegos o seguiram, clamando:
‘Filho de Davi, tem misericórdia de nós!’
Entrando ele em casa,
os cegos se aproximaram dele,
e ele lhes perguntou:
‘Vocês creem que eu sou capaz de fazer isso?’
Eles responderam: ‘Sim, Senhor!’
Então ele tocou nos olhos deles e disse:
‘Seja feito conforme a fé que vocês têm!’
E a visão deles foi restaurada.
Jesus os advertiu severamente:
‘Cuidem para que ninguém saiba disso.’
Eles, porém, saíram e espalharam a notícia por toda aquela região.
Enquanto eles se retiravam,
foi trazido a Jesus um homem endemoninhado que não podia falar.
Quando o demônio foi expulso,
o mudo falou.
A multidão ficou admirada e disse:
‘Nunca se viu nada igual em Israel!’
Mas os fariseus diziam:
‘É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa demônios.’”
— Mateus 9:27-34
Introdução:
A fé é mais do que uma crença interna — é uma voz que clama, um passo que insiste, uma convicção que não desiste. Dois cegos clamam por misericórdia. Um mudo é liberto e fala. Jesus age, cura, restaura — mas também testa a fé. E mesmo diante da incredulidade dos fariseus, o poder do Reino se manifesta. Esses encontros nos ensinam que a fé perseverante vê o invisível e proclama o impossível.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. A fé verdadeira clama com insistência, mesmo sem enxergar
Os cegos não viam, mas seguiam e clamavam: “Filho de Davi, tem misericórdia!”.
👉 Reflexão: Você continua buscando a Jesus mesmo quando não vê saída?
2. Jesus pergunta se cremos — antes de agir
“Vocês creem que eu sou capaz?” A fé é essencial.
👉 Reflexão: Você acredita que Jesus pode intervir em sua situação atual?
3. A manifestação do Reino confronta tanto o silêncio do sofrimento quanto a dureza do coração religioso
O mudo fala, mas os fariseus rejeitam o milagre.
👉 Reflexão: Sua fé se alegra com o agir de Deus — ou o critica quando Ele age fora das expectativas?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Não desista de clamar.
Mesmo que ainda esteja “no escuro”, continue orando: “Filho de Davi, tem misericórdia!” -
Afirme sua fé diante de Jesus.
Diga em voz alta hoje: “Senhor, eu creio que Tu podes!” — e confie no tempo dEle. -
Compartilhe com alguém o que Jesus já restaurou em você.
Mesmo que Ele tenha pedido silêncio aos cegos, hoje o mandamento é outro: vá e conte (cf. Marcos 5:19).
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque ouves o clamor até dos que estão em trevas,
e respondes com toque, cura e salvação.
Perdoa-me pelas vezes em que desisti cedo demais,
em que deixei o medo ou a dúvida me calar.
Hoje eu clamo com fé:
Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
Cura o que está cego em mim.
Liberta o que está preso.
Faz-me ver, falar e testemunhar a Tua glória.
E que eu nunca me cale diante dos Teus feitos,
mas proclame, com alegria e gratidão,
que Tu és poderoso para salvar.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:35-38 — “A seara é grande: compaixão que chama ao envio”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
segunda-feira, 28 de julho de 2025
Fé Que Rompe Barreiras
Devocional – Mateus 9:18-26
Título: "Fé Que Rompe Barreiras"
“Enquanto ele ainda estava falando,
chegou um dirigente da sinagoga e ajoelhou-se diante dele e disse:
‘Minha filha acaba de morrer.
Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e ela viverá.’
Jesus levantou-se e foi com ele, e também os seus discípulos.
Nisso uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragia
aproximou-se por trás dele e tocou na borda do seu manto,
pois dizia a si mesma:
‘Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada.’
Jesus voltou-se, e, vendo-a, disse:
‘Coragem, filha, a sua fé a curou!’
E desde aquele instante a mulher ficou curada.
Quando Jesus entrou na casa do dirigente,
e viu os flautistas e a multidão agitada, disse:
‘Retirem-se. A menina não está morta, mas dorme.’
Então começaram a rir dele.
Depois que a multidão foi afastada,
ele entrou e tomou a menina pela mão,
e ela se levantou.
A notícia deste acontecimento espalhou-se por toda aquela região.”
— Mateus 9:18-26
Introdução:
Este texto entrelaça duas histórias de fé ousada em meio ao desespero. Um líder respeitado pede por sua filha morta. Uma mulher impura e invisível se aproxima com esperança silenciosa. Ambos se arriscam, rompem barreiras sociais e acreditam no poder de Jesus. Em resposta, Jesus atende, toca, cura, levanta. A fé verdadeira não se contenta em observar — ela se aproxima, se ajoelha, toca e crê.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. A fé se ajoelha, mesmo quando tudo parece perdido
O pai se curva mesmo diante da morte. Fé é saber que Jesus pode reverter o irreversível.
👉 Reflexão: Você ainda crê que Jesus pode trazer vida onde tudo parece acabado?
2. A fé silenciosa é vista e honrada por Jesus
A mulher não fala, mas toca — e isso basta. Jesus a vê, chama de filha e a cura.
👉 Reflexão: Você tem coragem de tocar em Jesus mesmo quando ninguém te nota?
3. Jesus ignora o riso da incredulidade para agir com compaixão e poder
A multidão ri, mas Ele entra, toca e ressuscita. A fé não depende da opinião dos outros.
👉 Reflexão: Você permite que o medo da crítica impeça sua fé de agir?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Aproxime-se de Jesus com fé específica e pessoal.
Seja um pedido ousado, uma oração silenciosa ou um clamor profundo — vá até Ele. -
Interceda por alguém “morto” espiritualmente.
Ore com fé como o pai da menina: “Senhor, só um toque Teu pode levantar essa vida.” -
Ignore as vozes do medo e da zombaria — e siga confiando.
Quando os outros rirem da sua fé, continue crendo na autoridade de Jesus.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu respondes tanto ao clamor desesperado quanto ao toque silencioso.
Tu vês os joelhos dobrados, ouves os corações aflitos,
e estendes a mão com poder e ternura.
Perdoa-me pelas vezes em que me deixei vencer pela dúvida,
pelo cansaço ou pela opinião dos outros.
Hoje eu Te entrego o que parece morto em mim —
minha esperança, meus relacionamentos, meu ânimo.
Toca, cura, ressuscita.
E dá-me uma fé ousada como a do pai,
e persistente como a da mulher.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:27-34 — “Cegos que veem e mudos que falam: o poder da fé insistente”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sábado, 26 de julho de 2025
Odres Novos para o Reino Novo
Devocional – Mateus 9:14-17
Título: "Odres Novos para o Reino Novo"
“Então vieram os discípulos de João e perguntaram a Jesus:
‘Como é que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não jejuam?’
Jesus respondeu:
‘Como podem os convidados do noivo estar de luto enquanto o noivo está com eles?
Dias virão quando o noivo lhes será tirado; então jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha,
pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo.
Nem se põe vinho novo em odres velhos.
Se o fizer, os odres se romperão, o vinho se derramará,
e os odres se estragarão.
Pelo contrário, põe-se vinho novo em odres novos,
e ambos se conservam.’”
— Mateus 9:14-17
Introdução:
A pergunta dos discípulos de João Batista revela um conflito comum: por que Jesus não se encaixa nas práticas religiosas esperadas? A resposta de Jesus é transformadora: Ele não veio apenas ajustar a religião antiga, mas inaugurar algo completamente novo. O Reino é como vinho novo — dinâmico, vivo, fermentando vida. E precisa de odres novos: corações renovados, estruturas flexíveis e práticas espirituais cheias de alegria e propósito.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus é o Noivo — Sua presença transforma o jejum em festa
Enquanto Ele está presente, há celebração. Isso muda a lógica da religiosidade.
👉 Reflexão: Você vive sua fé mais como um lamento ou como um relacionamento com o Noivo?
2. O Reino não cabe em moldes antigos — exige transformação interior
Remendo novo em roupa velha, vinho novo em odre velho — Jesus quer tudo novo.
👉 Reflexão: Você está tentando encaixar Jesus em uma vida velha, ou se deixando renovar por completo?
3. Espiritualidade autêntica é flexível, viva e centrada em Cristo
Religião sem Cristo é rigidez vazia. Com Ele, há renovação contínua.
👉 Reflexão: Sua fé tem espaço para o mover de Deus — ou está presa a tradições sem vida?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Peça ao Espírito Santo para renovar seu coração e suas práticas espirituais.
Revisite sua rotina devocional e pergunte: “Está cheia de vida ou só de repetição?” -
Abrace mudanças que venham do Reino, mesmo que mexam com seus hábitos.
Seja flexível quando Deus quiser fazer algo novo — não resista por apego ao velho. -
Celebre a presença de Jesus como o Noivo.
Reforce a alegria da salvação. Louve, sorria, compartilhe essa graça — a vida cristã é festa com o Noivo.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu não vieste apenas consertar o velho,
mas trazer vida nova — vinho novo — ao meu coração.
Perdoa-me pelas vezes em que tentei manter práticas religiosas vazias,
sem permitir que Teu Espírito renovasse tudo dentro de mim.
Hoje eu me coloco como odre novo.
Quebra o que é rígido, renova o que é velho, e derrama Tua vida em mim.
Ensina-me a viver com leveza, alegria e abertura para o novo do Teu Reino.
E que minha espiritualidade seja marcada pela Tua presença viva,
não por tradições mortas.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:18-26 — “A filha e a mulher: fé que alcança o impossível”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Chamado em Meio ao Caminho
Perfeito! Aqui está o próximo devocional da série, baseado em Mateus 9:9-13:
Devocional – Mateus 9:9-13
Título: "Chamado em Meio ao Caminho"
“Saindo, Jesus viu um homem chamado Mateus,
sentado na coletoria, e disse-lhe:
‘Siga-me’.
Mateus levantou-se e o seguiu.
Estando Jesus em casa,
foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e pecadores.
Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele:
‘Por que o mestre de vocês come com publicanos e pecadores?’
Ouvindo isso, Jesus disse:
‘Não são os que têm saúde que precisam de médico,
mas sim os doentes.
Vão aprender o que significa isto:
“Desejo misericórdia, não sacrifícios.”
Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores.’”
— Mateus 9:9-13
Introdução:
Jesus continua surpreendendo: Ele chama Mateus, um cobrador de impostos, para segui-Lo. Aos olhos dos judeus, ele era traidor e impuro. Mas Jesus vê um discípulo onde o mundo via um pecador. O chamado de Mateus revela a graça que interrompe rotinas, acolhe os excluídos e transforma o rejeitado em testemunha. E quando os religiosos murmuram, Jesus responde com misericórdia — mostrando que veio para quem reconhece que precisa ser curado.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus chama pessoas comuns, imperfeitas e rejeitadas para segui-Lo
Mateus estava trabalhando, desprezado, e ainda assim Jesus o viu — e o chamou.
👉 Reflexão: Você crê que Jesus pode te chamar e usar, mesmo com seu passado ou limitações?
2. Responder ao chamado de Jesus exige prontidão e abandono
Mateus se levanta imediatamente. Ele deixa tudo — inclusive sua fonte de renda — para seguir.
👉 Reflexão: O que você precisa deixar para seguir Jesus com integridade?
3. Misericórdia é mais importante do que aparência religiosa
Jesus cita Oséias 6:6: o coração misericordioso agrada mais a Deus do que rituais vazios.
👉 Reflexão: Você tem vivido uma fé de compaixão ou uma religiosidade de julgamentos?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Responda hoje a um chamado que Deus já te fez.
Seja um passo de obediência, reconciliação ou entrega. Levante-se como Mateus e vá. -
Seja intencional com pessoas marginalizadas.
Sente-se à mesa com quem é ignorado. Ame como Jesus amou os “pecadores” da época. -
Cultive misericórdia antes de emitir julgamento.
Diante de falhas alheias, escolha compaixão em vez de crítica. Reflita o coração de Cristo.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu me vês quando ninguém mais vê,
e me chamas não por merecimento, mas por graça.
Obrigado porque Teu convite é claro, direto e libertador:
“Segue-me.”
Perdoa-me pelas vezes em que preferi a segurança ao chamado,
e pela frieza do meu coração diante dos que o mundo rejeita.
Forma em mim um espírito de prontidão,
um coração misericordioso,
e uma vida que Te segue com alegria e abandono.
Que minha casa se torne um lugar onde publicanos e pecadores possam Te encontrar,
e onde a Tua graça seja o centro de tudo.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:14-17 — “Vinho novo em odres novos: o Reino transforma tudo”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Primeiro o Perdão
Devocional – Mateus 9:1-8
Título: "Primeiro o Perdão"
“Jesus entrou num barco, atravessou e voltou para sua cidade.
Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico deitado numa maca.
Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico:
‘Tenha ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados’.
Então alguns mestres da lei disseram a si mesmos:
‘Este homem está blasfemando!’
Conhecendo seus pensamentos, Jesus disse:
‘Por que vocês pensam mal em seus corações?
O que é mais fácil dizer:
“Os seus pecados estão perdoados”
ou: “Levante-se e ande”?
Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem
tem na terra autoridade para perdoar pecados...’
disse ao paralítico:
‘Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa’.
Ele se levantou e foi.
Ao ver isso, a multidão ficou cheia de temor
e glorificou a Deus, que dera tal autoridade aos homens.”
— Mateus 9:1-8
Introdução:
Jesus volta para Cafarnaum e é logo procurado por homens carregando um amigo paralítico. A expectativa deles, como a nossa muitas vezes, era por uma cura física. Mas Jesus surpreende: antes de curar o corpo, Ele perdoa os pecados. Isso revela o que mais importa para Deus — e escandaliza os religiosos. A cura que todos podem ver é sinal da cura invisível, mas eterna: o perdão do pecado, que só Jesus pode oferecer.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus conhece nossas maiores necessidades — mesmo quando nós não sabemos
O paralítico precisava andar, sim. Mas mais do que isso, ele precisava ser perdoado.
👉 Reflexão: O que você tem pedido a Deus? Será que há algo mais profundo que Ele deseja tratar primeiro?
2. A fé que move montanhas também move amigos por amor
Foram os amigos que levaram o paralítico até Jesus.
👉 Reflexão: Você tem carregado alguém em oração até os pés de Jesus?
3. O perdão é o maior milagre — e a maior libertação
O escândalo dos religiosos revela: só Deus pode perdoar. E Jesus o faz com autoridade divina.
👉 Reflexão: Você vive como alguém perdoado — leve, grato, restaurado?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Antes de pedir algo a Deus, agradeça pelo perdão.
Reconheça a graça de já ter recebido o maior dom: a reconciliação com o Pai. -
Interceda por alguém que precisa de cura — física ou espiritual.
Seja como os amigos do paralítico: leve pessoas a Jesus por meio da oração e da fé. -
Exerça perdão como reflexo do perdão que recebeu.
Quem foi perdoado por Cristo deve perdoar os outros com compaixão e liberdade.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu não olhas apenas minha dor visível,
mas sondas o mais profundo do meu coração.
Obrigado pelo Teu perdão,
por me chamardes de “filho” e por curares aquilo que ninguém vê.
Perdoa-me pelas vezes em que valorizei mais o milagre exterior do que a graça invisível da salvação.
Perdoa-me por não carregar os outros em oração com a mesma fé e compaixão.
Hoje eu me coloco diante de Ti —
confiante de que Tu tens autoridade para perdoar, curar, restaurar.
Levanta-me com Tua palavra e ensina-me a andar —
não apenas com pernas firmes, mas com alma leve e coração grato.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:9-13 — “Chamado no caminho: misericórdia para os rejeitados”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Luz em Território Escuro
Devocional – Mateus 8:28-34
Título: "Luz em Território Escuro"
“Quando ele chegou à região dos gadarenos,
dois endemoninhados vindos dos sepulcros foram ao seu encontro.
Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho.
Eles gritaram:
‘Que queres conosco, Filho de Deus?
Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?’
A certa distância deles estava uma grande manada de porcos.
Os demônios imploraram a Jesus:
‘Se nos expulsas, manda-nos entrar naquela manada de porcos.’
Ele lhes disse:
‘Vão!’
Eles saíram e entraram nos porcos,
e toda a manada atirou-se precipício abaixo, morrendo no lago.
Os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram tudo.
Então toda a cidade saiu ao encontro de Jesus,
e, vendo-o, suplicaram-lhe que saísse do território deles.”
— Mateus 8:28-34
Introdução:
Jesus atravessa o mar e pisa em um território gentio, impuro aos olhos dos judeus. Lá, encontra dois homens tomados por forças demoníacas, vivendo entre os mortos. Mas nada disso assusta Jesus. Onde há trevas, Ele manifesta Sua autoridade. O mais impressionante? Os demônios O reconhecem, mas os moradores da cidade preferem que Ele vá embora. Este relato revela a luta entre libertação espiritual e resistência humana.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus entra em lugares que todos evitam — para libertar quem ninguém mais alcança
Dois homens violentos, esquecidos e isolados são o alvo da graça de Deus.
👉 Reflexão: Você acredita que Jesus pode e quer libertar pessoas mesmo nos piores contextos?
2. O Reino de Deus confronta o comodismo e o apego material
A cidade se incomoda mais com a perda dos porcos do que com a libertação dos homens.
👉 Reflexão: O que você valoriza mais: conforto financeiro ou transformação de vidas?
3. A presença de Jesus nem sempre é bem-vinda — especialmente onde há interesses em jogo
Mesmo diante do milagre, pedem que Ele vá embora.
👉 Reflexão: Você tem resistido à presença de Jesus em alguma área por medo das mudanças que ela trará?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore por alguém que vive à margem — espiritualmente ou socialmente.
Peça que Jesus vá até essa pessoa com libertação e poder. -
Reflita sobre o que você tem valorizado mais: pessoas ou posses.
Peça a Deus para renovar seu amor por vidas, acima de qualquer prejuízo material. -
Convide Jesus a entrar em áreas da sua vida que você tem “proibido”.
Mesmo que Ele confronte, Sua presença traz libertação, paz e nova vida.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu cruzas limites para resgatar os que estão presos.
Nenhuma região é escura demais para a Tua luz.
Perdoa-me pelas vezes em que resisti à Tua presença,
por medo das mudanças ou por apego ao que é passageiro.
Entra nos meus territórios fechados, nas minhas áreas ocultas,
e liberta-me com Teu poder.
E usa-me para levar Tua luz a lugares onde ninguém mais quer ir.
Que eu valorize mais a libertação de uma alma do que qualquer perda material.
Tu és Senhor até sobre os porcos, os demônios, os mortos e os esquecidos.
E eu Te recebo, com reverência e alegria.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 9:1-8 — “Perdão antes da cura: a autoridade de Jesus sobre o pecado”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
terça-feira, 22 de julho de 2025
Fé na Tempestade
Devocional – Mateus 8:23-27
Título: "Fé na Tempestade"
“Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.
De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar,
de forma que as ondas inundavam o barco.
Jesus, porém, dormia.
Os discípulos foram acordá-lo, clamando:
‘Senhor, salva-nos! Vamos morrer!’
Ele respondeu:
‘Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?’
Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar,
e fez-se completa bonança.
Os homens ficaram perplexos e perguntaram:
‘Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?’”
— Mateus 8:23-27
Introdução:
A vida cristã inclui momentos de tempestade. Seguir Jesus não é uma garantia de calmaria externa — mas é a certeza de que Ele está no barco. Nesta cena, os discípulos são tomados pelo medo ao ver o mar revolto. E Jesus, aparentemente ausente, está dormindo. Mas quando clamam, Ele se levanta, repreende o caos e traz paz. O desafio não é a tempestade em si — é como respondemos a ela com fé.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Estar com Jesus no barco não impede tempestades — mas garante presença
A tempestade veio mesmo com Jesus ali. Mas Sua presença muda tudo.
👉 Reflexão: Em tempos difíceis, você se lembra que Jesus está com você, mesmo quando parece em silêncio?
2. O medo revela nossa fé — e Jesus o confronta com firmeza e graça
“Homens de pequena fé…” não é condenação, mas um chamado ao crescimento.
👉 Reflexão: Você está reagindo com medo ou com confiança na soberania de Cristo?
3. Jesus tem autoridade sobre o caos — física e espiritual
Ele repreende o mar como quem tem domínio total. Não há tempestade que Ele não possa acalmar.
👉 Reflexão: Qual “mar revolto” em sua vida você precisa entregar ao comando de Jesus hoje?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Diante de uma crise, ore antes de agir.
Clame como os discípulos: “Senhor, salva-nos!” — e depois confie na resposta dEle. -
Escreva um testemunho de uma “tempestade” que Jesus já acalmou em sua vida.
Relembrar livramentos passados fortalece a fé para os desafios presentes. -
Leve paz às “tempestades” de alguém próximo.
Seja presença de Cristo na vida de alguém aflito — com uma palavra, um gesto ou uma oração.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu estás comigo mesmo quando as ondas rugem e os ventos sopram forte.
Mesmo quando não Te vejo agindo, Tu estás presente.
Perdoa-me pelas vezes em que deixei o medo dominar meu coração,
e questionei Teu cuidado em vez de confiar em Tua presença.
Hoje eu Te entrego minhas tempestades.
Repreende o caos, traz bonança, acalma meu coração.
Ensina-me a dormir em paz, como Tu dormias — mesmo no meio da tormenta.
Que minha fé cresça, e que minha vida proclame:
o vento e o mar Te obedecem. Tu és Senhor de tudo.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 8:28-34 — “Libertação em território inimigo: o poder de Jesus sobre as trevas”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
domingo, 20 de julho de 2025
Seguir Sem Reservas
Devocional – Mateus 8:18-22
Título: "Seguir Sem Reservas"
“Vendo Jesus a multidão ao seu redor,
ordenou que atravessassem para o outro lado do lago.
Então um mestre da lei aproximou-se dele e disse:
‘Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores’.
Jesus respondeu:
‘As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos,
mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça’.
Outro discípulo lhe disse:
‘Senhor, deixa-me primeiro ir sepultar meu pai’.
Mas Jesus lhe disse:
‘Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos’.”
— Mateus 8:18-22
Introdução:
Muitos se aproximam de Jesus com empolgação — mas poucos compreendem o custo real do discipulado. Neste trecho, Jesus confronta dois homens que desejam segui-Lo: um é apressado e superficial; o outro é hesitante e reticente. Ambos são desafiados com verdades duras. Seguir Jesus não é apenas entusiasmo nem conveniência — é um chamado a renunciar o conforto e priorizar o Reino acima de tudo, inclusive os compromissos mais legítimos.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Seguir Jesus exige renúncia real, não apenas palavras bonitas
O mestre da lei promete segui-Lo em qualquer lugar, mas Jesus revela a realidade: seguir implica deixar o conforto.
👉 Reflexão: Você está disposto a seguir Jesus mesmo quando isso significar desconforto ou instabilidade?
2. A prioridade do Reino está acima até de laços e deveres familiares
Jesus não despreza a família, mas desafia qualquer desculpa que adie a obediência.
👉 Reflexão: Que tipo de “primeiro deixa-me…” você tem usado para postergar a entrega total?
3. O chamado ao discipulado é urgente e radical
“Segue-me” é uma ordem no presente. Não é para depois.
👉 Reflexão: Há algo que Jesus já te mandou fazer, e você continua adiando?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Faça uma lista de tudo o que você colocaria antes de Jesus — e entregue a Ele em oração.
Peça coragem para deixá-Lo em primeiro lugar, não apenas com palavras, mas nas decisões diárias. -
Tome uma decisão concreta que reflita a prioridade do Reino.
Pode ser reorganizar sua agenda, seu orçamento ou seus relacionamentos — para colocar Jesus no centro. -
Evite fazer promessas apressadas.
Antes de dizer “Senhor, eu Te seguirei”, pergunte: “Estou pronto para obedecer mesmo quando for difícil?”
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu me chamas não para um caminho fácil,
mas para uma vida de propósito eterno.
Perdoa-me pelas vezes em que fui apressado em Te prometer tudo,
mas lento em Te obedecer no pouco.
Perdoa-me por dar desculpas quando Tua voz me chama com clareza.
Hoje eu quero seguir-Te sem reservas.
Mesmo que isso me custe conforto, estabilidade ou aprovação.
Dá-me coragem para obedecer hoje,
firmeza para caminhar contigo amanhã,
e fidelidade para seguir até o fim.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 8:23-27 — “Jesus acalma a tempestade: confiança no meio do caos”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sábado, 19 de julho de 2025
Curados para Servir
Devocional – Mateus 8:14-17
Título: "Curados para Servir"
“Entrando Jesus na casa de Pedro,
viu a sogra deste deitada com febre.
Tomando-a pela mão, a febre a deixou,
e ela se levantou e passou a servi-lo.
Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados,
e ele expulsou os espíritos com uma palavra
e curou todos os doentes.
E assim se cumpriu o que fora dito pelo profeta Isaías:
‘Ele tomou sobre si as nossas enfermidades
e carregou as nossas doenças.’”
— Mateus 8:14-17
Introdução:
O ministério de cura de Jesus continua, agora em um ambiente doméstico: a casa de Pedro. Lá, Ele encontra a sogra do discípulo com febre. Com um simples toque, Ele cura — e ela imediatamente se levanta e começa a servi-lo. Depois, muitos são trazidos a Ele e curados. Mateus vê nisso o cumprimento de Isaías: Jesus é o Servo que toma nossas dores. Mas a cura, aqui, não é um fim em si: é um chamado à adoração prática — servir ao Senhor com gratidão.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Jesus vê, toca e cura — inclusive no cotidiano da vida doméstica
Ele entra na casa e repara na dor. Não há ambiente onde Seu poder não possa agir.
👉 Reflexão: Você crê que Jesus se importa com as dores da sua casa, da sua rotina?
2. A resposta à cura deve ser serviço e gratidão
A sogra de Pedro não ficou apenas grata — levantou-se e serviu.
👉 Reflexão: O que você tem feito com as bênçãos e curas que já recebeu?
3. Jesus é o cumprimento da promessa: Ele toma nossas dores sobre si
Mateus liga os milagres ao Messias sofredor de Isaías 53. A cura é sinal do Reino que carrega nossas cargas.
👉 Reflexão: Você entrega suas dores a Jesus — ou tenta carregá-las sozinho?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore e apresente a Jesus cada necessidade dentro de sua casa.
Ele se importa com a saúde física, emocional e espiritual da sua família. -
Sirva a Deus com gratidão por algo que Ele já curou ou restaurou em você.
Transforme memória de milagre em missão — ajude alguém, visite, interceda. -
Compartilhe Isaías 53 com alguém que está sofrendo.
Mostre que Jesus não só cura, mas carrega o fardo da dor com cada um de nós.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu entras nas casas, tocas com compaixão,
e curas com poder e ternura.
Obrigado porque Teu toque me levanta,
me fortalece e me chama para Te servir.
Perdoa-me pelas vezes em que fui curado,
mas permaneci passivo ou indiferente.
Hoje eu Te convido: entra em minha casa,
toca o que está adoecido, e restaura com Teu amor.
E que, como a sogra de Pedro, eu me levante para Te servir —
com alegria, com disposição e com gratidão.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 8:18-22 — “O custo do discipulado: seguir Jesus sem reservas”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sexta-feira, 18 de julho de 2025
Fé que Surpreende o Céu
Devocional – Mateus 8:5-13
Título: "Fé que Surpreende o Céu"
“Tendo Jesus entrado em Cafarnaum,
aproximou-se dele um centurião, pedindo-lhe ajuda.
E disse: ‘Senhor, o meu servo está em casa, paralítico,
em terrível sofrimento’.
Jesus lhe disse: ‘Eu irei curá-lo’.
Respondeu o centurião:
‘Senhor, não mereço receber-te debaixo do meu teto.
Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado…’
Ouvindo isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam:
‘Digo-lhes a verdade:
Nunca encontrei em Israel alguém com tamanha fé!’”
— Mateus 8:5-13
Introdução:
Jesus é procurado por um centurião romano — um oficial estrangeiro, pagão e, aos olhos dos judeus, indigno. Mas esse homem revela algo raro: fé genuína e humilde, a ponto de surpreender o próprio Cristo. Ele reconhece sua indignidade, entende a autoridade de Jesus e confia na eficácia de Sua palavra. O centurião nos ensina que a verdadeira fé não exige presença física, sinais visíveis ou merecimento — basta confiar no que Jesus diz.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. A fé verdadeira reconhece a autoridade de Jesus sobre todas as coisas
O centurião sabia o que era autoridade — e viu em Jesus o poder de comandar até a enfermidade.
👉 Reflexão: Você vive como quem crê que a palavra de Jesus tem autoridade sobre sua vida?
2. A humildade é o solo fértil da fé
Ele não exige presença, não se sente digno, mas confia no poder da Palavra.
👉 Reflexão: Suas orações são marcadas por humildade ou por exigências e méritos?
3. Jesus honra a fé que vem de onde menos se espera
O centurião não fazia parte do povo de Israel, mas recebeu elogio de Jesus como modelo de fé.
👉 Reflexão: Você acredita que Deus pode agir por meio de quem você menos espera — inclusive por você?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore com base na autoridade da Palavra.
Use promessas bíblicas ao interceder por alguém: “Senhor, basta Tua palavra…” -
Interceda hoje por alguém que esteja sofrendo.
Como o centurião, leve essa dor até Jesus — mesmo à distância, Ele ouve e responde. -
Pratique a humildade nas suas orações e relacionamentos.
Reconheça suas limitações e glorifique a grandeza de Deus. Isso agrada o coração do Pai.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tua palavra tem poder sobre tudo — enfermidades, distâncias e impossibilidades.
Tu és Senhor com autoridade plena, e nada escapa do Teu comando.
Perdoa-me pelas vezes em que duvidei do Teu poder,
ou tentei manipular Tua resposta com meu esforço ou merecimento.
Hoje, como o centurião, eu digo:
“Senhor, não sou digno… mas basta uma palavra.”
Confio em Ti, me rendo a Ti e descanso na Tua soberania.
Que minha fé Te surpreenda — não por sua força,
mas por sua entrega total.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 8:14-17 — “Jesus cura a sogra de Pedro: o toque que levanta para servir”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
quinta-feira, 17 de julho de 2025
O Toque que Restaura
Devocional – Mateus 8:1-4
Título: "O Toque que Restaura"
“Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
Um leproso aproximou-se dele e ajoelhou-se diante dele e disse:
‘Senhor, se quiseres, podes purificar-me!’
Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
‘Quero. Seja purificado!’
Imediatamente ele foi purificado da lepra.
Em seguida Jesus lhe disse:
‘Olhe, não conte isso a ninguém.
Mas vá mostrar-se ao sacerdote
e apresente a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho.’”
— Mateus 8:1-4
Introdução:
Logo após o Sermão do Monte, Jesus desce para tocar vidas concretas. E a primeira pessoa que se aproxima é alguém excluído da sociedade: um leproso. Considerado impuro, ele não podia ser tocado nem entrar no templo. Mas ele quebra barreiras e se aproxima com fé humilde. Jesus não apenas cura — Ele toca, acolhe e restaura. Esse encontro nos ensina sobre fé ousada, compaixão divina e a cura que vem do toque do Salvador.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. A fé verdadeira é ousada, reverente e confiante
O leproso não exige, não presume, mas crê no poder e na vontade de Jesus: “Se quiseres, podes…”.
👉 Reflexão: Sua fé se aproxima de Jesus com humildade, ou tenta forçar uma resposta?
2. Jesus não apenas cura — Ele toca
O toque de Jesus quebra o tabu da impureza. Ele não se contamina, mas transforma.
👉 Reflexão: Você crê que Jesus pode tocar as áreas que mais causam vergonha ou dor em sua vida?
3. A cura não anula a obediência — ela aprofunda o testemunho
Jesus envia o homem ao sacerdote, em obediência à Lei. O milagre não substitui a fidelidade, mas a fortalece.
👉 Reflexão: O que você tem feito com os milagres e bênçãos que recebeu — testemunhado ou se calado?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Ore hoje com a atitude do leproso: “Senhor, se quiseres, podes…”
Entregue sua dor com fé humilde — sem exigir, mas confiando no coração de Jesus. -
Toque alguém com compaixão concreta.
Mande uma mensagem, faça uma visita, ouça com atenção — estenda a mão como Jesus fez. -
Compartilhe um testemunho específico de restauração.
Não para se exaltar, mas para que outros saibam que Jesus ainda cura, acolhe e transforma.
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu não me rejeitas,
mesmo quando me sinto impuro, ferido ou indigno.
Tu estendes a mão e me tocas — com amor, poder e compaixão.
Perdoa-me pelas vezes em que me escondi em vergonha,
ou duvidei do Teu desejo de me restaurar.
Perdoa-me quando recebi o Teu toque e me calei,
sem testemunhar a Tua bondade.
Hoje eu me aproximo como aquele leproso: com fé humilde,
dizendo: “Senhor, se quiseres, podes…”
Toca minha vida, restaura o que está adoecido,
e faz-me viver em obediência e gratidão.
Que eu seja um testemunho vivo do Teu amor que cura.
Em Teu nome,
Amém.
quarta-feira, 16 de julho de 2025
Firmados na Rocha
Devocional – Mateus 7:24-29
Título: "Firmados na Rocha"
_“Portanto, quem ouve estas minhas palavras
e as pratica
é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos
e deram contra aquela casa, e ela não caiu,
porque tinha seus alicerces na rocha.
Mas quem ouve estas minhas palavras
e não as pratica
é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos
e deram contra aquela casa, e ela caiu.
E foi grande a sua queda!”
— Mateus 7:24-27
“Quando Jesus acabou de dizer essas coisas,
as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino,
porque ele as ensinava como quem tem autoridade
e não como os mestres da lei.”
— Mateus 7:28-29
Introdução:
Jesus conclui o Sermão do Monte com uma parábola simples, mas profunda. Dois homens constroem casas. Ambos enfrentam tempestades. A diferença? O fundamento. Ouvir a Palavra e praticá-la é o que garante estabilidade diante das crises. O Reino de Deus não se baseia em emoção ou teoria, mas em obediência aplicada. A rocha é Cristo e Suas palavras. Construir sobre Ele é ter uma vida que permanece — mesmo quando os ventos sopram forte.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Todos enfrentam tempestades — o cristão não é exceção
A diferença não está na ausência de luta, mas no alicerce que sustenta.
👉 Reflexão: Sua fé tem resistido às tempestades da vida ou está desmoronando por falta de fundamento?
2. O verdadeiro discípulo ouve e obedece
Jesus valoriza a prática, não só o conhecimento. A sabedoria está em viver o que se aprende.
👉 Reflexão: Há áreas em sua vida onde você ouve Jesus, mas ainda não O obedece?
3. A Palavra de Jesus tem autoridade e confiabilidade eternas
O povo ficou maravilhado com Sua autoridade — e essa autoridade permanece viva hoje, para quem crê e aplica.
👉 Reflexão: Você confia na Palavra de Cristo como fundamento suficiente para todas as áreas da sua vida?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Escolha uma verdade do Sermão do Monte e coloque em prática hoje.
Pode ser perdoar, reconciliar, buscar o Reino primeiro ou vigiar sua fala. A obediência diária constrói a casa na rocha. -
Revise onde você tem construído sobre areia: aparência, sucesso, segurança humana.
Peça ao Espírito Santo que revele e realoque seus alicerces sobre Cristo. -
Comece um plano pessoal de meditação e prática dos ensinamentos de Jesus.
Não apenas leia — questione-se: “Como posso aplicar isso hoje?”
Oração Final:
Senhor Jesus,
Te agradeço porque Tu és a Rocha firme,
e Tua Palavra é alicerce seguro diante de qualquer tempestade.
Perdoa-me pelas vezes em que ouvi, mas não obedeci.
Pelas vezes em que construí minha vida sobre areia — sobre minha vontade, meu orgulho, meus próprios planos.
Hoje, escolho firmar minha vida em Ti.
Ensina-me a viver Tua Palavra com integridade, coragem e perseverança.
Quando os ventos vierem — e eles virão — que eu permaneça de pé, não pela minha força,
mas porque estou firmado em Ti.
E que a minha vida seja um testemunho de estabilidade, confiança e fé real.
Tudo para a glória do Teu nome.
Amém.
✨ Parabéns! Com este devocional, você concluiu toda a seção do Sermão do Monte (Mateus 5–7).
Se desejar, posso preparar um índice temático com os devocionais prontos ou seguir com a sequência no capítulo 8. Deseja continuar?
terça-feira, 15 de julho de 2025
Obediência: O Sinal do Verdadeiro Discípulo
Devocional – Mateus 7:21-23
Título: "Obediência: O Sinal do Verdadeiro Discípulo"
“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’,
entrará no Reino dos céus,
mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia:
‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome?
Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’
Então eu lhes direi claramente:
‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’”
— Mateus 7:21-23
Introdução:
Poucas palavras de Jesus são tão impactantes e solenes quanto estas. Ele alerta que não basta invocar o Seu nome ou realizar feitos em Sua causa — o que importa é fazer a vontade do Pai. A verdadeira fé não é medida por atividade religiosa, mas por relacionamento e obediência. O mais trágico é que muitos viverão sob a ilusão de fé, sem jamais terem conhecido verdadeiramente o Senhor.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Nem todo envolvimento religioso é sinal de salvação
Milagres, ministério e carisma não substituem a obediência e a intimidade com Deus.
👉 Reflexão: Você conhece Jesus — ou apenas fala d’Ele?
2. Jesus valoriza a prática da vontade do Pai acima de qualquer performance espiritual
A fé verdadeira se manifesta em submissão, não em ativismo.
👉 Reflexão: Você tem perguntado: “Senhor, qual é a Tua vontade?” — e vivido em resposta a isso?
3. A obediência nasce do relacionamento, não do medo ou mérito
“Eu nunca os conheci” mostra que o problema não era apenas o comportamento, mas a ausência de comunhão.
👉 Reflexão: Sua espiritualidade é alimentada pela intimidade com Jesus ou apenas por atividades externas?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Dedique tempo diário ao relacionamento com Jesus.
Mais do que servir, sente-se aos pés do Mestre. Leia Lucas 10:38-42 e aprenda com Maria. -
Obedeça a uma direção específica que Deus já te mostrou.
Talvez seja perdoar alguém, confessar algo, ou mudar um hábito. Obediência revela fé viva. -
Reavalie suas motivações ministeriais.
Pergunte: “Estou fazendo isso para a glória de Deus ou para minha reputação?”
Oração Final:
Senhor Jesus,
Tu conheces os corações e não te deixas enganar pelas aparências.
Te agradeço por me chamares não apenas ao serviço, mas à comunhão contigo.
Perdoa-me pelas vezes em que agi como servo ativo, mas filho distante.
Perdoa-me por tentar compensar com obras o que só se constrói com relacionamento.
Ensina-me a ouvir Tua voz, a fazer a vontade do Pai, e a andar contigo dia após dia.
Que minha vida seja marcada pela obediência humilde, pela fé verdadeira e pela comunhão constante.
No fim, que eu possa ouvir: “Bem-vindo, servo bom e fiel.”
É isso que eu mais desejo.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 7:24-29 — “A casa sobre a rocha: a vida que resiste às tempestades”, encerrando o capítulo 7 e o Sermão do Monte. Deseja que eu já prepare o último devocional desta série?
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Frutos Que Revelam o Coração
Devocional – Mateus 7:15-20
Título: "Frutos Que Revelam o Coração"
“Cuidado com os falsos profetas.
Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas,
mas por dentro são lobos devoradores.
Vocês os reconhecerão por seus frutos.
Pode-se colher uvas de espinheiros ou figos de ervas daninhas?
Semelhantemente, toda árvore boa dá bons frutos,
mas a árvore ruim dá frutos ruins.
A árvore boa não pode dar frutos ruins,
nem a árvore ruim pode dar frutos bons.
Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.
Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão.”
— Mateus 7:15-20
Introdução:
Jesus continua sua advertência sobre o discipulado autêntico com um alerta importante: nem todo líder espiritual é verdadeiro. Aparência não basta. O verdadeiro caráter se revela com o tempo — nos frutos. Mais do que palavras bonitas ou carisma, o que importa é o resultado da vida. Jesus nos ensina a discernir com maturidade e a refletir também sobre os nossos próprios frutos.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Nem todo que parece de Deus é, de fato, enviado por Ele
Os falsos profetas se disfarçam de ovelhas. A aparência pode enganar; os frutos, não.
👉 Reflexão: Você tem avaliado os líderes e mensagens pela Bíblia ou apenas pela aparência e emoção?
2. O fruto é consequência da raiz
Árvores boas produzem frutos bons. Se o coração está ligado em Cristo, a vida vai mostrar isso.
👉 Reflexão: Quais frutos sua vida tem produzido com regularidade — amor, paciência, humildade… ou orgulho, egoísmo e crítica?
3. O discernimento espiritual é uma responsabilidade de todo discípulo
Jesus nos chama a vigiar, examinar e reconhecer com sabedoria.
👉 Reflexão: Você está atento aos sinais de falsidade espiritual — inclusive dentro de si?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Avalie suas fontes de influência espiritual.
Pregadores, livros, vídeos — estão alinhados com o Evangelho bíblico ou apenas com o que “agrada”? -
Peça a Deus para revelar e podar frutos ruins em sua vida.
Ore com base em Salmos 139:23-24: “Sonda-me, ó Deus...” -
Invista tempo em nutrir sua raiz espiritual.
Medite na Palavra, ore com profundidade, cultive intimidade com Cristo — a raiz forte garante bons frutos.
Oração Final:
Pai Santo e verdadeiro,
Te agradeço porque Tu não te impressionas com aparências,
mas olhas o coração e revelas a verdade.
Perdoa-me pelas vezes em que fui ingênuo ou conformado,
em que segui vozes humanas em vez da Tua Palavra.
Perdoa-me também pelos frutos amargos que às vezes deixo crescer em mim.
Purifica meu coração, fortalece minhas raízes em Ti.
Dá-me discernimento para reconhecer o que é falso — e coragem para viver com integridade.
Que minha vida produza frutos que Te honrem: amor, paz, bondade, fidelidade.
E que, pelos frutos, o mundo reconheça que pertenço a Ti.
Em nome de Jesus,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 7:21-23 — “Nem todo que me diz 'Senhor': a obediência que revela o discípulo”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
domingo, 13 de julho de 2025
A Porta Estreita e o Caminho da Vida
Devocional – Mateus 7:13-14
Título: "A Porta Estreita e o Caminho da Vida"
“Entrem pela porta estreita.
Pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição,
e são muitos os que entram por ela.
Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida!
São poucos os que a encontram.”
— Mateus 7:13-14
Introdução:
Ao se aproximar do fim do Sermão do Monte, Jesus nos confronta com uma escolha decisiva: duas portas, dois caminhos, dois destinos. A porta estreita simboliza o chamado radical ao discipulado, à renúncia, à obediência. Não é o caminho mais popular, mas é o que conduz à verdadeira vida. A porta larga é confortável e popular, mas termina em perdição. O Reino exige decisão, coragem e perseverança — mas vale cada passo.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. A fé cristã autêntica é um caminho exigente, mas recompensador
A porta é estreita, e o caminho é apertado — ou seja, há resistência, há renúncia, mas há também vida verdadeira.
👉 Reflexão: Você está buscando um cristianismo confortável ou o caminho de Jesus, mesmo quando é difícil?
2. A maioria nem sempre está certa — o Reino é contracultural
Jesus deixa claro: o caminho largo é o mais popular. Mas o Reino é para os que nadam contra a corrente.
👉 Reflexão: Suas escolhas têm sido guiadas pela Palavra ou pela maioria?
3. A porta estreita é o próprio Cristo — e entrar por ela é se render completamente
Não se trata de mérito ou moralismo, mas de aceitar o chamado de seguir Jesus em obediência e fé.
👉 Reflexão: Você já passou pela porta estreita? Está caminhando com constância?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Faça um inventário das áreas onde tem buscado o caminho mais fácil.
Seja honesto: há decisões onde você está optando pelo “amplo” ao invés do “fiel”? Mude de direção hoje mesmo. -
Escolha um ato de obediência difícil — e pratique-o.
Pode ser perdoar, confessar algo, negar um hábito… a porta estreita se percorre passo a passo. -
Lembre-se da recompensa: a vida verdadeira.
Anote João 10:10 e declare: “Eu escolho a vida que Jesus oferece, mesmo que o caminho seja estreito.”
Oração Final:
Senhor Jesus,
Tu és a porta, o caminho e a vida.
Te agradeço porque me chamas não para a facilidade, mas para a verdade que salva.
Perdoa-me pelas vezes em que escolhi o caminho largo — o mais fácil, o mais cômodo, o mais aceito.
Perdoa minha indecisão, minha distração, minha acomodação.
Hoje eu escolho entrar pela porta estreita,
seguir-Te com perseverança, e caminhar onde quer que Tu conduzas.
Mesmo que seja apertado, mesmo que doa — que eu nunca me desvie de Ti.
Guia meus passos, fortalece minhas decisões, e dá-me firmeza até o fim.
Pois em Ti está a vida — e eu Te escolho, Senhor.
Em Teu nome,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 7:15-20 — “Falsos profetas: frutos que revelam a árvore”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sábado, 12 de julho de 2025
Peça, Busque, Bata: O Pai Que Responde
Perfeito! Aqui está o próximo devocional da série, baseado em Mateus 7:7-12:
Devocional – Mateus 7:7-12
Título: "Peça, Busque, Bata: O Pai Que Responde"
“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.
Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra;
e àquele que bate, a porta será aberta.
Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou, se pedir peixe, lhe dará uma cobra?
Se vocês, apesar de serem maus,
sabem dar boas coisas aos seus filhos,
quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus,
dará coisas boas aos que lhe pedirem!
Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam;
pois esta é a Lei e os Profetas.”
— Mateus 7:7-12
Introdução:
Jesus nos convida a confiar ativamente no cuidado do Pai. A oração não é um ato passivo — é um movimento contínuo de fé: pedir, buscar, bater. Mas esse convite vem com uma profunda revelação: Deus é Pai, e um Pai bom. E ao falar da bondade do Pai, Jesus liga a oração à ética do Reino: tratar os outros como gostaríamos de ser tratados — essa é a oração encarnada no cotidiano.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Deus é um Pai que responde com bondade, não com crueldade ou silêncio
Jesus compara o Pai celestial a um pai humano — mas infinitamente melhor. Ele sabe dar o que é bom.
👉 Reflexão: Você tem buscado a Deus com confiança ou com medo de que Ele o decepcione?
2. A oração é perseverança ativa, não repetição passiva
“Pedir, buscar, bater” são verbos contínuos — mostram uma fé que insiste, que espera, que caminha.
👉 Reflexão: Em que área você tem desistido cedo demais de orar e confiar?
3. A oração verdadeira molda o caráter e transborda em ação
Jesus conclui esse trecho com a “regra de ouro” — o que desejamos receber, devemos oferecer.
👉 Reflexão: Sua vida de oração tem influenciado seu modo de tratar as pessoas?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Escolha um pedido específico e ore por ele todos os dias desta semana.
Anote. Ore. Persevere. Confie. Deus ouve e responde — às vezes de formas inesperadas, mas sempre com bondade. -
Reavalie sua imagem de Deus como Pai.
Se necessário, perdoe projeções erradas (ex: pais terrenos ausentes ou duros). Leia Lucas 15:11-32 e veja o Pai verdadeiro. -
Pratique a “regra de ouro” hoje com intencionalidade.
Antes de agir, pergunte: “Se eu estivesse no lugar do outro, como gostaria de ser tratado?” E faça isso.
Oração Final:
Pai amoroso,
Obrigado porque Tu me convidas a pedir, buscar e bater — não porque és relutante,
mas porque desejas relacionamento, perseverança e fé.
Perdoa-me pelas vezes em que me cansei de orar,
ou em que Te vi como alguém distante, e não como Pai presente.
Perdoa-me quando busquei outras fontes antes de ir a Ti.
Renova em mim a confiança de uma criança que sabe que será ouvida.
Dá-me coragem para insistir na oração, mas também humildade para aceitar Tua vontade.
E que, à medida que recebo Tua bondade, eu a distribua.
Que minha oração se transforme em ações de justiça, misericórdia e amor.
Em nome de Jesus,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 7:13-14 — “A porta estreita: o caminho difícil que leva à vida”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Lição 2: O falso evangelho
“Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gl 1.9).
Lição 2: O falso evangelho
INTRODUÇÃO
Após se apresentar como remetente da Carta aos Gálatas,
identificando-se como apóstolo da parte de Deus, e mencionando que Jesus Cristo
ressuscitou dentre os mortos, Paulo passa diretamente ao assunto que pretende
tratar com os irmãos: a incursão de ideias e práticas judaizantes na comunidade
dos santos, e as consequências dessas ideias na vida dos irmãos.
I. UM APÓSTOLO SURPRESO
1. Paulo se mostra impressionado. O apóstolo Paulo se
declara surpreso com os irmãos gálatas. Os leitores dessa Carta eram pessoas
que já haviam aceitado a Jesus. Já conheciam o Evangelho e já haviam
experimentado o arrependimento e o perdão dos pecados, mas estavam trilhando
uma rota não planejada por Deus. Ele escreve “Maravilho-me de que tão depressa
passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” (Gl
1.6). O espanto de Paulo não foi advindo de milagres acontecendo naquelas igrejas,
ou de conversões de pagãos ou mesmo por pessoas estarem sendo cheias do
Espírito. O que deixou Paulo espantado foi não só o fato de os gálatas
atentarem para um Evangelho diferente do que ele havia pregado, mas também pelo
fato de que esse “novo evangelho” incentivava os gálatas a desconsiderarem a
graça e tentarem, por meio de obras, pagar uma dívida que eles jamais
quitariam.
Paulo destaca a expressão “tão depressa” para marcar não só
a inconstância dos gálatas, mas também o pouco tempo que levaram para ser
convencidos de uma outra doutrina. Não deve nos espantar que entre o povo de
Deus haja pessoas que sejam atraídas por novos ensinos, e que com facilidade se
deixem levar por doutrinas que nada tem de respaldo nas Escrituras. A pouca
firmeza no que tinham aprendido e a incapacidade de julgarem uma doutrina como
errada nos serve de exemplo para que nos firmemos no exercício da verdade.
2. Da graça para a lei. A surpresa de Paulo se dá por causa
da mudança que os gálatas fizeram, de passarem da graça de Deus para a Lei de
Moisés. Como isso se deu? Eles receberam um ensino em que, para que pudessem
realmente ser salvos, deveriam ser circuncidados e seguir a lei dada aos
hebreus por Deus. Bastou o apóstolo se afastar do convívio daqueles irmãos que
logo eles deram crédito a outra pregação diferente da que haviam recebido
originalmente.
Como veremos, Paulo deixa implícito que a lei e a graça, em
que pese serem expressões que remontem a história de Israel e o plano da
Salvação, possuem atribuições diferentes.
3. Outro Evangelho. A palavra “outro”, na língua portuguesa,
é um pronome indefinido utilizado de forma ampla, para designar algo ou alguma
coisa que seja da mesma natureza, que seja semelhante, ou que seja de outra
natureza. Para definir o exato significado, precisaremos saber o contexto em
que essa palavra está sendo usada. Na língua grega, a palavra “outro” tem duas
percepções distintas, advindas igualmente de duas palavras apontadas: allós,
que significa “outro da mesma espécie”, e heteros, “outro de outra espécie”.
Enquanto na primeira designação a opção apresentada é a de um objeto ou ser da
mesma espécie, com possíveis variações, tais como um tigre e um leão, que mesmo
sendo animais diferentes entre si, são felinos. Por sua vez, a palavra heteros,
“outro” de outra espécie, tais como um cão e um gato. São seres criados, mas
diferentes entre si por serem de espécies diferentes. Por isso Paulo comenta:
“[...] para outro evangelho, o qual não é outro” (Gl 1.6,7).
É possível que hoje sintamos a mesma surpresa com que o
apóstolo se deparou ao saber da notícia da mudança daqueles irmãos. Mas mesmo
em nossos dias, é possível ver irmãos na fé sendo convencidos por doutrinas que
não foram ensinadas com a correta interpretação dos textos bíblicos, dando
ouvidos a instruções que buscam acrescentar à Palavra o que ela não diz. Os
gálatas tinham sido evangelizados e ensinados por Paulo, e não perceberam que a
mensagem dos judaizantes era um falso evangelho. Eles não negaram, oficialmente,
o sacrifício de Jesus, mas acrescentaram argumentos que acharam guarida no
pensamento daquelas igrejas. Era uma mensagem aparentemente piedosa, mas que
negava a eficácia do Evangelho. Por meio desse ensino, a graça de Deus estava
sendo questionada.
“Falsos professores
tinham vindo à Galácia para tentar persuadir os gálatas a rejeitar o
ensinamento de Paulo e aceitar ‘outro evangelho.’ A sua mensagem ensinava que a
salvação espiritual e um relacionamento correto com Deus envolviam não apenas a
fé em Cristo, mas também a integração com a fé dos judeus, por meio da
circuncisão (5.2; veja Rm 2.29, nota: Fp 3.2), da obediência à lei (3.5) e da
observância aos dias santos dos judeus (4.10). (1) A Bíblia afirma claramente
que há uma única mensagem verdadeira de salvação espiritual ‘o evangelho de
Cristo’ (v.7).
Ele nos vem pela ‘revelação de Jesus Cristo’
(v.12) e pela inspiração do Espírito Santo. Este evangelho (as ‘boas-novas’ é a
verdadeira mensagem a respeito de Jesus) é definido e revelado na Bíblia, a
Palavra escrita de Deus. (2) Quaisquer ensinamentos, crenças ou ideias que se
originem de pessoas, igrejas ou tradições e não estejam expressos ou implícitos
da Palavra de Deus não fazem parte da verdadeira mensagem e não podem ser
incluídos no evangelho de Cristo (v.11). Mesclar essas noções e filosofias criadas
pelo homem com a mensagem original de Jesus é ‘transtornar o evangelho de
Cristo’ (v.7).” (Bíblia de Estudo
Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023,
p.1624).
II. O ANÁTEMA
1. A inquietação dos gálatas. Um falso ensino tem a
capacidade de deixar as pessoas alvoroçadas e inquietas. Paulo usa as palavras
“vos inquietam e querem transtornar” (v.7) como um indicativo de que, enquanto
seus leitores liam a Carta, provavelmente havia judaizantes entre eles. Um
outro detalhe é que a mensagem deles deixava os gálatas inquietos, em vez de
descansarem na graça de Deus, eles passaram a realizar obras da Lei, sendo eles
mesmos, gentios. Uma mensagem que alvoroça os crentes deve ser analisada com
bastante cautela.
2. Ainda que um anjo do céu. Os anjos são conhecidos na
Palavra de Deus como mensageiros do Eterno para tratar de assuntos referentes
aos seres humanos. Eles apareceram, no Antigo Testamento, a Abraão, a Josué, a
Gideão, aos pais de Sansão e a Isaías.
No Novo Testamento, apareceram à Maria, ao pai de João
Batista, a Pedro e a Cornélio entre outros. A presença deles geralmente, nas
Escrituras, é acompanhada de uma mensagem. Paulo mesmo recebeu a visita de um
anjo quando estava indo a Roma em um navio que estava afundando (At 27.23).
Cornélio recebeu a visita de um anjo, cuja mensagem foi: “As tuas orações e as
tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus” (At 10.4). “Procure por
Pedro” (At 10.5). O anjo não falou de Jesus ou do Evangelho a Cornélio, mas lhe
orientou a respeito de quem deveria chamar para ouvir as Boas-Novas.
Paulo deixa expresso que mesmo que um anjo, identificando-se
como sendo enviado por Deus, venha apresentar uma mensagem diferente da sua,
que seja considerado maldito. O apóstolo não teme usar esse adjetivo, pois sabe
que a pureza do Evangelho está em jogo naquelas igrejas.
3. Anátema. A palavra “anátema” é oriunda do hebraico herem,
e pode ter dois sentidos: algo devotado a uma divindade, e ao mesmo tempo
excluído da utilização humana, como o relatado em Josué 6.17, quando os
despojos de Jericó deveriam ser separados para Deus, não podendo ser usados
pelos israelitas, ordem que não foi seguido por Acã. Esse anátema foi tão sério
que Acã e sua família pagaram o preço da ganância com a vida. Mas o segundo
sentido é mais radical, pois representa anathematizo, colocar debaixo de uma
maldição. Mesmo que um anjo viesse até eles e lhes ensinasse um outro
Evangelho, que fosse maldito e condenado.
III. AGRADAR AOS HOMENS OU A DEUS
1. Repetindo a advertência. Como o assunto é muito sério,
Paulo repete a observação. Não poderia haver dúvidas sobre a força das palavras
paulinas, pois o assunto era grave. O apóstolo menciona uma segunda vez essa
mesma condenação no versículo 9. A repetição desses dizeres nos mostra o quão
sério é deturpar os ensinos da Palavra de Deus. O “evangelho” dos judaizantes
estava afastando os irmãos do verdadeiro e os encaminhando para uma vida de
legalismo, onde o homem acredita que pode ajudar Deus na salvação ou pode ele
mesmo ser o seu Salvador.
2. O que agrada aos homens. Paulo não se preocupa em falar
palavras lisonjeiras para deixar seus leitores confortáveis diante do que
estavam fazendo. Ele não estava tratando a respeito de boas práticas ou de um
discurso protocolar, cabível em certas ocasiões mais formais. Ele estava
tratando a respeito da salvação da alma dos gálatas. Os judaizantes bajulavam
os gentios, e com palavras doces os desviavam dos caminhos do Senhor. As
palavras de Paulo poderiam soar como amargas, mas era o remédio que os gálatas
deveriam tomar.
3. O que agrada a Deus. Como veremos, a preocupação de Paulo
é agradar ao Senhor, por isso escreve a Carta aos Gálatas. Se fosse para
agradar aos homens, ele poderia deixar a situação nas igrejas da Galácia correr
sem qualquer interferência. O tempo certamente iria mudar o cenário, ou
pioraria a situação. Mas ele entendeu que deveria ter uma participação ativa no
resgate dos gálatas. Paulo nem estava na Galácia, e poderia deixar o problema
de lado, mas resolveu tratar o assunto a fim de que os irmãos não se perdessem.
A obediência ao verdadeiro Evangelho agrada a Deus.
Preservar as doutrinas bíblicas, de Deus, que recebemos, estudar e estar
atentos para discernir quando um falso ensino tenta entrar na congregação,
também agrada a Deus. Viver pela fé e não pelas nossas próprias obras, também
agrada a Deus.
Algo que deve ser observado é que a deturpação dos falsos
mestres, e por sua vez, o que desagradava a Deus, é que, na prática, os gálatas
queriam “devolver” a Deus o favor, o presente que Ele lhes dera. Ele lhes
entregara a Salvação pela graça, e eles queriam retribuir o favor divino por
meio de uma vida que se baseava em obras humanas.
CONCLUSÃO
Nesta segunda lição, vimos que Paulo começa a apontar aos
seus leitores o caminho que eles estavam trilhando: um caminho paralelo ao
caminho do Evangelho. Eles estavam ouvindo uma mensagem doutrinária errada e
não tiveram discernimento. Eram ensinos que estavam em desacordo com o que
haviam aprendido. Paulo os exorta que ainda que um ser angelical viesse do céu
com uma mensagem parecida, eles não deveriam aceitar. Precisamos ter cuidado
com ventos de doutrina que se aproximam de nossas congregações, tentando
afastar os irmãos da verdadeira prática da Palavra de Deus.
Antes de Apontar, Olhe Para Dentro
Devocional – Mateus 7:1-6
Título: "Antes de Apontar, Olhe Para Dentro"
“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados,
e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão,
e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão:
‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’,
quando há uma viga no seu?
Hipócrita! Tire primeiro a viga do seu olho,
e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.
Não deem o que é sagrado aos cães,
nem atirem suas pérolas aos porcos.
Caso contrário, estes as pisarão, e aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão.”
— Mateus 7:1-6
Introdução:
Este trecho é um dos mais citados — e mais mal compreendidos — do Sermão do Monte. Jesus não está dizendo que nunca devemos exercer discernimento ou correção fraterna, mas que não devemos julgar com hipocrisia, severidade ou orgulho. O Reino chama à humildade antes de qualquer correção, à autocrítica antes de qualquer repreensão. O objetivo nunca é condenar, mas restaurar — com graça, verdade e amor.
Três Reflexões para a Vida Cristã Atual:
1. Julgar os outros com dureza revela cegueira sobre nós mesmos
A “viga no olho” representa nossa própria falha — muitas vezes ignorada.
👉 Reflexão: Você tem apontado falhas alheias sem encarar as suas com honestidade?
2. A medida que usamos será aplicada a nós
Jesus nos lembra que o padrão que aplicamos aos outros será o mesmo aplicado a nós — por Deus e pelas pessoas.
👉 Reflexão: Suas palavras são mais duras com os outros do que com você mesmo?
3. Discernimento não é julgamento cruel, mas sabedoria graciosa
“Não jogue pérolas aos porcos” aponta que correção deve ser feita com sabedoria e respeito ao momento e à disposição do outro.
👉 Reflexão: Você tem insistido em corrigir quem não está pronto para ouvir, ou tem agido com sabedoria?
Três Aplicações Práticas para o Dia a Dia:
-
Examine seu próprio coração antes de apontar qualquer erro.
Ore: “Senhor, mostra-me o que preciso enxergar em mim antes de falar ao outro.” -
Corrija com empatia, não com superioridade.
Se precisar exortar alguém, faça isso como quem também luta e precisa de graça — não como juiz. -
Recolha palavras críticas desnecessárias.
Se o que você vai dizer não for útil para restaurar, edificar ou consolar — silencie e ore.
Oração Final:
Pai justo e misericordioso,
Te agradeço porque Tu me julgas com verdade, mas também com amor.
Tu vês meu coração e me corriges com paciência e compaixão.
Perdoa-me pelas vezes em que julguei os outros com dureza,
enquanto ignorava as falhas dentro de mim.
Perdoa meu orgulho espiritual, minha hipocrisia e minha impaciência.
Dá-me um coração humilde, olhos para ver minha própria viga,
e mãos para ajudar com amor aqueles que precisam de correção.
Ensina-me a discernir com sabedoria, e a falar com graça e verdade.
Que minhas palavras sejam um reflexo do Teu coração,
e que eu viva como embaixador da Tua justiça temperada com misericórdia.
Em nome de Jesus,
Amém.
✨ O próximo será Mateus 7:7-12 — “Peçam, busquem, batam: confiança ativa no Pai que dá”. Deseja que eu já prepare o próximo devocional?
quinta-feira, 10 de julho de 2025
LIÇAO 2 -A Igreja de Jerusalém: um modelo a ser seguido
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (At 2.42).
Atos 2.37-47
INTRODUÇÃO
Por ser a Igreja-mãe, Jerusalém torna-se o modelo para as
demais igrejas que foram implantadas. É de Jerusalém que partem as decisões que
buscam, por exemplo, disciplinar e padronizar determinadas práticas cristãs. A
igreja de Jerusalém já nasce forte! Sendo de origem divina, cheia do Espírito
Santo e supervisionada pelos apóstolos, essa igreja é bem alicerçada. Isso fica
claro no ministério da Palavra, a quem os apóstolos se devotaram inteiramente e
ao exercício dos diversos dons que abundavam no seu meio. É, portanto, uma
igreja da Palavra e do Espírito. E mais — é uma igreja onde a observância das
ordenanças de Cristo é praticada na esfera do culto cristão. Assim, a igreja
cristã primitiva exibe marcas que se tornaram um padrão para todas as igrejas
em todas as épocas e lugares.
I. UMA IGREJA COM SÓLIDOS ALICERCES
1. Uma igreja com fundamento doutrinário. A igreja de
Jerusalém era uma igreja bem doutrinada. Lucas diz que, antes de ascender aos
céus, Cristo deu “mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que
escolhera” (At 1.2). Uma igreja genuinamente cristã reflete a prática e os
ensinos dos apóstolos. É exatamente isso o que o livro de Atos diz da primeira
igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Uma igreja só
pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar
seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo.
2. “Perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). A
expressão diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém. Era
uma igreja bem doutrinada, e, portanto, bem discipulada. A palavra “doutrina”
traduz o termo grego didaché, que significa “ensinar” e “instruir”. Tem a ver,
portanto, com o discipulado cristão. O discípulo é alguém que consegue
reproduzir, isto é, levar adiante o que aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos
aprenderam de Cristo; a igreja cristã primitiva aprendeu dos apóstolos e agora
vivia isso a fim de transmitir a outros o que aprendeu. A tragédia da igreja
acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.
3. Uma igreja relacional e piedosa. A igreja de Jerusalém
perseverava na “comunhão” (At 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a
palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunhão” é uma referência às
relações interpessoais dos primitivos cristãos. A primeira igreja era,
portanto, uma igreja relacional. Assim, perseverar na comunhão tem o sentido de
“se dedicar” à construção de bons relacionamentos. Tem a ver com o modo de vida
dos crentes. Sem o cultivo de relações interpessoais fortes, a igreja cai em um
mero ativismo. Há muita atividade, mas sem o calor humano que caracteriza a
verdadeira vida cristã.
A mesma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos e
na comunhão era a mesma igreja que vivia em oração (At 2.42). A igreja de
Jerusalém orava! Assim, Pedro e João foram ao templo na hora nona de oração (At
3.1); os apóstolos estabeleceram como prática dedicar-se à oração (At 6.4) e a
Igreja reunida na casa de Maria, mãe de Marcos, se dedicava à oração (At 12.5).
“A
DOUTRINA DOS APÓSTOLOS [...] COMUNHÃO [...] O PARTIR DO PÃO [...] ORAÇÕES. Hoje
em dia, muitas igrejas desejam seguir o modelo da igreja do Novo Testamento,
esperando vivenciar o mesmo poder, crescimento e eficácia que ela teve. Esta
passagem nos proporciona uma visão geral das características que permitiram que
a igreja do Novo Testamento vivenciasse o milagroso poder de Deus (v.43) e um
crescimento consistente (v.47). O que é admirável é que essas características
eram bastante simples e práticas. (1) A doutrina dos apóstolos (v.42a). Os
primeiros cristãos eram profundamente devotados à mensagem de Cristo. [...];
(2) Comunhão (gr. koinōnia; v.42b). Os seguidores de Deus na igreja primitiva
não somente eram dedicados ao seu relacionamento básico e predominante com
Deus, como também estavam comprometidos em construir relacionamentos abertos,
honestos e espiritualmente encorajadores com o povo de Deus [...]; (3) O partir
do pão (vv.42c,46). Esta expressão poderia se referir, simplesmente, às
refeições feitas nas casas, uns dos outros [...] (ou) à refeição do amor ágape
(veja 1Co 11.21, nota), ou à Ceia do Senhor (isto é, à comunhão) propriamente
dita. [...] (4) Oração (v.42d; cf. 1.14; 4.23-31). A oração era, claramente,
uma grande prioridade e uma parte vital da vida da igreja primitiva” (Bíblia de
Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1932).
I. UMA IGREJA OBSERVADORA DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS
1. O Batismo. Após o primeiro sermão do apóstolo Pedro na
igreja de Jerusalém, e como resposta a uma pergunta, ele disse ao povo:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para
perdão dos pecados” (At 2.38). Naquela época, a primeira igreja batizava quem
se convertia. Ela sabia que o batismo era uma das ordenanças de Jesus e que ele
era um dos principais símbolos da fé cristã (Mc 16.16). O batismo era um dos
primeiros passos da fé cristã, um rito de entrada para a nova vida em Cristo.
Mas para ser batizado, a pessoa precisava ter se arrependido dos seus pecados e
crido em Jesus. Era preciso ter consciência do sentido desse símbolo de fé.
Assim, o batismo era um testemunho público de que a pessoa havia se convertido.
Por meio dele, os cristãos de Jerusalém mostravam ao mundo que sua vida agora
era diferente, que eles tinham uma nova vida em Cristo.
2. A Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é a outra ordenança
dada por Jesus e que foi observada pela igreja de Jerusalém. “E perseveravam...
no partir do pão” (At 2.42). A maioria dos estudiosos concorda que esse texto é
uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos. Donald
Gee, um dos principais mestres do pentecostalismo britânico, disse que, quando
tomada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé; ao
próprio centro do Evangelho; ao objeto supremo do amor de Deus. Portanto, quão
abençoado é esse “partir do pão”! Parece provável que os primeiros cristãos,
combinando essa ordenança simples com a “festa do amor” de sua refeição comum,
lembravam assim a morte do Senhor “todos os dias” (At 2.42-46).
III. UMA IGREJA MODELO
1. Uma igreja reverente e cheia de dons. É dito da igreja de
Jerusalém: “Em cada alma havia temor” (At 2.43). A palavra grega traduzida como
“temor” é phóbos, que também significa “reverência, respeito pelo sagrado”.
Havia um forte sentimento da presença de Deus! Havia um clima da presença do
sagrado, do que é santo, o mesmo sentido que teve Moisés quando o Senhor o
mandou tirar os sapatos dos pés porque o lugar “é terra santa” (Êx 3.5).
Precisamos aprender com a primeira igreja! Não podemos perder o respeito pelo
sagrado.
Lucas destaca que “muitas maravilhas e sinais se faziam
pelos apóstolos” (At 2.43). “Sinais (gr. Téras) e maravilhas (gr. Sémeion)” são
as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do
Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Rm 15.19). Os
dons espirituais ornamentavam a igreja cristã primitiva.
2. Uma igreja acolhedora. Dentre as muitas marcas de uma
igreja relevante, o acolhimento aparece como uma das suas principais. Uma
igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. A igreja
de Jerusalém é um modelo de igreja acolhedora. Além de estarem juntos, o texto
bíblico diz que naquela igreja “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo
em comum” (At 2.44). Não é fácil partilhar, muito menos acolher. A nossa
tendência é nos fechar em nosso mundo e deixar de fora quem achamos ser
inconveniente. Numa igreja acolhedora, os membros se sentem acolhidos e parte
do grupo.
3. Uma igreja adoradora. A igreja de Jerusalém era também
uma igreja adoradora: “louvando a Deus” (At 2.47). “Louvando”, traduz o verbo
grego aineo. É o mesmo termo usado para se referir aos anjos e pastores que
louvavam a Deus por ocasião do nascimento de Jesus (Lc 2.13,20); é usado também
para descrever o paralítico que louvava a Deus depois que foi curado junto à
Porta Formosa do Templo (At 3.8). É, portanto, uma expressão de júbilo e de
gratidão. Louvar é muito mais que simplesmente “cantar”; é uma expressão de
rendição e total entrega! É o reconhecimento da grandeza de Deus e de seus
poderosos feitos.
“O
PROGRESSO SE REPETE. [...] Os primeiros discípulos — a maioria composta por
judeus — continuavam a adorar diariamente no templo (46). Isto era natural.
Posteriormente, a perseguição aos judeus expulsou-os do Templo, e também das
sinagogas. Eles também partiam o pão em casa. O texto grego também poderia ser
traduzido como ‘de casa em casa’. Não havia edifícios para igrejas no início, e
a maioria das reuniões de adoração era conduzida nas casas. Louvando a Deus e
caindo na graça de todo o povo (47) é uma combinação desejada na igreja de
todos os tempos e lugares. O Senhor estava acrescentando diariamente novas
pessoas ao número de crentes. Esta era uma igreja em crescimento. A última
frase, aqueles que se haviam de salvar, é uma tradução completamente injustificável.
Não existe aqui nenhuma indicação de predeterminação ou predestinação. O texto
grego diz claramente: ‘todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que
estavam sendo salvos.’ Isto simplesmente afirma que aqueles ‘que estavam sendo
salvos’ uniam-se ao crescente grupo de discípulos em Jerusalém” (Comentário
Bíblico Beacon — João e Atos. Volume 7. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.225).
CONCLUSÃO
Vimos, nesta lição, algumas características que marcaram a
primeira igreja. Frequentemente, nos referimos a ela como a “Igreja Primitiva”.
Vemos como sendo uma igreja ideal, modelo para todas as outras. De fato, ela é
a igreja-mãe. Isso, contudo, não significa dizer que a igreja de Jerusalém não
tivesse problemas. Pelo contrário, veremos em outras lições, que havia alguns
bem desafiadores. Nada, contudo, que tire o seu brilho e nos impeça de nos
espelharmos nela.
IGREJA
DE JERUSALÉM — UM MODELO A SER SEGUIDO
Estimado(a)
professor(a), a paz do Senhor. A lição desta semana tem como finalidade
apresentar a igreja primitiva como modelo de fé e relacionamento cristão aos
irmãos da igreja atual. Ao observarmos o livro de Atos, identificamos vários
aspectos que revelam a face da igreja primitiva como uma igreja
doutrinariamente sólida, que perseverava nos ensinamentos introduzidos pelos
apóstolos, e na qual os seus membros desfrutavam de uma comunhão salutar; e,
não menos importante, oravam assiduamente (At 2.42). Dessa forma, o trabalho
realizado por esses irmãos resultava no avanço da pregação do Evangelho, mesmo
em meio às perseguições (2Ts 3.1-3).
Além de
ser uma igreja que gozava da manifestação abundante dos dons espirituais, bem
como da operação contínua de sinais, prodígios e maravilhas, havia uma
característica muito marcante que a tornava pujante. A igreja primitiva era uma
igreja “acolhedora”. Em linhas gerais, o termo acolhedor, de acordo com o
Dicionário Houaiss (2009), significa “oferecer ou obter refúgio, proteção ou
conforto físico, amparo; dar hospitalidade”. No contexto da igreja primitiva,
significava acolher os pecadores, oferecer a oportunidade de perdão e
reconciliação com Deus. Além disso, significava também que a igreja não fazia
acepção de pessoas, nem mesmo fomentava o preconceito seja qual fosse a
condição de pecado em que a pessoa estivesse (At 10.34,35; Rm 2.11); mas, pelo
poder regenerador do Espírito Santo, tornava cada pecador arrependido em um
discípulo de Cristo (Mt 28.19,20).
Aprendemos
com a igreja primitiva que devemos acolher o pecador e ensinar que Jesus cura,
salva, liberta, batiza no Espírito Santo e voltará para buscar Seus servos para
estarem para sempre com Ele. Nesse sentido, a Declaração de Fé das Assembleias
de Deus, documento que traz os fundamentos doutrinários de nossa denominação,
discorre que “entendemos que é responsabilidade da igreja a obra missionária. A
edificação é realizada por meio do ensino da Palavra nas reuniões da igreja,
como o culto de ensino, da escola bíblica dominical. A igreja também exerce o
ministério de socorro e misericórdia, que inclui o cuidado dos pobres e dos
necessitados, e não somente dos seus membros, mas também dos não membros.
Enquanto membros da igreja, somos o sal da terra, proporcionando sabor à vida e
evitando a putrefação da sociedade ao combatermos o pecado e a corrupção”
(2017, p.123). Que o compromisso de acolher os pecadores não seja furtado de
nossos corações. Jesus nos libertou e salvou para que, uma vez regenerados por
Seu Espírito, tenhamos o prazer de levar outras vidas a Ele. Uma igreja
acolhedora prioriza alcançar vidas para o Reino de Deus.
